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Lançamento literário da cantora revisita a juventude do movimento musical e revela momentos íntimos de sua vida
É difícil definir Patti Smith. Como cantora e compositora deu uma nova veia ao punk – mais poética e inteligente – com o seminal álbum Horses (1975). Como escritora ganhou o National Book Award de Não-Ficção em 2010 pelo livro de memórias Só Garotos (Companhia das Letras, R$ 89,90). A obra revisita a cena artística de Nova York nos anos 1970 e sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Acumulando prêmios, Patti ainda arruma tempo para fotografar e pintar.
A notícia de que Patti Smith foi consagrada pelo Prêmio Princesa de Astúrias das Artes recentemente oferece uma chave útil para ler Pão dos Anjos: a história da minha vida (Companhia das Letras, R$ 89,90), sua última autobiografia.
O Prêmio Princesa de Astúrias das Artes já laureou artistas importantes como Bob Dylan, Meryl Streep, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. Os prêmios serão entregues em outubro, em uma cerimônia em Oviedo, na Espanha, pela princesa Leonor e pelos reis Felipe VI e Letizia.
Descrita pelo júri espanhol como “comunicadora multidisciplinar”, a trajetória artística polivalente é esclarecida menos como um projeto de Patti. Em vez disso, surge como consequência de uma promessa antiga, feita aos 13 anos diante de um quadro de Picasso: ser uma artista, o que quer que isso seja.

Nascida em 1946 numa família pobre de Chicago, se mudou onze vezes antes de completar quatro anos. Um trajeto de um prédio condenado a outro, até que seus pais pudessem comprar uma casa num empreendimento para veteranos da segunda guerra mundial na zona rural de Nova Jersey.
Filha de um operário e de uma ex-cantora que virou garçonete para pagar as contas, Patti descreve uma época em que as vacinas ainda eram uma novidade. Sempre acamada, ela logo descobriu o prazer dos livros:
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Durante meus primeiros seis anos, enfrentei uma doença contagiosa atrás da outra, broncopneumonia, tuberculose, rubéola, caxumba e catapora. Depois das fases iniciais de cada enfermidade, vinham longos períodos de repouso, deitada no meu catre improvisado junto ao fogão a carvão, imaginando os personagens dos meus livros, inventando aventuras que iam além das páginas.
Aos vinte anos Patti descobre que está grávida. Decide, então, dar o bebê para adoção, ao mesmo tempo em que deixa tudo para trás. Vai, então, tentar a sorte em Nova York. Sem plano algum, ela encontra a cena artística mais efervescente da década e começa a viver a arte com intensidade.
Não foi um caminho fácil. Antes de colaborar como repórter para as revistas Rolling Stone e Creem e muito antes de lançar Horses, seu primeiro álbum, Patti precisou trabalhar como operária numa fábrica e caixa de uma livraria para sobreviver. Dependeu sobretudo da generosidade de amigos, o que chamou de pão dos anjos, “a lembrança imaculada de gestos de bondade não premeditados”.
A época mais agitada da vida de Smith e Mapplethorpe, quando viveram juntos no famoso Chelsea Hotel, cercados por nomes como Allen Ginsberg, William S. Burroughs, Susan Sontag, Salvador Dali, Janis Joplin, Bob Dylan, Andy Warhol, Yoko Ono e John Lennon –, é o foco de Só Garotos. Aqui, aparece apenas de passagem, conduzindo o leitor ao hiato em sua carreira, nos anos 1980, depois que se casou com Fred "Sonic" Smith, ex-guitarrista da MC5.

O casal trocou Nova York por Detroit, onde criaram os filhos até 1994, quando Fred morreu após anos com a saúde abalada. Esse é o núcleo emocional do livro, onde acompanhamos Smith cuidando do marido doente e vendo seus amigos sucumbirem à epidemia de AIDS.
Em entrevista à Revista 451, Patti disse que um dos seus objetivos nesse livro era apresentar outra versão, privada e íntima, de seu marido. De acordo com ela, “queria que conhecessem o homem e o companheiro. O processo de escrita foi difícil pela responsabilidade de contar às pessoas sobre meu marido, meu irmão, o que descobri sobre meu pai”.

Depois da morte de Fred, Patti retoma a carreira, agora como um ícone do movimento e de uma geração. No começo dos anos 2000 se posiciona contra o governo Bush e a guerra no Iraque, verdadeira às suas origens na contracultura.
O final do livro, o mais autobiográfico, procura fazer sentido dessa vida cheia de acontecimentos e atar pontas soltas.
Patti conseguiu se reconectar com a filha que deu para a adoção aos 20 anos. Por meio dela, porém, descobriu que Grant Smith, o homem que a criou e deu seu nome a ela, não era o seu pai biológico. Um exame de DNA revelou que seu pai era um ex-soldado da Força Aérea que teve um relacionamento com sua mãe antes do casamento.
As páginas finais são dedicadas a imaginar esse pai que ela não pôde conhecer, mas que parece explicar a irrequietude que sempre a definiu, sem perder o carinho pelo homem que a criou. É uma conclusão honesta para uma autobiografia de quem nunca quis se tornar um mito, sempre preferindo, por outro lado, agradecer àqueles que a ajudaram pelo caminho.
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