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Premiação considerada o “Oscar dos pizzaiolos”, anunciada em Milão, reconheceu profissionais de São Paulo e do Rio entre os melhores deste ano

O Brasil emplacou cinco representantes em um dos rankings mais prestigiados da pizza mundial. Revelado nesta quarta-feira (24), em Milão, o The Best Pizza Awards 2026 reconheceu profissionais de São Paulo e do Rio de Janeiro entre os 100 melhores pizzaiolos do planeta.
Se durante décadas o país ficou conhecido por adaptar a pizza ao paladar local, característica que ainda faz alguns torcerem o nariz, hoje, foi essa capacidade de equilibrar tradição italiana e identidade própria que chamou a atenção do chamado "Oscar dos pizzaiolos".
A lista reconheceu Dani Branca, da Soffio Pizzeria, Fellipe Zanuto, d'A Pizza da Mooca, Matheus Ramos, da QT Pizza Bar, Pedro Siqueira, do Sìsì, e André Guidon, da Leggera Pizza Napoletana. Quatro deles atuam em São Paulo, mas há um representante do Rio de Janeiro. Ambas cidades concentram algumas das pizzarias mais premiadas da América Latina e um grande número de descendentes italianos.
Nos últimos anos, pizzarias brasileiras passaram a aparecer com frequência crescente em rankings internacionais, impulsionadas pela valorização de técnicas artesanais, fermentações longas e ingredientes de alta qualidade. A Pizzaria Leggera, por exemplo, foi eleita a melhor da América Latina pelo 3º ano seguido no ranking “50 Top Pizza Latin America 2026”.
Entre os pizzaiolos, o melhor colocado entre os brasileiros foi Dani Branca, da Soffio Pizzeria, no bairro do Campo Belo, em São Paulo, que alcançou a 42ª posição. Italiano radicado no Brasil há mais de duas décadas, ele construiu a carreira entre os dois países e se tornou uma das principais referências da pizza contemporânea em São Paulo.
“Esse resultado é fruto de trabalho, dedicação e, principalmente, de uma rede de apoio que faz toda a diferença”, escreveu em suas redes.
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Na sequência aparece Fellipe Zanuto, em 51º lugar. O paulistano é um dos nomes que ajudaram a difundir a pizza napolitana em São Paulo. Ele comanda A Pizza da Mooca (com unidades na Mooca, Pinheiros e Vila Mariana) e também lidera a Da Mooca Pizza Shop, a Onesttà, e o restaurante Hospedaria.

Matheus Ramos (55º), por exemplo, formou-se em publicidade. Antes de empreender, trabalhou no mercado financeiro. Hoje, comanda a QT Pizza Bar, nos Jardins, endereço descolado que atrai principalmente a geração Z.

Enquanto Pedro Siqueira (78º) ajudou a popularizar no Rio um modelo de pizzaria focado em fermentação natural e receitas napolitanas. Ele está à frente da Sìsì, que possui três endereços na cidade. Neste ano, inclusive, o pizzaiolo chega em São Paulo com o Marmotta Pasta Bar, no Itaim Bibi.

Já André Guidon (83º) abandonou a carreira de engenheiro de som para estudar pizza em Nápoles em 2006. Voltou para o Brasil em 2013 e abriu a prestigiada Leggera Pizza Napoletana, nos Jardins, em São Paulo.

Além do ranking principal, a organização criou neste ano uma seleção com 50 profissionais considerados promessas ou talentos que merecem atenção internacional.
Entre eles aparece Sei Shiroma, fundador da Ferro e Farinha, e do restaurante japonês SUIBI, ambos no Rio de Janeiro. Filho de pai japonês e mãe chinesa, ele trocou a publicidade em Nova York pela pizza e começou vendendo suas receitas pelas ruas cariocas em um forno acoplado a um carro. Hoje, a Ferro e Farinha soma cinco unidades e figura entre as pizzarias mais reconhecidas do país.

Embora o Brasil tenha conquistado cinco posições no ranking, o domínio italiano permanece evidente. O topo da lista ficou novamente com o pizzaiolo italiano Francesco Martucci, da I Masanielli, localizada em Caserta, na região da Campânia, na Itália. Ele recebeu o título de melhor do mundo pelo segundo ano consecutivo.
Mais dois italianos ocuparam a segunda e terceira posição do ranking: Roberto Davanzo, da Bob Alchimia a Spicchi, em Montepaone, e Francesco Capece, do Confine, em Milão, na Itália.
Ainda assim, a presença brasileira chama atenção em um prêmio que reúne votos de 560 especialistas de 62 países, entre pizzaiolos, jornalistas e críticos gastronômicos. O modelo de votação também busca privilegiar a avaliação técnica dos profissionais, já que os jurados votam diretamente nos chefs, e não nas pizzarias.
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