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Best seller em 2025, pesquisa de antropólogo sobre as elites brasileiros vai virar monólogo, com estreia em São Paulo

Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, vai virar espetáculo. Um dos best sellers de 2025, o livro que examina os códigos da riqueza da elite brasileira será transformado em monólogo. Coisa de Rico: Outras Histórias tem estreia prevista para os dias 21 e 22 de agosto, no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo.
O espetáculo deve partir dos estudos que deram origem ao livro, sucesso editorial com mais de 160 mil cópias vendidas. Nele, Alcoforado deve compartilhar algumas histórias inéditas por trás de sua pesquisa. Além disso, deve mostrar também os efeitos que a criação do livro teve sobre o próprio autor.
Desenvolvido em parceria com Afonso Capellaro, conhecido por trabalhos em produções como Greg News e Que História É Essa, Porchat?, Coisa de Rico: Outras Histórias explora um dilema diante do qual Michel se viu no processo de escrita: até onde é possível observar sem participar?
A resposta vem em cerca de 70 minutos do que o antropólogo chama de “teatro da elite”. São casas que comunicam status e objetos que funcionam como marcadores sociais. Isso além, claro dos gestos ensaiados que ajudam a definir quem pertence (ou não) ao universo das elites.
Coisa de Rico: Outras Histórias estreia dias 21 e 22 de agosto de 2026 no Teatro Sabesp Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação). Ingressos já estão à venda.

Publicado em 2025 pela Todavia, Coisa de Rico, de Michel Alcoforado, promete, logo de início, um ensaio de antropologia que explique o que é ser rico no Brasil. Como ponto de partida, afirma-se – de maneira jocosa – que nenhum economista, historiador ou sociólogo conseguiria explicar o fascínio dos brasileiros por bens de consumo nos outlets americanos durante o começo dos anos 2010.
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Utilizando a identidade de “antropólogo do luxo” Alcoforado conseguiu transitar pelas camadas mais abastadas da sociedade, entrevistando 53 pessoas para sua pesquisa, que resultou na tese de doutorado. O autor conta que precisou se tornar outra pessoa para ter acesso ao mundo dos brasileiros endinheirados.
De maneira geral, Alcoforado sustenta duas teses. A primeira é que no Brasil ninguém se considera rico, pois a riqueza seria relacional. Desta maneira, sempre há alguém mais rico.
A segunda tese construída ao longo do livro é que no Brasil a riqueza é expressa através de bens de consumo, as “coisas de rico” do título. Mais que dinheiro no banco, relógios, perfumes, bolsas de grife e automóveis são os fatores distintivos.
Aqui, no Seu Dinheiro, falamos sobre o livro, que virou fenômeno, a despeito de certo problema no ritmo. Leia na crítica de Mario Coutinho.
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