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Com filas de até seis horas, novo Sistema de Entrada e Saída (EES) da União Europeia passa a ser questionado por administradores aeroportuários: "não funcionam"

O novo Sistema de Entrada e Saída (EES) da União Europeia mal começou e já pode ser abandonado – ao menos em Roma, de acordo com Marco Troncone, presidente executivo da Aeroporti di Roma, que gerencia os aeroportos de Fiumicino e Ciampino.
O protocolo, efetivamente implantado em abril, consiste na coleta de impressões digitais e faciais de visitantes estrangeiros à UE em sua primeira visita ao bloco.
No entanto, falhas tecnológicas têm causado o acúmulo de longas filas de passageiros e o aumento da perda de voos. Tudo em pouco mais de dois meses de funcionamento. Com a chegada do verão, no último dia 21, as tensões sobre o sistema aumentam. A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) antecipou que o tempo de espera nas filas pode chegar a seis horas.
Em uma escala de um a 10, Troncone afirma que sua preocupação está "provavelmente em 8 ou 9". Para ele, a solução seria abandonar o sistema para evitar um "desastre".
"O processo se mostrou incompatível com os volumes máximos que enfrentaremos, portanto a única maneira é abrir a passagem", afirmou o CEO ao Financial Times. "Não há como atingirmos 100% dos cadastros.”
Roma não é o único hub com dificuldades na administração do EES. Ainda em junho, aeroportos da Grécia permitiram a passagem de cidadãos do Reino Unido sem a verificação do novo sistema.
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Outra suspensão notável foi no porto de Dover, na Inglaterra, onde filas de mais de duas horas atingiram buscava cruzar o Canal da Mancha, no último mês de maio.
Entre as queixas mais comuns está o fato de que as cabines automatizadas nem sempre funcionam, forçando o recadastro de passageiros que já passaram pelo EES anteriormente.
"Precisamos que as cabines de autoatendimento funcionem e no momento elas não funcionam", disse Olivier Jankovec, chefe da associação europeia de aeroportos ACI Europe ao Financial Times.
Para Stefan Schulte, presidente da ACI Europe, a situação excede a autoridade dos portos e aeroportos do bloco. À BBC, ele afirmou que os políticos deveriam "parar de fingir que o EES está funcionando perfeitamente, não está".
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