Taesa (TAEE11) pode cair 15%, segundo esta corretora que recomenda venda para as ações
Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora

A Taesa (TAEE11) sempre foi tratada como aquele papel “tranquilo” da bolsa — previsível, pagador de dividendos e com pouca emoção no preço. Mas a Genial Investimentos está colocando um pouco mais de cautela nessa história.
A corretora definiu preço-alvo de R$ 36 para a ação da companhia elétrica, o que implica uma queda potencial de cerca de 15% em relação ao fechamento da última sexta-feira (20). Além disso, a recomendação da Genial para os papéis é de "venda".
Um dos principais pontos de atenção está na alavancagem. Segundo o analista Vitor Souza, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) está em 4,1 vezes — o nível mais alto entre pares do setor de transmissão.
Além disso, o pipeline de crescimento não anima. A companhia tem poucos projetos novos e um prazo médio de concessões mais curto — dois fatores que reduzem o potencial de geração de valor no longo prazo.
No último trimestre, a receita até avançou com a entrada de um novo projeto em operação, enquanto os custos ficaram sob controle. É um sinal positivo, mas ainda longe de ser suficiente para mudar o jogo da empresa.
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Taesa: dívida em alta e expansão como desafio
E aí entra o principal dilema: o endividamento está diretamente ligado à necessidade de crescer. Para expandir a base de ativos, a Taesa precisa investir — e isso pressiona a estrutura de capital.
Hoje, a dívida total já soma R$ 9,8 bilhões, com alta de 5,5% no trimestre. Parte desse movimento veio da 20ª emissão de debêntures (R$ 600 milhões), além da geração operacional e do recebimento de dividendos de participadas.
Do outro lado, pesaram R$ 423,1 milhões em investimentos no período.
A leitura da Genial é que a empresa segue financiando crescimento e mantendo a remuneração ao acionista sem piorar ainda mais a alavancagem. Entretanto, o nível atual continua elevado e exige monitoramento.
Dividendos seguem fortes, mas e o resto?
Os dividendos continuam sendo o grande atrativo para os investidores da companhia.
A Taesa aprovou a destinação de lucro de 2025 que pode chegar a R$ 1,124 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) , o equivalente a R$ 3,26 por unit — praticamente 100% do lucro regulatório.
O problema, na visão da corretora, não é pagar bem. É o que vem além disso.
Sem novos gatilhos de crescimento, o papel pode continuar sendo apenas uma máquina de dividendos — com pouco espaço para valorização.
*Com informações do Money Times
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