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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

Camille Lima
Camille Lima
18 de março de 2026
15:33 - atualizado às 14:54
Fachada de agência do Banestes (BEES3;BEES4) , banco do Estado do Espírito Santo.
Fachada de agência do Banestes (BEES3;BEES4) , banco do Estado do Espírito Santo. - Imagem: Divulgação

A crise do Banco Master ainda não terminou de se espalhar pelo sistema financeiro — e já começa a cobrar a conta de todo o setor. Mesmo sem qualquer exposição direta ao conglomerado, o Banestes (BEES3; BEES4), banco estatal do Espírito Santo, sentiu o impacto. 

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“Não temos nenhuma relação com o Master”, afirmou o presidente da instituição, Amarildo Casagrande, durante encontro anual com investidores realizado nesta quarta-feira (18), em São Paulo. 

Porém, mesmo quem está fora do epicentro das crises bancárias acaba absorvendo parte do baque. O executivo reconhece que os desdobramentos da crise — que também atingem o BRB (Banco de Brasília) — são negativos para o sistema financeiro como um todo. 

“Essa situação para o mercado é ruim. Já impactou o FGC. Os bancos vão ter que fazer aportes para cobrir esse rombo, mas o Banestes está preparado para essas situações”, disse o CEO. 

Segundo ele, a instituição conta hoje com uma estrutura de governança mais robusta, o que, na avaliação da administração, reduz riscos semelhantes. “Temos uma governança bastante segura e definida, sem interferência política”, acrescentou. 

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Conta da crise chega para o Banestes 

Mesmo sem relação direta com o Master, o Banestes foi chamado junto aos outros bancos para recompor o caixa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em meio a um rombo estimado entre R$ 42 bilhões e R$ 50 bilhões para cobrir investidores afetados pela crise. 

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No caso do Banestes, a instituição capixaba teve de antecipar R$ 120 milhões em contribuições. 

“Indiretamente, os bancos vão repassar essa conta para os clientes”, afirmou o diretor de relações com investidores (CFO), Silvio Grillo. “A remuneração do CDB pode cair ou o custo do crédito subir, via spread, para compensar essa antecipação.” 

O efeito colateral da crise do Banco Master 

A crise também provocou uma reação regulatória que acabou atingindo em cheio bancos de médio porte. 

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Uma decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) passou a restringir investimentos de regimes próprios de previdência social (RPPS) de estados e municípios a instituições classificadas como S1 e S2. 

Na prática, bancos de porte S3, como o Banestes, além de instituições S4 e S5, ficaram de fora desse universo. 

Para Grillo, o critério adotado foi simplista e a decisão, apressada. 

“Entendemos que passar uma régua pelo porte não é o mais adequado, deveria-se olhar a qualidade da gestão”, afirmou. 

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Acontece que o banco vinha expandindo sua atuação na gestão de recursos desses regimes e, com a nova regra, perderia um canal relevante de distribuição. 

Para contornar o prejuízo à sua carteira de fundos, o Banestes obteve uma liminar na justiça que suspende a restrição por 90 dias, permitindo que os fundos continuem aplicando na instituição enquanto o mérito é julgado. 

“O Banco Master é S3, mas, pelo ritmo de crescimento que tinha, poderia rapidamente migrar para S2 devido à captação que estava fazendo. Há várias instituições afetadas que são boas gestoras e têm bom rating”, disse o executivo, acrescentando que o banco atua junto a entidades como a Anbima para discutir o tema. 

Follow-on no radar do Banestes — mas sem pressa 

Outro ponto que segue no radar do mercado é a baixa liquidez das ações do Banestes. Hoje, cerca de 92% do capital está nas mãos do Estado do Espírito Santo, o que deixa menos de 8% em circulação no mercado. 

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A possibilidade de uma oferta subsequente de ações (follow-on) aparece com frequência nas conversas com investidores, mas, por ora, não há decisão tomada, segundo a administração. 

“A questão de emissão de novas ações tem um rito a ser seguido, mas não há nada definido”, disse Grillo. 

Na prática, o controlador não tem pressa, afirmou o diretor. 

“Ele tem um ativo que paga bons dividendos, não tem dívida — pelo contrário, tem dívida líquida negativa. Então, qual seria o incentivo para vender?”, questionou o executivo. 

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Segundo ele, uma eventual oferta só faria sentido se estivesse atrelada a um projeto claro de expansão do banco. 

Pé no freio no crédito corporativo 

No front operacional, o banco também sinaliza uma postura mais conservadora. A estratégia é reduzir o ritmo de crescimento da carteira de crédito para empresas, diante de um ambiente considerado mais arriscado. 

“Estamos mais conservadores no segmento de pessoa jurídica devido ao risco maior”, afirmou o CFO. 

"Reduzimos a carteira de títulos e valores mobiliários (TVM) privados em 18% devido ao maior risco e menor rendimento de debêntures, dadas as recentes recuperações judiciais no mercado. Fomos mais conservadores", acrescentou.

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O fim da “meia-entrada” das fintechs 

A competição com players digitais também ocupou parte do encontro do Banestes. Para o banco do Espírito Santo, a assimetria regulatória entre bancos tradicionais e fintechs está perto do fim. 

Grillo defende que, por muito tempo, instituições digitais operaram com exigências mais leves de governança e controle — o que criou uma “competição desigual”, nas palavras do executivo. 

“Está na hora de um freio de arrumação na regulação para acabar com essa meia-entrada”, disse. 

Segundo ele, a flexibilização excessiva permitiu o surgimento de problemas que agora começam a aparecer no sistema. 

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“Era uma concorrência desleal. Os bancos tradicionais sempre tiveram um nível de controle muito maior. Agora o mercado tende a se equilibrar melhor”, afirmou. 

Ao mesmo tempo, o CEO reconhece que a chegada das fintechs teve um papel importante ao acelerar a transformação do setor. 

O próprio Banestes se movimentou nesse sentido. Hoje, mais de 90% das transações do banco já são realizadas por canais digitais, segundo a administração. 

A aposta agora está no Bizi, a plataforma digital da instituição, como caminho para expandir a atuação para além do Espírito Santo. 

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A leitura do banco é que, após um período marcado por ofertas agressivas e benefícios gratuitos, o mercado começa a migrar para um modelo mais equilibrado — em que segurança, governança e sustentabilidade voltam a pesar mais na decisão dos clientes. 

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