Plano&Plano (PLPL3) mais do que dobra vendas líquidas e ‘compensa’ geração de caixa mais fraca. O que fazer com as ações?
Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado

A prévia operacional da Plano&Plano (PLPL3) no quarto trimestre de 2025 mostrou números bem acima das expectativas do BTG Pactual. O grande destaque foram as vendas líquidas, que saltaram 119% na base anual, atingindo R$ 1,55 bilhão.
Com isso, a velocidade de vendas ficou em 28% o último trimestre do ano passado, avanço de 8 pontos percentuais (p.p.) ante o ano passado. Na visão do banco, isso reflete um desempenho comercial saudável, puxado principalmente pela venda de estoques. No ano, esse indicador ficou em 52,3%, salto de 8,8 p.p.
No ano, a construtora bateu recorde na linha de vendas líquidas, que atingiram R$ 4,2 bilhões, avanço de 41% em relação ao acumulado de 2024.
Mais destaques da prévia operacional da Plano&Plano
No último trimestre de 2025, a Plano&Plano lançou quatro projetos, somando R$ 620 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Essa cifra representa uma queda de 51% ano a ano e veio 13% abaixo do esperado pelo BTG Pactual.
Segundo os analistas, esse movimento que reflete o foco da companhia na liquidação de estoques, após um volume forte de lançamentos no terceiro trimestre, concentrados no fim de setembro. No acumulado de 2025, a companhia reportou um VGV de 5,3 bilhões, alta de 38% frente a 2024.
Em paralelo, a empresa reportou geração de caixa (FCF) de R$ 96 milhões, impulsionada pela venda de R$ 123 milhões em recebíveis. “Desconsiderando esse efeito, a companhia registrou uma queima de caixa recorrente de R$ 27 milhões, em linha com a nossa projeção de FCF próximo do equilíbrio”, escreve o time de análise em relatório.
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O que fazer com as ações?
“Na nossa avaliação, o principal destaque foi o desempenho sólido de vendas, acima das estimativas e sustentado por um nível saudável de vendas de estoque, mais do que suficiente para compensar o FCF um pouco mais fraco do que o esperado.
Os analistas mantiveram recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo em R$23, alta potencial de 58% em relação ao fechamento de ontem (14).
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