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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

HORA DE COMPRAR

Ozempic não é tudo: BofA aponta outros motores de alta para a Hypera (HYPE3) e projeta ganho de 37% para a ação

Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa

Bia Azevedo
Bia Azevedo
7 de janeiro de 2026
15:31
Ozempic
Ozempic - Imagem: Divulgação

A Hypera (HYPE3) é uma das ações que mais tem ganhado destaque na corrida pelos genéricos de Ozempic, cuja patente deve ser liberada a partir de março deste ano. Segundo o Bank of America, a ação tem muita gordura a ganhar com isso.

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Ela pode ser uma das companhias mais bem posicionadas na primeira leva de genéricos do remédio usado para emagrecimento ao mercado, que deve chegar a partir de julho, uma vez que Anvisa estaria avaliando o pedido de semaglutida da farmacêutica.

Na visão do banco, é hora de comprar os papéis da companhia. O preço-alvo é de R$ 33, um potencial de valorização de mais de 37% em relação ao último fechamento da companhia.

“Na nossa avaliação, a capacidade de vendas médicas, a distribuição e a expertise em marketing da Hypera também devem permitir que a empresa conquiste uma fatia de mercado alinhada à sua participação média no setor, em torno de 10%, o que pode adicionar um crescimento estimado de 6% a 8% às receitas em um horizonte de dois a três anos", dizem os analistas do banco em relatório.

Além do Ozempic

Além disso, segundo o BofA, a companhia tem mais de 30 moléculas aguardando aprovação regulatória, incluindo versões similares e genéricas de diversos medicamentos entre os 15 mais vendidos no Brasil. O avanço do pipeline regulatório segue como um fator de suporte para as ações.

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O relatório destaca o Forxiga, à base de dapagliflozina, usado no tratamento do diabetes tipo 2 e, recentemente, para insuficiência cardíaca e doença renal crônica, o que ampliou significativamente seu mercado potencial, estimado em mais de R$ 2 bilhões.

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Outro ressaltado é o Venvance, utilizado no tratamento de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e do transtorno de compulsão alimentar. Segundo o relatório, a entrada da Hypera nesses segmentos pode ampliar em 2% a 3% o mercado total que a companhia consegue atacar.

Capital de giro em normalização

No terceiro trimetre do ano passado, a HYPE3 encurtou em 18 dias o ciclo de conversão de caixa em relação ao trimestre anterior, com condições comerciais mais rígidas e estoques menores, o que sustenta uma revisão mais positiva das projeções de geração de caixa.

Com isso, o relatório projeta um crescimento de 93% no fluxo de caixa livre em 2026 e uma alta adicional de 44% em 2027, à medida que os investimentos também retornam a patamares mais normalizados.

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O BofA projeta que a Hypera seja negociada a 8,2 vezes o lucro por ação estimado para 2026, mesmo com uma expectativa de crescimento médio do lucro por ação de 20% ao ano ao longo dos próximos cinco anos, o que sugere um desconto relevante.

“Diante de um “patent cliff”[momento em que patentes expiram] importante em 2026, da estratégia de extensões de produtos, de novas oportunidades de licenciamento e joint ventures e da abertura de novos canais de distribuição — como varejistas de alimentos e plataformas online —, o banco vê oportunidade de alta para as projeções e reitera a recomendação de compra para as ações”, conclui o banco.

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