Dividendos gordos e crescimento no horizonte: a Copel (CPLE3) entrega os dois, diz Safra
Com 25% da energia descontratada até 2028, elétrica pode capturar preços mais altos e ampliar crescimento

Renda recorrente ou expansão de resultados? Para o Safra, a Copel (CPLE3) não obriga o investidor a escolher. O banco revisou as projeções para a elétrica, manteve a recomendação de compra e afirma que a companhia combina geração de caixa com novas avenidas de crescimento.
O novo preço-alvo de R$ 17,20 representa um potencial de valorização de 16,8% em relação ao fechamento de terça-feira (2).
Na visão dos analistas, a Copel está bem posicionada para capturar a tendência de alta nos preços de energia: cerca de 25% do seu balanço energético estará descontratado entre 2026 e 2028, o que abre espaço para vender energia a preços potencialmente mais elevados.
Apesar da "forcinha" do Safra, as ações da companhia enfrentam um dia de queda no Ibovespa. Por volta das 15h30 (de Brasília), CPLE3 recuava 2,44%, cotada a R$ 14,39.
No mesmo horário, o índice da bolsa amargava perda de 2,78%, aos 184.053,91 pontos, pressionado pela escalada das tensões no Oriente Médio.
Crescimento da Copel pode ganhar um reforço
O Safra enxerga o próximo leilão de capacidade de reserva como uma oportunidade adicional para ampliar a base de ativos e fortalecer o portfólio da companhia.
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Na avaliação do banco, a ação ainda está barata. Pelas contas do Safra, o investidor pode esperar um retorno anual estimado de 10,6% (taxa interna de retorno), além de um dividend yield médio sustentável de 7,2%. E ainda há espaço para a empresa crescer mais nos próximos anos.
O relatório já considera os resultados do quarto trimestre, os preços atuais da energia no mercado à vista, a projeção de GSF em 0,85 para 2026 — indicador que mede o quanto as hidrelétricas devem gerar em relação ao volume contratado — e a nova estimativa para possíveis cortes na geração (curtailment).
No 4T25, a Copel reportou lucro líquido recorrente de R$ 683 milhões, avanço de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
*Com informações do Money Times
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