Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Rubens Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25
Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os destaques do balanço

A conta da crise na Raízen (RAIZ4) chegou para a Cosan (CSAN3). A holding de Rubens Ometto anunciou na madrugada desta terça-feira (10) que encerrou o quarto trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões.
Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de 38% na comparação com igual período de 2024, quando as perdas chegaram a R$ 9,3 bilhões. Na comparação trimestral, o salto foi de quase 390% em relação ao prejuízo de R$ 1,2 bilhão do 3T25.
De acordo com o balanço, o prejuízo foi resultado de “efeitos pontuais e sem efeito caixa do ‘impairment’ de determinados ativos” da subsidiária Raízen.
“O desempenho foi impactado, principalmente, por efeitos pontuais e sem efeito caixa do impairment (perda por redução ao valor recuperável) de determinados ativos da Raízen, reconhecidos em função da aplicação de procedimentos contábeis decorrentes da incerteza significativa quanto à sua continuidade operacional, decorrente do desequilíbrio de sua estrutura de capital”, afirmou a Cosan.
Vale lembrar que, em meados de fevereiro, a Raízen divulgou um prejuízo de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26), atribuindo a maior parte das perdas a um impacto de R$ 11,1 bilhões. O impairment atualizou para baixo o valor de certos ativos da companhia de açúcar e etanol.
No acumulado do ano, a Cosan registrou um prejuízo de R$ 9,7 bilhões, também atribuído principalmente às perdas na Raízen.
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Excluindo os efeitos pontuais de impairment, a empresa diz que o resultado teria sido negativo em R$ 713 milhões no trimestre e em R$ 4 bilhões no ano.
Outros destaques do balanço da Cosan no 4T25
A receita operacional líquida da Cosan caiu 18% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 9,6 bilhões.
Ao final do trimestre, a dívida líquida expandida do corporativo somou R$ 9,76 bilhões no período, queda de 58% na comparação anual e de 46% na comparação com o 3T25.
Segundo a empresa, a queda foi resultado da entrada dos recursos em novembro, após a injeção de capital bilionária do BTG Pactual e da Perfin, além da venda de ações da Rumo com celebração de total return swap e do impacto positivo da variação cambial nos bonds (títulos de dívida emitidos no exterior).
"Encerramos o ano de 2025 ainda em um ambiente macroeconômico desafiador no Brasil e, mesmo diante desse cenário, conseguimos dar passos fundamentais para o aprimoramento da estrutura de capital da Cosan e redução do endividamento", disse a empresa.
"Concluímos a capitalização e entrada dos novos sócios estratégicos, reforçando nossa governança e aportando estabilidade de capital para o longo prazo", acrescentou.
A Cosan encerrou o trimestre com uma alavancagem pro forma expandida de 3,3 vezes, 0,4 vez abaixo do patamar registrado no 3T25. A empresa atribui a redução ao menor saldo de dívida líquida, decorrente principalmente do maior saldo de caixa e equivalentes.
*Com informações do Money Times.
Conteúdo Empiricus
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