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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

NA CONTA DOS INVESTIDORES

Após surpreender no 4T25, Banco do Brasil (BBAS3) abre os cofres e anuncia R$ 1,2 bilhão em JCP. Quem tem direito à bolada?

Lucro acima do esperado dá fôlego à distribuição de proventos; confira o valor por ação e quem entra na lista

Camille Lima
Camille Lima
11 de fevereiro de 2026
19:23 - atualizado às 20:04
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3).
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3). - Imagem: Divulgação

Depois de tantos meses sob pressão, o Banco do Brasil (BBAS3) decidiu curtir o momento positivo desta quarta-feira (11). Logo após divulgar um balanço que surpreendeu o mercado, a instituição anunciou mais um agrado aos acionistas: R$ 1,23 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP).

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Os proventos adicionais correspondem a cerca de R$ 0,2163 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Em um ano marcado por dúvidas sobre rentabilidade, pressão na inadimplência e revisões de expectativas, o anúncio reforça o foco do BB em remunerar o acionista dentro do novo — e mais conservador — desenho de política de dividendos.

Essa nova distribuição se soma aos R$ 261,6 milhões pagos antecipadamente em dezembro. Lembrando que o conselho de administração do BB confirmou um payout de 30% do lucro para 2026, após pisar no freio na política de dividendos nos últimos meses, em meio aos balanços fracos dos trimestres passados.  

Junto ao balanço, o diretor financeiro (CFO), Geovanne Tobias, afirmou que não haverá aumento no percentual de distribuição de lucros, a fim de priorizar a preservação da estrutura de capital do banco para "garantir a sustentabilidade futura".

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"Não vamos aumentar o payout. Nossa principal missão é garantir a sustentabilidade dos negócios do Banco do Brasil e, para isso, precisamos de uma estrutura sólida de capital. Terminamos dezembro com 12,23%. Precisamos retomar a rentabilidade para gerar capital orgânico", disse Tobias.

Leia Também

Quem poderá receber os proventos do Banco do Brasil?

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 23 de fevereiro.

A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.

Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 24 de fevereiro e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.

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Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 05 de março.

A surpresa com o balanço fraco do BB no 4T25

No quarto trimestre, o Banco do Brasil anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões.

O número ainda representa uma queda de 40,1% na comparação anual, mas mostrou uma recuperação robusta frente ao trimestre imediatamente anterior, com alta de 51,7%.

A cifra também ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetava, em média, R$ 4,02 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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A rentabilidade também surpreendeu positivamente. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) alcançou 12,4% no trimestre. Embora ainda abaixo do patamar de um ano antes — com recuo de 8,4 pontos percentuais na base anual — houve melhora de 4 pontos na comparação trimestral.

Veja aqui todos os destaques do resultado do Banco do Brasil no 4T25.

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