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Lucro acima do esperado dá fôlego à distribuição de proventos; confira o valor por ação e quem entra na lista
Depois de tantos meses sob pressão, o Banco do Brasil (BBAS3) decidiu curtir o momento positivo desta quarta-feira (11). Logo após divulgar um balanço que surpreendeu o mercado, a instituição anunciou mais um agrado aos acionistas: R$ 1,23 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP).
Os proventos adicionais correspondem a cerca de R$ 0,2163 por ação BBAS3. Os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.
Em um ano marcado por dúvidas sobre rentabilidade, pressão na inadimplência e revisões de expectativas, o anúncio reforça o foco do BB em remunerar o acionista dentro do novo — e mais conservador — desenho de política de dividendos.
Essa nova distribuição se soma aos R$ 261,6 milhões pagos antecipadamente em dezembro. Lembrando que o conselho de administração do BB confirmou um payout de 30% do lucro para 2026, após pisar no freio na política de dividendos nos últimos meses, em meio aos balanços fracos dos trimestres passados.
Junto ao balanço, o diretor financeiro (CFO), Geovanne Tobias, afirmou que não haverá aumento no percentual de distribuição de lucros, a fim de priorizar a preservação da estrutura de capital do banco para "garantir a sustentabilidade futura".
"Não vamos aumentar o payout. Nossa principal missão é garantir a sustentabilidade dos negócios do Banco do Brasil e, para isso, precisamos de uma estrutura sólida de capital. Terminamos dezembro com 12,23%. Precisamos retomar a rentabilidade para gerar capital orgânico", disse Tobias.
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Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 23 de fevereiro.
A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.
Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 24 de fevereiro e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.
Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 05 de março.
No quarto trimestre, o Banco do Brasil anunciou um lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões.
O número ainda representa uma queda de 40,1% na comparação anual, mas mostrou uma recuperação robusta frente ao trimestre imediatamente anterior, com alta de 51,7%.
A cifra também ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetava, em média, R$ 4,02 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.
A rentabilidade também surpreendeu positivamente. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) alcançou 12,4% no trimestre. Embora ainda abaixo do patamar de um ano antes — com recuo de 8,4 pontos percentuais na base anual — houve melhora de 4 pontos na comparação trimestral.
Veja aqui todos os destaques do resultado do Banco do Brasil no 4T25.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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