Azzas 2154 (AZZA3): como a briga entre entre Jatahy e Birman afeta as ações, segundo Citi
Mudanças na empresa estão temporariamente congeladas e tudo deve se manter como estava até 22 abril, enquanto o caso é analisado

As ações da Azzas 2154 (AZZA3) estão andando de lado no pregão desta quarta-feira (13), e a tendência é que continuem assim. O mercado de olho nos desdobramentos do conflito entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman.
Na terça (12), companhia informou ao mercado que tomou conhecimento da decisão liminar tomada pela Justiça sobre a ação cautelar pré-arbitral movida por Jatahy envolvendo a gestão da unidade de moda masculina.
A ação, que corre em segredo de Justiça, foi movida pelo ex-CEO do Grupo Soma contra Birman, que liderava a Arezzo. A Azzas 2154 é a empresa resultante da fusão entre as companhias, mas esse casamento nunca foi muito tranquilo.
Em síntese, mudanças na empresa estão temporariamente congeladas e tudo deve se manter como estava até 22 abril, enquanto o caso é analisado. Ou seja, a Reserva continua liderada por Jatahy, que se mantém como Chief Brand Officer.
O impacto da briga na Azzas 2154
Ainda que a Azzas tenha dito que recebeu a ação com surpresa, as rusgas entre os diretores já são bastante conhecidas.
Na visão do Citi, as preocupações de governança em torno da Azzas já são amplamente consideradas pelo mercado e estão em grande parte refletidas no preço atual das ações, com o papel sendo negociado a 7,0 vezes o lucro estimado para 2026 (P/L 2026E), com base na projeção ajustada de resultados do banco.
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Apesar disso, o banco gringo não descarta a possibilidade de novos ruídos no noticiário no curto prazo, o que pode continuar pressionando o sentimento dos investidores.
“Como resultado, não nos surpreenderia ver as ações permanecerem ‘de lado’, oscilando dentro de uma faixa limitada, até que haja maior clareza e uma resolução mais definitiva entre os acionistas controladores”, dizem os analistas.
Quais foram as mudanças feitas por Birman
Na última reorganização da companhia, o CEO Birman decidiu separar as marcas femininas das masculinas. A Reserva ficaria com a divisão masculina, enquanto Jatahy seria líder das marcas masculinas.
No entanto, a Reserva já estava em integração há um ano, com economias próximas de R$ 200 milhões, segundo o Pipeline, do Valor Econômico.
Mudar mais uma vez a gestão da marca implicaria em perder esses ganhos de eficiência, além de gerar mais gastos. Por isso, Jatahy contratou o escritório de advocacia Salomão Advogados para reverter a decisão de Birman e evitar a perda de rentabilidade.
Com a nova decisão da justiça, as duas áreas de vestuário devem seguir operando sem alterações, tendo Jatahy no cargo de diretor de marca e provisoriamente designado a comandar as duas unidades de negócio.
Com Money Times
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