UE proibirá compra de carnes do Brasil; entenda qual foi a justificativa
Em 2025, a União Europeia foi o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás da China e dos Estados Unidos

Um dos maiores mercados do Brasil para a exportação de carnes pode ser fechado no segundo semestre. A União Europeia excluiu o país da lista de exportadores de proteínas animais e derivados. A justificativa é a falta de controle no uso de antimicrobianos, como antibióticos.
No entanto, o governo brasileiro buscará reverter a decisão, informaram o Ministério da Agricultura, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores, em nota conjunta.
"O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos", disseram as pastas na nota.
Em 2025, a União Europeia foi o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás da China e dos Estados Unidos. O bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,84 bilhão. Em 2026, já foram US$ 636,27 milhões, com 147,4 mil toneladas.
Entenda a proibição
A União Europeia (UE) publicou nesta terça-feira (12), uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco, excluindo o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária.
A medida, validada pelos Estados membros, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro de 2026, com base no Regulamento (UE) 2019/6.
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O Brasil precisará fornecer garantias sobre a não utilização dessas substâncias para fins de crescimento ou rendimento, segundo a decisão sanitária europeia.
O governo brasileiro afirmou ainda que "recebeu a notícia com surpresa".
"A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente", explicaram os ministérios.
O governo disse ainda que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião agendada para a quarta-feira (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
"Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu", declararam as pastas na nota conjunta.
Com Estadão Conteúdo
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