Quase 40% de retorno: as ações que turbinaram a rentabilidade da Previ em 2025
Ganhos na bolsa e na renda fixa garantiram superávit bilionário ao fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil

Depois de um ano em que levantou questionamentos sobre sua estratégia de investimentos, a Previ voltou a mostrar força em 2025. O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil fechou o ano com superávit de R$ 12,5 bilhões, resultado impulsionado por uma rentabilidade acumulada de 16,1%.
Segundo a Previ, o desempenho no ano foi sustentado tanto pelos ganhos na renda variável quanto pela performance da renda fixa.
“Isso reafirma a resiliência de nossos ativos”, afirmou o presidente da Previ, Márcio Chiumento.
O número representa uma virada importante em relação ao ano anterior. Em 2024, o Plano 1, principal e mais maduro da entidade, havia registrado déficit de R$ 3,16 bilhões, após consumir o superávit acumulado no período anterior.
A deterioração naquele momento foi atribuída principalmente à desvalorização de ativos e aos efeitos da marcação a mercado dos títulos da carteira.
Segundo o desempenho de 2025 não apenas reverteu a perda como também superou a meta atuarial do fundo, estabelecida em INPC + 4,75%.
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Ações impulsionam resultado da Previ
Uma parte relevante da recuperação veio da carteira de ações. No Plano 1, que concentra a maior fatia dos recursos administrados pela fundação, os investimentos em renda variável registraram rentabilidade de 39,6% em 2025, acompanhando a valorização do mercado de ações no ano.
Embora represente 22% da carteira do plano, esse segmento foi um dos principais motores do desempenho.
Entre os destaques citados pela equipe de investimentos estão ações de empresas como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e o próprio Banco do Brasil (BBAS3), que tiveram forte valorização ao longo do ano.
“Foi quase 40% de rentabilidade no segmento de renda variável”, afirmou o diretor de investimentos da Previ, Claudio Gonçalves.
Já a renda fixa — que representa 69,3% da carteira do Plano 1 — entregou retorno de 10,6%, contribuindo para dar estabilidade ao portfólio.
Além disso, a entidade aproveitou o ambiente de juros elevados para reforçar posições em títulos públicos indexados à inflação, adquirindo NTN-Bs com taxa média de IPCA + 7,36%.
Ajustes pontuais na carteira
Apesar do bom desempenho, a gestão afirma que não houve mudanças bruscas na estratégia ao longo do ano.
Segundo Chiumento, a Previ realizou apenas vendas oportunísticas de ativos, dentro de um processo natural de rebalanceamento da carteira.
No total, os desinvestimentos envolveram 12 empresas e somaram cerca de R$ 21 bilhões. Entre os ativos vendidos estão participações em companhias como BRF (MBRF3) e Neoenergia (NEOE3).
Mais de R$ 300 bilhões sob gestão
Com o resultado do ano, a Previ também ultrapassou um novo marco em sua história: o fundo passou a administrar mais de R$ 300 bilhões em ativos, somando os dois principais planos da entidade.
O Plano 1, voltado a participantes mais antigos e já maduros, concentra cerca de R$ 240 bilhões. Já o Previ Futuro, destinado a participantes mais jovens e ainda em fase de acumulação, reúne R$ 42,1 bilhões.
Outro indicador que chamou atenção em 2025 foi o volume de benefícios pagos aos participantes. Segundo Chiumento, a entidade registrou um recorde de R$ 17 bilhões em pagamentos, sem precisar vender ativos para cumprir suas obrigações.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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