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Ouro perde força nesta sexta-feira (10), mas acumula alta na semana; veja o que explica o vai e vem do metal

Tradicional refúgio dos investidores em momentos de incerteza, o ouro recuou nesta sexta-feira (10) em meio à cautela do mercado com as negociações entre Estados Unidos e Irã. Apesar disso, ele acumulou alta na semana.
Na prática, o movimento mostra como o investidor está dividido: de um lado, o risco geopolítico segue no radar; de outro, fatores como juros elevados e dólar firme continuam pressionando o preço do ouro.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para junho encerrou o dia com queda de 0,64% ontem, a US$ 4.787,4 por onça-troy. No acumulado da semana, porém, o metal avançou 2,67%.
Já a prata acompanhou o tom mais estável do mercado no dia, com leve alta de 0,05%, a US$ 76,48 por onça-troy. Na semana, o desempenho foi mais forte, com ganho de 4,88%.
O noticiário internacional voltou a pesar sobre o ouro. Investidores acompanham de perto as negociações entre Estados Unidos e Irã, que podem avançar neste fim de semana em reuniões no Paquistão.
A expectativa de uma solução mais duradoura para o conflito reduziu parte da demanda por proteção, o que ajuda a explicar a queda do ouro na sexta-feira. Ainda assim, o clima está longe de ser tranquilo, especialmente após novas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao governo iraniano.
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Mesmo com o cenário de tensão, analistas destacam que o ouro despencou cerca de 10% desde o início do conflito no Oriente Médio.
Os dados mais recentes de inflação também entraram na conta. Em março, a inflação dos Estados Unidos subiu 0,9% na comparação mensal em março e 3,3% no acumulado do ano — dentro do esperado, mas ainda em um ritmo elevado.
Já o núcleo da inflação (CPI, na sigla em inglês), que exclui itens mais voláteis como energia e alimentos, veio abaixo das projeções.
Nesse cenário, as expectativas seguem indicando juros altos por mais tempo. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o Federal Reserve só deve retomar cortes de juros em junho de 2027.
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