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Diretor do Itaú BBA diz que financiadores devem priorizar produtores mais resilientes em meio ao aumento da inadimplência

A palavra que deve guiar as decisões de crédito no próximo ciclo do agronegócio é seletividade, já que o cenário é de margens pressionadas, juros elevados e aumento da inadimplência no campo. Quem diz isso é Pedro Fernandes, diretor do segmento no Itaú BBA.
Para ele, muitos produtores ampliaram investimentos em um período de juros baixos e rentabilidade elevada. Agora, se deparam com uma realidade bem diferente, marcada por preços mais fracos para as commodities, custos ainda altos e despesas financeiras pesando sobre o resultado operacional.
“Os produtores vêm de investimento alto em uma época de margens elevadas e taxas muito baixas e passaram para um cenário de margens bastante pressionadas e juros altos”, afirmou Fernandes durante a 12ª edição do Agro em Pauta, evento promovido pelo Itaú BBA.
O banco, segundo o executivo, já observa aumento da inadimplência no encerramento da safra 2025/26 em relação ao ciclo anterior — uma tendência que exige mais rigor na análise de crédito para a próxima temporada.
Apesar do ambiente mais desafiador, Fernandes disse que o banco segue comprometido com o financiamento do agronegócio. A projeção do Itaú BBA é de crescimento de aproximadamente 10% da carteira de crédito em 2026/27, sem considerar os efeitos da variação cambial.
Mas esse avanço não deve significar afrouxamento dos critérios de concessão. Pelo contrário: o crescimento tende a se concentrar em clientes considerados mais resilientes do ponto de vista financeiro.
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De acordo com o executivo, produtores mais alavancados, especialmente aqueles com maior participação de áreas arrendadas, devem encontrar mais dificuldade para acessar recursos.
Fernandes também afirmou que praticamente todas as cadeias produtivas passaram a conviver com um cenário de menor rentabilidade.
Café e pecuária ainda preservam margens relativamente favoráveis. Já segmentos como soja, milho, cana-de-açúcar, aves e suínos enfrentam condições mais desafiadoras do que na safra anterior.
O diretor do Itaú BBA ressaltou ainda que o início do ano-safra é um período decisivo para o produtor. É nesse momento que são definidas estratégias de compra de fertilizantes, adoção de tecnologia, rotação de culturas e comercialização da produção.
Na avaliação dele, essas decisões ganham ainda mais peso em um ambiente de custos elevados e maior restrição ao crédito.
“Continuamos acreditando no agronegócio no longo prazo, mas, no curto prazo, vemos uma série de desafios de financiabilidade”, afirmou.
Posso também fazer uma versão com abertura mais forte, mais focada no impacto para o produtor e para o crédito rural.
*Com informações do Money Times
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