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Sequência de filme que marcou a cultura pop nas última décadas, 'O Diabo Veste Prada 2' chega aos cinemas brasileiros nesta semana; confira quem é a Miranda Priestly na 'vida real'

Andy Sachs (Anne Hathaway) vai reencontrar Miranda Priestly (Meryl Streep) vinte anos depois de pedir demissão da revista Runway. É o que você precisa saber antes da estreia de O Diabo Veste Prada 2, prevista para a quinta-feira (30) nos cinemas de todo o Brasil.
A história original, escrita e publicada por Lauren Weisberger em 2003, no princípio parecia apenas mais um livro sobre o mundo da moda. No entanto, o enredo acabou se transformando na base para o filme que hoje é considerado um marco na história do entretenimento e da cultura pop no Ocidente.
Isso porque a história explora as dinâmicas de poder em um ambiente de trabalho muitas vezes romantizado por quem é de fora. Mas não foi só isso que levou ao sucesso da história. Weisberger conta no livro como foi trabalhar como assistente da editora-chefe da Vogue — o ‘diabo’ que veste Prada.
Para se ter uma noção, o primeiro filme arrecadou cerca de US$ 327 milhões, algo em torno de R$ 1,6 bilhão na cotação de hoje. Além disso, a obra recebeu duas indicações no Oscar, para melhor atriz (Meryl Streep) e melhor figurino (Patricia Field). No entanto, nenhuma estatueta saiu vestindo Prada.
Meryl Streep representa a editora-chefe da Runway — mesmo papel que, no Brasil, Claudia Raia interpretará em “O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical”. Mas a Miranda Priestly do cinema é inspirada (para não dizer transportada de) em uma pessoa real — e ela é conhecida por, praticamente, mandar há décadas no mundo da moda.
A personagem de Meryl Streep é inspirada em Anna Wintour. Nascida em Londres em 1949, Anna é filha de um editor britânico, Charles Wintour. Ela iniciou a carreira ainda nos anos 70. No início, Anna passou por revistas como Harper’s Bazaar e New York Magazine.
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Mas seu destaque veio em 1988, quando assumiu o cargo de editora-chefe da Vogue americana. Graças à estratégia de Wintour, que se baseava em misturar alta-costura com peças acessíveis e celebridades, a Vogue se consolidou como líder entre as revistas de moda.
Em 2025, Anna deixou o cargo, porém, não se aposentou. Ela continua como Diretora Editorial Global, ficando de olho na estratégia da revista e cuidando de projetos. Seu antigo posto apenas deixou de existir, de acordo com as diretrizes internas da Vogue.
Outro marco de sua carreira de Anna foi quando ela se tornou a coordenadora ‘chefe’ do Met Gala, em 1995. Desde então, o evento é reconhecido por ser um dos principais momentos do ano para a moda.
Há relatos de que é Anna quem autoriza — ou não — o que um famoso irá vestir ao passar pelo tapete vermelho do evento.
As roupas do Met Gala não só fazem o público esquecer que se trata de um evento beneficente, mas acompanhar se o que uma celebridade usou naquela noite será um marco positivo ou negativo em sua carreira.
Quando Wintour ficou sabendo do livro de Lauren Weisberger, inicialmente, ela teria dito que ‘não lembrava quem era essa garota’. O comentário consta de uma biografia recente de Anna Wintour escrita pela jornalista Amy Odell.
Apesar disso, fontes próximas a Wintour disseram que ela não ficou ofendida nem incomodada com a maneira como é retratada no livro.
De fato, ela parece não ter se importado com a história. Talvez tenha até gostado. Isso porque, em um ação de marketing recente de O Diabo Veste Prada 2, Anna Wintour até contracena com Meryl Streep.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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