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De designs ousados que celebram identidades culturais a modelos básicos e sem criatividade, o New York Times classificou os uniformes das seleções da Copa do Mundo

A Copa do Mundo é um fenômeno que vai muito além das quatro linhas. O torneio movimenta direitos de transmissão, contratos publicitários e patrocínios bilionários, ao mesmo tempo em que influencia tendências de consumo em escala global. Com 48 seleções na disputa e uma ampla variedade de uniformes, a competição também ganha contornos de passarela.
Com as convocações concluídas e os modelos que serão usados durante o Mundial já divulgados, a equipe de esportes do New York Times elaborou um ranking dos melhores e dos piores uniformes desta edição.
Para o The Athletic, o prêmio de pior design de camisa vai para a Croácia. A tentativa de inovar o uso dos icônicos quadrados vermelhos e brancos presentes na bandeira do país deixou uma impressão de design preguiçoso e amador.

Canadá, Equador e Holanda também aparecem entre as camisas mais feias, com modelos considerados "sem graça", de cor única e com poucos elementos criativos.

Entre os uniformes mais criticados está ainda o do Haiti. Nele, o logotipo do fornecedor esportivo ganha mais destaque do que o escudo da seleção. A peça também traz a ilustração do que seria uma batalha da Revolução Haitiana contra as forças de Napoleão que, apesar da referência histórica, foi considerada estranha na composição visual.

A camisa do Egito foi eleita a mais engraçada da Copa. Na tentativa de incorporar as famosas pirâmides do país ao design, o resultado ficou estereotipado e, segundo o New York Times, "parece ter saído de uma página de memes sobre conspirações Illuminati".
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Na primeira posição entre os melhores uniformes aparece a seleção de Gana. Produzida pela Puma, a camisa remete a uma grande e colorida teia de aranha e é inspirada nos padrões do kente, tecido tradicional ganense confeccionado à mão. Segundo a publicação, a referência remonta às teias de aranha presentes em histórias do folclore local.

O Brasil ocupa o segundo lugar. Considerado uma evolução em relação ao modelo utilizado na última Copa do Mundo, o uniforme combina elementos e detalhes de versões anteriores.
O New York Times avalia que a camisa da seleção brasileira é muito bem-sucedida de forma geral e difícil de ser descaracterizada. A gola e os detalhes verdes nas mangas remetem ao uniforme da Copa América de 2004, além de apresentarem semelhanças com o modelo usado em 1986.

Inglaterra e Alemanha também figuram entre as favoritas, com designs clássicos e elegantes que fazem referência a uniformes históricos de suas seleções.

Já o uniforme de Marrocos aparece na quinta posição. A camisa se destaca pelo visual inteiramente vermelho e pelo formato incomum da gola, inspirado em padrões tradicionais marroquinos.

*Sob supervisão de Renan Dantas
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