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Bets alegam que a Kalshi e a Polymarket não têm sede nem autorização para atuar no Brasil e pressionam para suas atividades sejam suspensas.

As casas de apostas, alvo de um projeto de lei no Senado que pretende proibir quase todas as formas de publicidade das bets, querem que empresas do chamado “mercado de previsão” (prediction markets), como Polymarket e Kalshi, sejam proibidas de operar no Brasil.
Essas plataformas, que atuam no país sem regulação específica, permitem apostas sobre uma ampla variedade de eventos. Na Polymarket, por exemplo, usuários podem apostar qual será o preço do petróleo no fim de março, quando poderá ocorrer um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, quem serão os vencedores do Oscar ou qual país ganhará a Copa do Mundo de 2026.
Por essa razão, as bets — que pagam cerca de R$ 30 milhões por uma licença para operar no Brasil — argumentam que Kalshi e Polymarket funcionam, na prática, como plataformas de apostas.
Pelo fato de essas duas empresas não possuírem autorização nem sede no país, as casas de apostas defendem que os serviços sejam considerados ilegais e tenham o acesso bloqueado.
Enquanto a Kalshi, fundada pela brasileira Luana Lopes, é regulada nos Estados Unidos pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission), a Polymarket opera offshore e utiliza criptomoedas.
No Brasil, as duas empresas atuam em uma espécie de zona cinzenta regulatória, já que ainda não existe legislação específica para mercados de previsão. As plataformas são proibidas em países como Austrália, Bélgica, Polônia, Singapura e Tailândia, além de enfrentar restrições ou bloqueios em outros, como França, Itália e Rússia.
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Nesta segunda-feira (9), a Kalshi anunciou uma parceria com a XP Investimentos e passará a oferecer contratos de “sim ou não” ligados a eventos da economia brasileira, como decisões sobre juros e inflação.
Os contratos estarão disponíveis para investidores norte-americanos da Kalshi e para alguns usuários da XP no Brasil.
Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, a B3, bolsa de valores do Brasil, também quer entrar no mercado de previsão.
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