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Bancada afirma acompanhar o tema com preocupação e alerta para riscos ao mercado e à renda do produtor no início de 2026

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu às salvaguardas anunciadas pela China em relação à carne bovina brasileira e defendeu rapidez nas ações do Brasil para evitar um impacto mais profundo sobre o mercado interno.
Em nota divulgada, a bancada afirmou acompanhar “com preocupação” a decisão do governo chinês e alertou que a demora em uma resposta pode gerar instabilidade relevante, com efeitos diretos sobre o abate e a renda do produtor já no início de 2026.
Segundo a FPA, o tema vinha sendo monitorado, mas ganhou urgência após a confirmação da medida, que agora exige uma reação rápida para conter distorções no mercado.
Na quarta-feira (31), a China decidiu impor cotas por país às importações de carne bovina, com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes que ultrapassarem os limites estabelecidos. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio do país (Mofcom).
Principal fornecedor da proteína ao mercado chinês, o Brasil terá uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas. O que ultrapassar esse volume terá que pagar a sobretaxa, além dos 12% de imposto de importação já vigentes.
Austrália e Estados Unidos, também relevantes exportadores de carne bovina à China, foram igualmente alcançados pela medida.
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acompanha o tema e informou que dialogará com Pequim, em nível bilateral e no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), para reduzir os efeitos da salvaguarda.
Analistas do BTG Pactual destacaram que os exportadores Aqui está para copiar — como Minerva (BEEF3) e da MBRF (MBRF3) — não devem sair ilesos, mas ponderaram que a situação parece administrável.
“Nossa principal preocupação é que a China talvez deixe de ser vista como o principal motor de crescimento do setor, o que pode pesar no perfil de crescimento de longo prazo dos exportadores de carne bovina”, acrescentaram em relatório.
A equipe da Genial Investimentos também avaliou que a escassez global de carne e demanda firme tendem a amortecer parte do efeito no curto prazo.
“O Ministério da Agricultura indicou que atuará para mitigar impactos, o que pode reduzir incertezas ao longo da implementação”, acrescentou em comentário publicado no site nesta sexta-feira, pregão no qual as ações de exportadoras sofreram na bolsa. MBRF3, por exemplo, fechou o dia em queda de 1,7%, enquanto BEEF3 perdeu 6,77% no dia.
Com informações Estadão Conteúdo
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