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Em relatório, o MB lista suas teses para o mercado de criptomoedas neste ano, o que inclui o avanço da tokenização de ativos e dos ETFs

O novo ano se inicia e os investidores começam a olhar mais para o futuro do que para o passado. E o Mercado Bitcoin (MB), uma das maiores plataformas de ativos digitais da América Latina, apontou seis teses do mundo das criptomoedas para 2026.
No Relatório “Tendências 2026: 6 teses do mercado cripto para você organizar seus investimentos”, o MB inclui o avanço do bitcoin (BTC), a expansão das stablecoins, o crescimento dos ETFs de altcoins (criptomoedas alternativas) e o aumento do volume de ativos tokenizados como os principais temas para o novo ano.
Para Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do MB, 2026 deve consolidar um novo estágio do setor. “Vemos uma adoção institucional mais madura, tecnologias que destravam novos fluxos de capital e produtos que conectam o mercado cripto de forma mais direta ao sistema financeiro tradicional. O resultado é um ecossistema maior, mais eficiente e com impacto cada vez mais mensurável no sistema financeiro global”, afirma.
Veja a seguir as tendências mapeadas pela plataforma que devem orientar o segmento em 2026:
O bitcoin vem se consolidando como uma alternativa moderna de reserva de valor e ganha espaço justamente onde o ouro encontra limitações.
Enquanto o metal depende de transporte, custódia e toda a estrutura física que o acompanha, o bitcoin é nativo digital, acessível e extremamente ágil. Pode ser enviado a qualquer momento, sem fronteiras, e armazenado pelo próprio investidor.
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Essa combinação de eficiência e simplicidade ajuda a impulsionar a participação da criptomoeda em um mercado historicamente dominado pelo ouro.
Diante disso, o MB estima que o bitcoin alcance ao menos 14% da capitalização do ouro até 2026, mais que o dobro da fatia atual, em torno de 6%.
Conhecidas por conectar o dinheiro tradicional ao universo das criptomoedas, as stablecoins ampliaram seus usos, atuando como meio de pagamento e permitindo a transferência de recursos em segundos entre pessoas e empresas em diversos países.
Esse movimento fez com que, entre 2024 e 2025, o mercado de stablecoins deixasse de depender dos ciclos do cripto e passasse a crescer por força própria, tanto que o volume total dos ativos transacionados por investidores triplicou no último ano, segundo o MB.
A tendência apontada pelo relatório da plataforma segue na mesma direção, estimando que a categoria chegue a cerca de US$ 500 bilhões em 2026, um crescimento de mais de 60% em relação aos níveis atuais, favorecido pela regulação nos EUA, pela ampliação dos casos de uso e pela adoção global.
A partir do fim de 2025, os Estados Unidos passaram a aprovar ETFs de criptoativos além de bitcoin e ethereum (ETH), depois que a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) deu sinal verde para esse tipo de produto.
Com isso, ETFs de XRP, LINK, LTC, DOGE, SOL e outros passaram a chegar ao mercado.
Hoje, os fundos de XRP já somam cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, enquanto os de Solana (SOL) alcançam aproximadamente US$ 600 milhões. Incluindo os produtos menores, o segmento movimenta perto de US$ 1,8 bilhão.
Segundo o relatório de tendências para 2026 do MB, esse mercado deve chegar a US$ 10 bilhões até o fim do próximo ano, mais de cinco vezes o tamanho atual, impulsionado principalmente por XRP e Solana, que tendem a responder por cerca de 80% das entradas.
O modelo de tokenização já é aplicado em setores como imóveis, crédito corporativo, títulos públicos e outros, permitindo que um ativo se transforme em um token negociável a qualquer momento, com liquidação rápida e total rastreabilidade.
Em 2025, a União Europeia avançou na regulação de tokenização ao permitir que bancos operassem volumes maiores em redes permissionadas.
Nos Estados Unidos, a blockchain passou a ser reconhecida como um meio válido para registrar e transferir ativos tokenizados, destravando projetos que estavam parados.
E no Brasil, o número de investidores em Renda Fixa Digital cresceu 12,5%, de acordo com dados do MB. Com esses avanços, a expectativa é que o volume global de ativos tokenizados aumente 200% em 2026 e ultrapasse US$ 54 bilhões.
Os mercados preditivos, que permitem negociar probabilidades de eventos futuros como eleições, resultados esportivos ou indicadores econômicos, refletem o consenso coletivo sobre o que tem maior chance de ocorrer.
A projeção é que o capital alocado no setor, somando valor travado em plataformas on-chain e posições em aberto em mercados regulados, alcance pelo menos US$ 20 bilhões até o fim de 2026, um crescimento superior a 25 vezes em relação a 2025.
Para Tota, “o avanço exponencial está ligado a importantes catalisadores: em 2026, teremos grandes eventos, como a Copa do Mundo e eleições presidenciais em vários países, inclusive no Brasil, além do fortalecimento de novos mercados de previsão, como os climáticos e de entretenimento, que reforçam a expansão desse segmento”.
A integração de IA em blockchains deixou de ser uma tendência isolada e se consolidou como um movimento estratégico para os próximos anos, impulsionado pela necessidade de agentes identificáveis, capazes de ter seu histórico acessado, e aptos a realizar micropagamentos via blockchain.
Padrões como o x402 e o ERC-8004 já buscam atender a esses requisitos e, mesmo ainda recentes, devem levar o volume transacionado a ultrapassar US$ 1 milhão até o final de 2026, mais de quatro vezes o nível atual.
O VP de Negócios Cripto do MB destaca: “essa tecnologia viabiliza micropagamentos rápidos e seguros para notícias, jogos, conteúdo digital, trading on-chain e serviços de IA, aumentando receitas, reduzindo intermediários e tornando as blockchains mais eficientes”.
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