É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
Este bancão foi apontado como a Ação do Mês em novembro, para ajudar o investidor a enfrentar as turbulências do mercado

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pegou de surpresa boa parte do mercado, que esperava uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Como resultado, o Ibovespa viveu uma sangria no pregão seguinte à eleição, acumulando perdas de 18% na última semana de outubro e fechando o mês em baixa de 9,88%. Agora, os portfólios estão sendo ajustados diante das perspectivas para um quarto mandato de Lula.
Vale lembrar que o mercado vinha em uma escalada de ganhos na expectativa de uma vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, visto como mais responsável do ponto de vista fiscal e capaz de promover um ajuste nas contas públicas.
Em relatório, o banco Daycoval pontua que, antes do segundo turno, a expectativa de mudança no comando do governo contribuiu para a valorização de determinados ativos e para a entrada de recursos estrangeiros. Entretanto, a confirmação da reeleição de Lula provocou uma reversão desse movimento.
Diante das incertezas sobre a condução do governo Lula 4 e sobre como e se um ajuste nas contas públicas será implementado, este é o momento de avaliar como proteger a carteira de investimentos.
Nesse sentido, uma ação vista como "porto seguro" permanece no radar dos analistas no período pós-eleição.
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Tido como um banco resiliente, bem gerido e consistente na execução, o Itaú (ITUB4) conquistou o pódio de novembro ao receber seis recomendações entre as dez casas de análise e bancos consultados pelo Seu Dinheiro.
Vale lembrar que o Itaú já havia sido escolhida como a ação do mês em outubro, dada justamente a sua capacidade de ganhar independentemente do resultado das eleições, reforçando sua natureza de "ação para todos os climas".
Confira as três ações preferidas para novembro de cada corretora acompanhada pelo Seu Dinheiro:

*Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras e bancos do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente compostas por até 10 ações, os analistas indicam seus três papéis favoritos. Com esse levantamento em mãos, selecionamos as ações que receberam pelo menos duas indicações.
Por que ter Itaú no portfólio?
Para os analistas da Planner, uma das casas que indica o Itaú, a tese de investimentos do banco permanece como uma das mais sólidas no setor financeiro nacional.
"O banco caracteriza-se pela gestão eficiente de crédito, boa qualidade de ativos, forte geração de caixa e um dos melhores retornos do setor, acima dos seus concorrentes diretos", dizem os analistas.
A Empiricus Research reforça a análise de que se trata de um banco sólido. O analista Ruy Hungria chama atenção para uma maior resiliência ante seus pares em momentos de retração de crédito e aumento de inadimplência.
Com perspectivas macroeconômicas mais desafiadoras, o Itaú ganha ainda mais a preferência da Empiricus no setor.
O maior banco privado do país divulgou nesta semana os números do terceiro trimestre de 2026, mostrando que ainda consegue sustentar sua vantagem em um setor que enfrenta desafios para crescer sem elevar demais os riscos.
O lucro líquido recorrente somou R$ 12,6 bilhões, alta de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado e de 2,5% na comparação com o trimestre anterior.
O resultado ficou praticamente em linha com a projeção média dos analistas, de R$ 12,584 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg.
A rentabilidade, um dos principais diferenciais do banco diante dos concorrentes, também permaneceu em patamar elevado.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) chegou a 23,6%, avanço de 0,3 ponto percentual em um ano, mas recuo de 0,7 ponto percentual frente ao segundo trimestre.
No entanto, em 2027, o banco pode ter de fazer escolhas mais difíceis: com juros elevados por mais tempo, famílias cada vez mais comprometidas com dívidas e empresas adiando investimentos, manter o ritmo de expansão do crédito tende a exigir mais cautela.
O CEO Milton Maluhy Filho avalia que a economia brasileira deve entrar em uma fase menos favorável. Ainda assim, diz que o Itaú chega a esse momento mais preparado para lidar com a pressão.
“Não somos imunes, naturalmente. Mas acho que nunca estivemos tão preparados para enfrentar qualquer que seja o cenário”, afirmou o executivo, durante a coletiva sobre o balanço do terceiro trimestre.
- Veja também: “É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
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