LCI, LCA, FII e fiagro mantêm isenção de imposto de renda; veja as novas mudanças na MP 1.303/25, que deve ser votada até amanhã (8)
Tributação de LCIs e LCAs em 7,5% chegou a ser aventada, mantendo-se isentos os demais investimentos incentivados. Agora, todas as isenções foram mantidas
Parece que não vai ser desta vez que o governo vai conseguir tributar os investimentos incentivados. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator da Medida Provisória 1.303/25, que altera as regras de tributação das aplicações financeiras, manteve a isenção de imposto de imposto de renda de LCI, LCA, fundos imobiliários, fiagros e todos os demais títulos de renda fixa e fundos incentivados.
A MP precisa ser votada na comissão mista e nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado até amanhã (8) ou perderá a validade. Inicialmente, ela tributava os investimentos incentivados em 5%, unificando a tributação de todas as demais aplicações financeiras em 17,5%. Assim, os incentivados ainda manteriam uma vantagem tributária em relação aos demais, mas perderiam a isenção.
Posteriormente, chegou a ser proposta a manutenção da isenção de imposto de renda de FIIs, fiagros, CRIs e CRAs, mas uma tributação de 7,5% para LCIs e LCAs.
- VEJA TAMBÉM: LULA e TRUMP: A “química excelente” que pode mudar a relação BRASIL-EUA; assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Investimentos isentos de imposto de renda terão vantagem ainda maior frente aos investimentos tributados
O parecer do relator preserva a alíquota única de 17,5% sobre os rendimentos dos investimentos comuns de qualquer prazo — como títulos públicos, lucros com ações ou derivativos, e fundos de renda fixa, multimercados e de ações —, mas mantendo a isenção de todos os incentivados.
Isso quer dizer que a vantagem dos investimentos incentivados em relação aos investimentos tributados ficará ainda maior. Hoje, as aplicações financeiras não incentivadas podem ser tributadas a uma alíquota mínima de 15%, em certos casos.
Assim, além dos rendimentos de caderneta de poupança, permanecem isentos de IR os rendimentos pagos aos investidores pelos seguintes títulos de renda fixa:
Leia Também
- Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
- Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
- Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD)
- Letras Imobiliárias Garantidas (LIG)
- Letras Hipotecárias (LH)
- Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
- Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
- Certificados de Depósito Agropecuário (CDA)
- Warrants Agropecuários (WA)
- Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA)
- Cédulas de Produto Rural (CPR) com liquidação financeira
- Debêntures incentivadas de infraestrutura
Também se mantêm isentos os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários (FII) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) aos seus cotistas pessoas físicas segundo as regras atuais:
- Desde que tenham no mínimo 100 cotistas e sejam negociados em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado e
- Desde que o cotista não detenha 10% ou mais das cotas do fundo, não receba mais de 10% dos rendimentos auferidos pelo fundo e não integre um conjunto de pessoas físicas titular de 30% ou mais do total de cotas do fundo ou que lhes dê o direito de receber mais de 30% do total de rendimentos do fundo.
Já para os ganhos líquidos com a venda de cotas de FIIs e fiagros, permanece a regra proposta pelo governo, de tributação única de 17,5%. Na prática, trata-se de uma vantagem para o investidor de FIIs e fiagros, uma vez que hoje a alíquota é de 20%.
Outra mudança proposta no parecer foi a previsão de que rendimentos distribuídos por fundos de índice de renda fixa (ETFs de renda fixa) que invistam exclusivamente em ativos isentos de IR devem também ficar isentos de IR quando pagos a cotistas pessoas físicas. Anteriormente, a proposta era tributá-los em 7,5%. Além disso, esses fundos devem investir no mínimo 90% da carteira nos ativos que integram o índice de referência.
- SAIBA MAIS: Descubra o que os especialistas do BTG estão indicando agora: O Seu Dinheiro reuniu os principais relatórios em uma curadoria gratuita para você
Retirada de regra polêmica para os fundos imobiliários
Além da manutenção da isenção de imposto de renda para os rendimentos de FIIs e fiagros, Zarattini também retirou um ponto polêmico da MP: a previsão de que os rendimentos desses fundos deveriam ser distribuídos aos cotistas conforme o regime de competência, ou seja, segundo o lucro do período ao qual o rendimento se refere, mesmo que o dinheiro ainda não tivesse entrado no caixa do fundo. Tal medida poderia ser arriscada para certos fundos.
Porém, a regra definida em Lei e ratificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), prevê que os fundos podem apurar a distribuição de rendimentos tanto pelo regime de competência quanto pelo regime de caixa, desde que respeitem, em ambos os casos, o percentual mínimo de 95% do Lucro de Caixa apurado de forma acumulada. A apuração pelo regime de caixa considera somente os valores que o fundo de fato já recebeu.
Com a retirada do trecho sobre a obrigatoriedade da apuração pelo regime de competência, se mantém o entendimento válido hoje, de que o fundo pode optar pelo regime de distribuição.
Ambipar (AMBP3) não é Americanas (AMER3): as lições dos calotes de 2025 no mercado de crédito privado para avaliar o risco da sua carteira
Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente
A onda de resgates foi só uma marolinha: para gestor da ARX, fundos de crédito isentos de IR continuarão bombando em 2026
Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade
CDB que rende 150% do CDI é a aposta de investimento do Mercado Pago para a Black Friday
O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes
Órfão dos CDBs de 120% do CDI do Banco Master? Confira as opções mais rentáveis com outros emissores e indexadores
Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”
Tesouro Direto: Prefixados disparam e lideram retorno da renda fixa — e tendência deve se intensificar até 2026
Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa
O prêmio voltou: gestores viram a mão nas debêntures isentas de IR, mas ainda apostam em retorno melhor à frente
A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco
Tesouro Direto: prefixado curto dá adeus aos 13% ao ano — atrelados à inflação começam a perder taxa de 7%
Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)
Renda fixa para novembro: CRAs da Minerva e CDB que paga IPCA + 8,8% são as estrelas das recomendações do mês
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Onda de resgates em fundos de infraestrutura vem aí? Sparta vê oportunidade nos ativos isentos de IR listados em bolsa
Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora
A maré virou: fundos de infraestrutura isentos de IR se deparam com raro mês negativo, e gestor vê possível onda de resgates
Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito
Ficou mais fácil: B3 passa a mostrar posições em renda fixa de diferentes corretoras na área do investidor
Funcionalidade facilita o acompanhamento das aplicações, refletindo o interesse crescente por renda fixa em meio à Selic elevada
Novo “efeito Americanas”? Títulos de dívida de Ambipar, Braskem e Raízen despencam e acendem alerta no mercado de crédito
As três gigantes enfrentam desafios distintos, mas o estresse simultâneo nos seus títulos de dívida reacendeu o temor de um contágio similar ao que ocorreu quando a Americanas descobriu uma fraude bilionária em 2023
Tesouro IPCA+ com taxa de 8%: quanto rendem R$ 10 mil aplicados no título do Tesouro Direto em diferentes prazos
Juro real no título indexado à inflação é histórico e pode mais que triplicar o patrimônio em prazos mais longos
Tesouro Direto: Tesouro IPCA+ com taxa a 8% é oportunidade ou armadilha?
Prêmio pago no título público está nas máximas históricas, mas existem algumas condições para conseguir esse retorno total no final
Até o estrangeiro se curvou à renda fixa do Brasil: captação no exterior até setembro é a maior em 10 anos
Captação no mercado externo neste ano já soma US$ 29,5 bilhões até setembro, segundo a Anbima
Com renda fixa em alta, B3 lança índice que acompanha desempenho do Tesouro Selic
Indicador mede o desempenho das LFTs e reforça a consolidação da renda fixa entre investidores; Nubank estreia primeiro produto atrelado ao índice
Fim da ‘corrida aos isentos’: gestores de crédito ficam mais pessimistas com as debêntures incentivadas com isenção de IR garantida
Nova pesquisa da Empiricus mostra que os gestores estão pessimistas em relação aos retornos e às emissões nos próximos meses
Renda fixa recomendada para outubro paga IPCA + 8,5% e 101% do CDI — confira as opções de debêntures isentas, CDB e LCA
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante da possibilidade de corte dos juros à frente
Problemas de Ambipar (AMBP3) e Braskem (BRKM5) podem contaminar títulos de dívida de outras empresas, indica Fitch
Eventos de crédito envolvendo essas duas empresas, que podem estar em vias de entrar em recuperação judicial, podem aumentar a aversão a risco de investidores de renda fixa corporativa, avalia agência de rating
Tesouro Direto: retorno do Tesouro IPCA+ supera 8% mais inflação nesta quinta (2); o que empurrou a taxa para cima?
Trata-se de um retorno recorde para o título de 2029, que sugere uma reação negativa do mercado a uma nova proposta de gratuidade do transporte público pelo governo Lula
