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TOUROS E URSOS #212

IPCA+ 8% ‘dando sopa’? Estrategista de renda fixa elege 2 ativos ‘favoritos’ no Tesouro Direto e recomenda cautela para um tipo de título

Em episódio do Touros e Ursos, Odilon Costa, da SWM, fala sobre as oportunidades e os riscos dos títulos públicos negociados no cenário atual

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Thumb do podcast Touros e Ursos. - Imagem: Youtube/Divulgação.

Ao entrar no site do Tesouro Direto, o investidor brasileiro nem se assusta mais em ver títulos IPCA + 7% ou até 8%, a depender do dia. Os títulos públicos, especialmente aqueles de prazos mais curtos, têm vivido um verdadeiro rali neste começo de 2025, impulsionado por mudanças de perspectiva do mercado. 

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No cenário macroeconômico, o fim do ciclo de aperto monetário deixou de ser uma realidade tão distante e a Selic terminal é estimada em torno de 15%, e não de 17%, como estava anteriormente precificado. 

No entanto, os indicadores e as atitudes do governo não trazem segurança duradoura para o investidor, ainda mais considerando a proximidade do período eleitoral.

Sendo assim, os títulos pós-fixados de curto prazo se destacam por entregarem taxas expressivas, enquanto aqueles de prazos mais longos sofrem com a marcação à mercado, que faz os investidores “perderem dinheiro” — ou, melhor dizendo, faz as rentabilidades serem negativas em caso de resgate antes do vencimento.

A explicação para esse fenômeno é dada por Odilon Costa, estrategista de renda fixa da SWM e convidado da semana do podcast Touros e Ursos.

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Ele enfatiza que, embora o Brasil de hoje esteja bem melhor do que o de 2016, ainda há um risco fiscal muito grande embutido nas curvas de juros. Logo, os títulos longos são mais prejudicados por essas projeções pessimistas para o país.

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“O investidor que compra um título mais longo está muito mais preocupado com a dinâmica do fiscal, a atividade econômica, o cenário externo e nas variáveis políticas de longo prazo do que no que o Banco Central vai fazer nas próximas reuniões”, diz.

Assista ao episódio na íntegra clicando no player abaixo ou procurando por “Touros e Ursos” na sua plataforma de áudio de preferência:

Quais títulos do Tesouro estão valendo a pena no momento?

Nesse contexto, Costa, que é responsável por cuidar das carteiras de investimentos de vários investidores pessoa física, tem as suas preferências entre os títulos de dívida emitidos pelo governo.

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A recomendação geral é se afastar da sensibilidade à variação da taxa de juros. Por isso, ele está cauteloso com os ativos de duration mais longo, adotando uma postura não destrutiva e sim, neutra, em relação ao cenário macro.

“Eu realmente acho que tem muita coisa para acontecer até 2026”, explica.

O estrategista da SWM recomenda os pós-fixados indexados ao CDI, já que o indicador deve superar a performance do IPCA no horizonte de 12 a 24 meses.

Além disso, ele também indica os títulos atrelados à inflação com prazo curto ou intermediário. Costa cita especificamente as NTN-Bs que vencem entre 2028 e 2030.

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“Hoje, a gente não tem um grande incentivo para ficar ultra longo. O ideal, ao nosso ver, é mais uma duration um pouco mais curta”, comenta.

E os prefixados?

O convidado do podcast reforça que, assim como acontece com uma carteira de ações, também é importante comprar títulos distintos, com estratégias diferentes, na renda fixa — por mais que o investidor esteja olhando só para ativos do Tesouro Direto.

Costa recomenda uma alocação de até 15% em prefixados, que devem funcionar de forma mais tática na carteira do que estratégica. Ou seja, o investimento em prefixados visa mais o ganho no curto prazo.

“Existem momentos que faz sentido comprar títulos prefixados, especialmente quando existe mais prêmio na curva e quando o mercado começa a precificar uma Selic absurda, que não conversa com o cenário macro”, diz.

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Vale lembrar que os prefixados são os ativos mais sensíveis à marcação de mercado. 

Na segunda parte do episódio, o convidado e os apresentadores Julia Wiltgen e Ricardo Gozzi elegeram os touros (destaques positivos) e ursos (destaques negativos) da semana.

Entre os ursos, o mercado de crédito privado, a BRF (BRFS3) e a popularidade baixa do presidente Lula. Do lado dos touros, também o mercado de crédito, os FI-Infras e o ouro.

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