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BTG Pactual, Itaú BBA e XP recomendam travar boa rentabilidade agora e levar títulos até o vencimento diante das incertezas futuras
As sinalizações positivas para a economia brasileira ficaram para trás. Julho trouxe uma guinada relevante nos mercados brasileiros e mexeu com os principais indicadores que determinam os prêmios dos títulos de renda fixa.
A tensão comercial entre Brasil e EUA dominou o mês passado: o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros elevou a aversão ao risco e provocou a saída de recursos do país. Com isso, investidores passaram a exigir um prêmio maior pelos ativos domésticos.
A curva de juros — que determina as taxas dos títulos de renda fixa — mexeu bastante no mês passado.
O prefixado de um ano subiu de 14,60%, no início do mês, para 14,68%, no fechamento, enquanto o vencimento de cinco anos avançou de 13,29% para 13,86%.
O movimento se repetiu nos papéis atrelados à inflação (IPCA). A taxa real de cinco anos subiu de 7,39% para 7,86%, enquanto a inflação projetada nesse vencimento aumentou de 5,45% para 5,56%.
Podem parecer movimentos percentuais pequenos, mas não são. Segundo o Itaú BBA, isso mostra que, embora a perspectiva para os juros básicos (taxa Selic) esteja estável em 15% ao ano pelos próximos meses, o mercado voltou a exigir retornos maiores para o longo prazo diante das incertezas fiscais e geopolíticas.
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A abertura da curva de juros também prejudica a performance de preço dos ativos prefixados e atrelados à inflação. A correlação entre preço do papel e taxa de retorno é negativa. Isso significa que, quando as taxas sobem, os preços caem — e o contrário também é verdadeiro.
Por isso, o Itaú BBA reforça que o momento é de selecionar títulos para levar até o vencimento (carrego) e evitar a saída antecipada para não correr o risco de ter prejuízo no preço do ativo.
“A manutenção da Selic em 15% e a postura firme do Banco Central reforçam que, no curto prazo, o carrego segue elevado. E, embora as expectativas de inflação tenham subido, elas não rompem o cenário base de convergência gradual”, diz o relatório de agosto.
A demanda pelo crédito privado segue forte no mercado de renda fixa, de modo que os prêmios em relação aos títulos públicos — chamados spreads — estão baixos, no menor nível em três anos.
Entretanto, analistas ponderam que, mesmo que os spreads estejam comprimidos, os juros reais pagos nos títulos públicos estão em máximas históricas. Isso significa que, por mais que não haja um prêmio significativo, o retorno ainda é muito atrativo.
Mas exige cautela. É fundamental a escolha de emissores com bom histórico de pagamento, baixo nível de endividamento e grau de investimento por agência de classificação de risco.
Considerando todas essas ponderações, um dos destaques de agosto é a escolha da XP pela debênture da Petrobras (PETR18). O banco escolheu o título com vencimento em 2035, com uma taxa de 5,9% mais IPCA, isento de Imposto de Renda.
Segundo o relatório, se a debênture da Petrobras estivesse sujeita aos impostos comuns a outros títulos (taxa gross-up), sua rentabilidade seria de IPCA + 7,2% — um pouco abaixo do Tesouro IPCA+ de mesmo vencimento.
Entretanto, a XP destaca que o papel é uma boa alternativa de rentabilidade elevada para quem pode carregar o título até o vencimento, reduzindo o risco de perdas com a volatilidade no preço.
Outros destaques de agosto foram as debêntures da Prio e ISA Energia, selecionadas por mais de uma carteira de renda fixa.
A debênture da Prio (PEJA11) é uma recomendação do Itaú BBA e do BTG Pactual. Com vencimento em 2032, o retorno oferecido é de IPCA + 7,3%.
O relatório do Itaú BBA descreve a Prio como uma das maiores produtoras de petróleo e gás independentes no Brasil, com alta rentabilidade, resiliência de fluxo de caixa e uma estrutura de capital pouco endividada. Já o BTG Pactual pondera sobre o baixo custo de produção e o prêmio de crédito atrativo.
No caso da ISA Energia, a debênture selecionada é a TRPLB7, presente nas carteiras do Itaú BBA e da XP. O vencimento do título é em 2039, com uma taxa de IPCA + 6,5%.
A XP destaca a previsibilidade da receita do setor de transmissão de energia, a robusta geração de caixa e o longo prazo das concessões como pontos positivos da ISA Energia. Embora a duration seja longa, de 8,9 anos, o banco considera a rentabilidade atrativa para carregar até o vencimento.
Diante da perspectiva de corte dos juros no curto prazo, a recomendação de alocação em títulos prefixados voltou com tudo, principalmente na carteira da XP. Depois de meses com recomendação focada em títulos indexados à inflação, a corretora retomou em agosto a indicação de Tesouro Prefixado.
A escolha foi pelo Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 e taxa de 13,2%. O título não está disponível do programa do Tesouro Direto, de modo que só pode ser adquirido via mercado secundário, em plataformas de investimento.
Já o Itaú BBA recomenda o Tesouro Prefixado 2028, este, sim, disponível via Tesouro Direto. A taxa oferecida nesta sexta-feira (8) é de 13,48%.
Os títulos prefixados são mais sensíveis à precificação de juros e inflação futuras, por isso a recomendação dos analistas é de papéis com vencimentos curtos, até dois anos. Neste momento, os prefixados se destacam pelas taxas altas diante da possibilidade de uma Selic menor no futuro.
Mas isso não significa que o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+ perdem espaço na recomendação. Ambos os títulos ainda estão na seleção de XP e Itaú BBA.
O Itaú BBA indica o Tesouro Selic 2028 para o dinheiro que precisa de liquidez imediata e o Tesouro IPCA+ 2040 para o dinheiro que pode ficar travado por um período longo.
A XP, por sua vez, também recomenda o Tesouro Selic 2028 e mais duas opções de Tesouro IPCA+: o 2030 e o 2033 — ambos disponíveis em plataformas de negociação, não no Tesouro Direto.
Os títulos atrelados à inflação seguem como a principal alternativa para capturar o processo de desinflação em curso e a desaceleração da economia, segundo os analistas. Isso, sem abrir mão da proteção contra possíveis surpresas inflacionárias, como a alta das expectativas em julho.
No universo da renda fixa bancária, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD) se destacam como opções com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Entre os CDBs, a XP aponta o CDB Haitong, com vencimento em 2027 e uma rentabilidade de IPCA + 8,3%. O retorno atrelado à inflação é um diferencial, visto que os CDBs normalmente são pós-fixados.
O CDB Haitong possui rating brAAA pela S&P Global e tem liquidez apenas no vencimento.
A segunda escolha do banco é um CDB prefixado: o CDB Banco C6, com vencimento também em 2027 e taxa de 14,05%. A classificação de risco do C6 é menor, brA+ pela S&P Global. A liquidez também é apenas no vencimento.
Por fim, no segmento de títulos bancários isentos de Imposto de Renda, a LCD do BRDE é uma recomendação da XP com rentabilidade de 94% do CDI, que equivale a 106,6% do CDI quando equiparado aos títulos taxados (gross-up).
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Prio (PEJA11) | 15/08/2032 | IPCA + 7,60% | AA+ |
| Debênture Prio (PEJA23) | 15/04/2034 | IPCA + 7,23% | AA+ |
| Debênture Linhas de Taubaté (LTTE15) | 15/10/2038 | IPCA + 7,39% | AAA |
| Debênture Intervias (IVIAA0) | 15/05/2038 | ND | AAA |
| Debênture Itapoá (ITPO15)* | 15/05/2040 | IPCA + 7,37% | AA- |
| Debênture Mata de Santa Genebra (MSGT23) | 15/11/2037 | IPCA + 7,12% | AA |
| Debênture RGE Sul Distribuidora (AESLA9)* | 15/05/2035 | IPCA + 7,22% | AAA |
| Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS15) | 15/02/2044 | IPCA + 9,06% | AAA |
| Debênture Eletronorte (ELTN37) | 15/07/2035 | ND | AAA |
| CRI Pacaembu (25F2573710)* | 27/06/2030 | 102,50% do CDI |
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Debênture Rumo (RUMOA3) | 15/10/2029 | IPCA + 7,3% | AAA |
| Debênture Prio (PEJA22) | 15/02/2034 | IPCA + 7,0% | AAA |
| Debênture Isa Energia (TRPLB7) | 15/10/2039 | IPCA + 6,5% | AAA |
| Debênture Prio (PEJA11)* | 15/08/2032 | IPCA + 7,3% | AAA |
| Debênture Isa Energia (ISAEB8)* | 15/03/2033 | IPCA + 6,9% | AAA |
| Debênture Sabesp (SBSPF3)* | 15/01/2040 | IPCA + 6,5% | AAA |
| Tesouro Selic 2028 | 01/03/2028 | Selic + 0,0506% | - |
| Tesouro Prefixado2028 | 01/01/2028 | 13,36% | - |
| Tesouro IPCA+2040 | 15/08/2040 | IPCA + 7,03% | - |
| Título | Data de vencimento | Retorno | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2028 | 01/09/2028 | Selic + 0,01% | - |
| Tesouro IPCA+ 2030 | 15/08/2030 | IPCA + 7,4% | - |
| Tesouro IPCA+ 2033 | 15/05/2033 | IPCA + 7,2% | - |
| Tesouro Prefixado 2029 | 01/01/2029 | 13,20% | - |
| LCD BRDE | 16/05/2027 | 94% do CDI | AA- |
| CDB Haitong | 28/07/2027 | IPCA + 8,3% | AAA |
| CDB Banco C6 | 28/07/2027 | 14,05% | A |
| Debênture Petrobras (PETR18) | 15/06/2035 | IPCA + 5,9% | AAA |
| Debênture ISA Energia (TRPLB7) | 15/10/2039 | IPCA + 6,5% | AAA |
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