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Com spreads cada vez mais apertados e dúvidas sobre a isenção do imposto de renda, gestores recorrem ao risco intermediário e reforçam posições em FIDCs para buscar retorno
Enquanto a renda fixa continua como a preferida dos investidores brasileiros, gestores de crédito enfrentam dificuldades para entregar retornos acima da curva. A forte demanda por ativos isentos, como as debêntures incentivadas, achatou as taxas de retorno e prejudicou a alocação dos fundos.
A pesquisa Perspectiva dos Gestores, elaborada pela Empiricus, ouviu 19 gestores do setor para entender as estratégias adotadas neste ambiente.
Em julho, o levantamento mostrou que a Medida Provisória 1.303/25, que pode criar uma tributação para ativos isentos — como as debêntures incentivadas —, levou os gestores a aumentar suas posições nesses títulos.
Essa estratégia continua, mas trouxe um efeito colateral no retorno dos fundos. Com spreads — diferença de retorno entre títulos privados e públicos — amassados pela forte demanda, os prêmios pelo risco de crédito encolheram.
Atualmente, a indústria de fundos de crédito reúne 1.027 fundos, com patrimônio líquido de R$ 1,23 trilhão. Nos últimos 12 meses, captou R$ 61,5 bilhões, sendo mais da metade (R$ 37,9 bilhões) apenas em 2025. Só em julho, a captação somou R$ 10,4 bilhões.
A Empiricus investigou a relação risco-retorno dos ativos, as preferências por prazos e as expectativas de fluxo para os próximos meses. As respostas foram coletadas entre 2 e 6 de agosto, com participação de casas como ARX, Capitânia, Ibiuna, Kinea, Legacy, Sparta e SulAmérica.
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Uma das estratégias dos gestores para contornar o baixo retorno é adicionar mais risco à carteira. Nesse sentido, as debêntures com ratings intermediários, como AA e A-, se tornaram o alvo do momento.
A opção não aparece como a melhor alternativa, e o sentimento até piorou levemente em relação a junho. Ainda assim, diante de spreads baixos e durações longas dos títulos AAA e AA+, tornou-se a escolha imediata.
Gestores avaliam que o prêmio oferecido pelos melhores emissores, aliado às durações longas dos papéis, não compensa a exposição ao risco agora.
Por outro lado, o pessimismo é grande em relação às debêntures com rating BBB+ ou inferior. O risco de crédito elevado desses emissores, em um cenário de Selic ainda alta, também não compensa.
Grande parte dos fundos de crédito mantém a maior fatia dos recursos em caixa e Fundos de Direitos Creditórios (FIDCs). A pesquisa da Empiricus também mostra que as posições de carrego e a duração longa dos portfólios seguem abaixo da média histórica.
Laís Costa, que assina o levantamento, explica que a redução do carrego e a sobrealocação em caixa refletem os spreads menores nos títulos de crédito. Posições mais curtas ajudam a diminuir o risco das carteiras.
O mapa de calor da pesquisa não indica uma sobrealocação significativa em debêntures incentivadas. Mesmo assim, o texto ressalta que a incerteza em torno da MP 1.303 levou gestores a reforçar posições nesses títulos.
O mercado espera um aquecimento no volume de emissões e negociações de debêntures incentivadas até o fim do ano. Já as debêntures tradicionais devem registrar baixo volume. A prioridade às incentivadas se dá pela possibilidade de fim da isenção de IR para esses títulos a partir de 2026.
Nos próximos seis meses, gestores projetam manter o carrego e a duration dos portfólios nos níveis atuais.
Os FIDCs viraram a “galinha dos ovos de ouro” do crédito privado nos últimos meses. Após a abertura desses títulos ao varejo, o volume de fundos mais que dobrou, entregando retornos superiores aos principais papéis de renda fixa.
Mas a inclusão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações com FIDCs levantou dúvidas sobre a atratividade dos fundos daqui em diante. Por isso, a pergunta do mês foi: “qual o grau de relevância do impacto do IOF em FIDCs para seu portfólio?”
A maioria dos gestores (81,25%) acredita que o imposto reduz a atratividade de alguns fundos, enquanto 18,75% enxergam impacto mais significativo. Nenhum gestor considerou o efeito irrelevante.
Entre os pontos de atenção estão a redução do retorno líquido, a inviabilização de algumas modalidades de FIDC e o aumento das taxas de emissão para cobrir o IOF.
Também há dúvidas sobre quem vai arcar com o custo. Alguns gestores esperam que os emissores subsidiem a despesa, o que pode reduzir a remuneração das séries seniores — as mais seguras, mas que já pagam taxas menores do que as cotas subordinadas e mezanino.
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