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SOBERANIA?

Trump defende Bolsonaro em carta direta e provoca reação em cadeia do governo brasileiro; confira o que Lula respondeu

O presidente norte-americano observou que tem manifestado fortemente sua desaprovação ao tratamento dado a Bolsonaro tanto publicamente como por meio de sua política de tarifas

Imagem criada por inteligência artificial mostra o presidente dos EUA, Donald Trump, em primeiro plano. Ele usa terno preto, camisa branca e gravata azul clara. Ao fundo, Lula veste terno de mesma cor, com gravata escura.
Imagem gerada por inteligência artificial com Trump (esquerda) e Lula (direita) - Imagem: Aurora / Grok

Enquanto o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, falava à imprensa que ainda espera uma resposta do governo norte-americano à carta enviada sobre as tarifas, Jair Bolsonaro recebia a sua própria carta do presidente dos EUA, Donald Trump

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Nela, o republicano diz que o governo brasileiro precisa mudar de rumo e parar de atacar oponentes.

“Compartilho de seu compromisso de ouvir a voz do povo e estou muito preocupado sobre os ataques à livre expressão — tanto no Brasil, como nos EUA — vindo do atual governo", diz Trump.

O presidente norte-americano observou que tem manifestado fortemente sua desaprovação tanto publicamente como por meio de sua política de tarifas. 

Vale lembrar que Trump abre a carta com a imposição de tarifas de 50% sobre produtos importados brasileiros — que devem entrar em vigor em 1 de agosto — citando o que chamou de caça às bruxas do governo a Bolsonaro. 

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“É minha sincera esperança que o governo do Brasil mude seu rumo, pare de atacar oponentes políticos e coloque fim ao ridículo regime de censura”, diz Trump na carta.

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Não bastasse o argumento político para a taxação do Brasil, na terça-feira (15), o governo norte-americano abriu uma investigação contra o País por práticas comerciais que considera "injustas ou discriminatórias" e que "restringem ou oneram o comércio" com empresas dos EUA. 

A reação de Lula

Em questão de minutos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu às investidas de Trump. Em pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, o petista chamou de chantagem as tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. 

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"Fomos surpreendidos, na última semana, por uma carta do presidente norte-americano anunciando a taxação dos produtos brasileiros em 50%, a partir de 1º de agosto", iniciou Lula.

Em seguida, ele disse que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo.

"Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos EUA, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos", continuou.

Sobre as alegações de Trump contrárias ao julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula reforçou que o Brasil tem um Poder Judiciário independente e que o País respeita o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. 

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"Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional", disse.

TRUMP TARIFA o Brasil em 50%: O que fazer agora? O impacto na BOLSA, DÓLAR e JUROS

O petista afirmou ainda que a defesa da soberania brasileira também se aplica às big techs — mais cedo, ele disse que o Brasil vai "cobrar imposto das empresas digitais norte-americanas", mas não detalhou como isso será feito. 

"A defesa da nossa soberania também se aplica à atuação das plataformas digitais estrangeiras no Brasil. Para operar no nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras são obrigadas a cumprir as regras", afirmou Lula. "No Brasil, ninguém está acima da lei".

Em seguida, o petista elencou golpes e crimes cometidos na internet

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"É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes, em alguns casos levando à morte, e desacreditar as vacinas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas."

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