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Havia expectativa sobre os ganhos de imagem para o petista, mas houve manutenção da avaliação “ruim/péssimo”, enquanto a de “ótimo/bom” oscilou de 28% para 29%
Depois que Donald Trump divulgou uma carta com tarifas de 50% sobre produtos brasileiros citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou fôlego. Mas parece que os efeitos da taxação dos EUA não representam mais um ganho de imagem para o petista.
Na semana em que o republicano assinou o decreto que fixa as tarifas em 50% — com várias exceções — o Datafolha foi às ruas ouvir a opinião dos brasileiros sobre o governo e constatou que Lula segue com reprovação de 40% e aprovação de 29%.
Havia expectativa sobre os ganhos de imagem para o petista, mas houve manutenção da avaliação de "ruim/péssimo", enquanto a de "ótimo/bom" oscilou de 28% para 29% na rodada anterior da pesquisa.
A avaliação do governo como "regular" teve variação de 31% para 29% e 1% dos entrevistados não deu opinião.
A pesquisa revela ainda que Lula segue com maior desaprovação com o eleitorado de classe média baixa (62%), mais rico (57%), evangélico (55%), sulista (51%), mais instruído (49%) e com idade entre 35 e 44 anos (48%).
O Datafolha mostra, no entanto, que a esta altura do mandato, Bolsonaro apresentava taxas piores: após dois anos e oito meses de governo, tinha 24% de aprovação e 51% de reprovação.
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O levantamento indica também que 50% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula no Executivo Federal e 46% aprovam, em estabilidade estatística em relação ao levantamento de junho.
O levantamento foi feito com 2.004 eleitores de 130 cidades do País, entre os dias 29 e 30 de julho — no ápice da na guerra comercial entre o Brasil e Trump.
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