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Os dados de abril são os primeiros da série temporal que mostra uma reversão na tendência de alta na desaprovação e queda na aprovação que vinha sendo registrada desde abril de 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece ter conseguido melhorar um pouco sua imagem junto à população, mas não o suficiente para reverter a maioria que desaprova seu governo, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (28) pela Atlas Intel.
O índice de desaprovação ao petista caiu para 50,1%, ante os 53,6% em março deste ano. Já a aprovação apresentou melhora, alcançando 46,1% após atingir o menor nível no mês passado, de 44,9%.
Já 3,8% dos entrevistados afirmaram não saber opinar sobre o desempenho do terceiro mandato de Lula.
Os dados de abril foram os primeiros da série temporal que mostra uma reversão na tendência de alta na desaprovação e queda na aprovação que vinha sendo registrada desde abril de 2024.
Quando questionados sobre a gestão do governo, 47,7% dos entrevistados classificaram como "ruim" ou "péssima", enquanto 40,2% a consideraram "boa" ou "ótima".
Outros 9,6% avaliaram a administração como "regular". Essa é a menor diferença entre as avaliações positiva e negativa do governo Lula desde fevereiro deste ano.
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A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 26 de abril de 2025, com 5.419 pessoas, e apresenta margem de erro de um ponto percentual.
Se as eleições presidenciais fossem neste domingo e contassem com os mesmos candidatos de 2022, Lula estaria em uma situação longe da ideal.
Se o ex-presidente Jair Bolsonaro concorresse ao cargo de chefe do Executivo, o pleito iria ao político de direita, com 45,1% dos votos, ante 44,2% de Lula.
A pesquisa mostrou ainda que 6,3% votariam em outros candidatos e 4,4% escolheriam votar em branco/nulo ou não sabem responder.
Contudo, a situação é diferente para os potenciais candidatos às eleições de 2026. O petista tem vantagem nas intenções de votos, com 42,8%, seguido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com 34,3%. Em outro cenário, Lula teria 43,3% ante 31,3% de Michelle Bolsonaro.
Isso sugere que, apesar da avaliação negativa, o presidente mantém uma base eleitoral significativa.
Já no segundo turno, a situação é outra: os dois principais potenciais candidatos entram em empate técnico com o petista.
Em um cenário entre Lula e Tarcísio, a intenção de voto fica em 46,7% para ambos os candidatos, e 6,6% não sabem ou optaram por branco/nulo no pleito. A diferença é a menor registrada desde o começo da série, em dezembro de 2024.
Já entre o petista e a ex-primeira-dama, o atual presidente tem vantagem de 48,5% ante 46,4% de Michelle, entrando em empate técnico considerando a margem de erro.
Isso sugere que, caso um dos dois seja o oponente de Lula, a disputa será decidida por quem conseguir virar mais votos de eleitores indecisos.
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