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Procuradoria-Geral da República pediu a prisão preventiva na noite de terça-feira (3)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em sua decisão, Moraes afirma que a deputada tentou "se furtar da aplicação da lei penal" ao sair do país depois de ser condenada a dez anos de prisão e à perda do mandato pela invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante as eleições de 2022.
O ministro também mandou bloquear os passaportes de Zambelli e incluir seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol.
A deputada anunciou na terça-feira (3) que está fora do Brasil e que pretende pedir licença do mandato federal para viver na Itália.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ontem mesmo ao Supremo a prisão preventiva da deputada. A representação foi enviada ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes. O documento é físico e está em sigilo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta na solicitação que a prisão é necessária para "assegurar a devida aplicação da lei penal", já que a condenação pela invasão hacker aos sistemas do CNJ só não começou a ser cumprida porque há recursos pendentes.
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Carla Zambelli responde a dois processos no STF. Além da ação a que foi condenada a dez anos de prisão, ela é ré por perseguir com uma pistola um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Há maioria formada para condenar a deputada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, e cassar o mandato dela, mas o julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.
Segundo Zambelli, inicialmente ela viajou ao exterior para buscar tratamento médico. Porém, decidiu ficar por lá e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara.
Em entrevista à CNN Brasil, a deputada disse ser "intocável" na Itália.
"Eles vão tentar me prender na Itália, mas eu não temo, porque sou cidadã italiana e lá eu sou intocável, a não ser que a Justiça italiana me prenda”, afirmou.
A deputada também disse que “eles”, se referindo ao STF, podem colocar a Interpol atrás dela que, mesmo assim, não vão conseguir tirá-la da Itália.
“Não há o que possam fazer para me extraditar de um país em que eu sou cidadã", declarou.
A deputada também disse que tem a missão de atuar pelo fortalecimento da direita na Europa, nos mesmos moldes que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estaria fazendo nos Estados Unidos.
O plano de Zambelli é denunciar o que ela define como "quadro crescente de perseguição política" no Brasil. "O conservadorismo precisa avançar, e o globalismo precisa recuar", declarou.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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