Mercado de relógios desacelera em 2024, mas empresa suíça mantém a dominância total, com 32% do mercado
Relatório do Morgan Stanley com a Luxe Consult faz um panorama geral do mercado da relojoaria suíça em 2024

Assim como diversos outros segmentos dentro do luxo, o setor de relógios definitivamente não está mais no prime. Os culpados já são conhecidos: a desaceleração da China e as incertezas na demanda de mercados-chave como os Estados Unidos e na Europa.
Dois importantes “termômetros” de relojoaria deixam isso claro: os dados anuais da Federação da Indústria Relojoeira Suíça e o relatório do Morgan Stanley em parceria com a consultoria suíça Luxe Consult, que estima as receitas das 50 principais marcas de relógio do mundo.
Depois de dois anos de bonança, com a recuperação pós-pandemia de Covid-19, 2024 foi um período desafiador para o segmento como um todo. As exportações da indústria relojoeira suíça registraram uma queda de 2,8% em termos de receita, em comparação com 2023, de acordo com a Federação.
A queda em termos de volume foi ainda mais expressiva: 14,5%. No total, foram 5,4 milhões de relógios exportados no ano, evidenciando uma tendência de volumes mais baixos e preços mais altos dos itens.
No entanto, mesmo nesse marasmo, uma player segue sendo a líder incontestável: a Rolex.
A empresa continua sendo a maior marca de relógios do mundo, com faturamento estimado em mais de 10,5 bilhões de francos suíços (R$ 68,5 bilhões) — 500 milhões francos a mais que em 2023.
Leia Também
A participação de mercado também é incontestável. A Rolex captura 32% do segmento, considerando as 50 principais players mapeadas pelo Morgan Stanley e pela Luxe Consult. Nas palavras do relatório, “nenhuma outra marca de luxo possui uma dominância tão grande em seu setor”.
O segundo lugar, ocupado pela Richemont (dona da Cartier), detém 8%.
O “fenômeno Rolex” também revela outra informação curiosa sobre a relojoaria: as companhias privadas (de capital fechado) têm se saído melhor do que aquelas que têm ações negociadas na bolsa de valores.
A polarização no mercado de relógios
As principais marcas de capital fechado — o “Big Four” composto por Rolex, Patek Philippe, Audemars Piguet e Richard Mille — têm reportado crescimento mesmo no contexto de queda do setor. Ao passo que os três grandes grupos de capital aberto — LVMH, Richemont e Grupo Swatch — lutam para manter a participação de mercado.
O caso mais emblemático é do Grupo Swatch, que teve queda de 14,6% nas vendas em 2024. Já do outro lado da moeda, as companhias do “Big Four” foram responsáveis por 52,4% das vendas, ante 49,8% em 2023.
A relojoaria de altíssimo padrão, na verdade, foi quem sustentou o mercado. Os relógios com preços superiores a 50.000 francos suíços (R$ 326 mil) foram responsáveis por 84% do crescimento em 2024 – embora representem apenas 1,2% do volume de vendas.
Para 2025, o desafio apontado pelo Morgan Stanley para as marcas é concentrar o desenvolvimento em mercados promissores e otimizar as estratégias de distribuição.
Um relatório recente do Business of Fashion (BoF) em parceria com a consultoria McKinsey & Company, entitulado The State of Fashion: Luxury, aponta que a tendência para os próximos três anos é que o setor global de luxo cresça entre 2 e 4% por ano — uma cifra levemente melhor que a de 2024, no qual o crescimento foi aproximadamente 2%. Veja mais insights aqui.
* Com informações da Monochrome Watches e do Journal du Luxe
MERCADO GASTRONÔMICO
Primeiro Time Out da América Latina vai inaugurar em SP com R$ 100 milhões de investimento; quando abre?
2 de setembro de 2026 - 11:54RESISTÊNCIA (DO AR)
Na contramão da aerodinâmica, carros de design quadrado ganham terreno no luxo
2 de setembro de 2026 - 8:16ENCONTRO DE ROTAS
“Feira boutique”: SP-Arte Rotas encerra 5ª edição com cara própria e oportunidades para colecionadores
1 de setembro de 2026 - 18:31VISTA PARA A FOZ
50 Best: tem brasileiro de volta à lista estendida dos melhores hotéis do mundo
1 de setembro de 2026 - 15:30CANCELADO
Quem é John Galliano e por que o Met cancelou a exposição do estilista após polêmica
1 de setembro de 2026 - 14:00TESOURO DE VILHENA
Em assalto-relâmpago, ladrões invadem museu e roubam tesouro milenar de R$ 10,37 milhões em 4 minutos
1 de setembro de 2026 - 9:34FESTIVAL DE TEATRO
Débora Falabella, Vera Holtz e Gianecchini: veja a programação do novo Festival de Teatro de São Paulo
31 de agosto de 2026 - 18:30CIAO!
Velho mundo, nova febre: Itália lidera crescimento entre turistas brasileiros em 2026, diz estudo
31 de agosto de 2026 - 15:30SAPACROCS
Tênis da Crocs? Calçado de R$ 500 é híbrido e foi criado para usar no frio e no calor
31 de agosto de 2026 - 12:00AUTOVIGILÂNCIA
Os wearables inteligentes são úteis para a saúde ou estão nos deixando paranoicos? O que dizem os médicos
31 de agosto de 2026 - 8:16NOVIDADE
TotalPass para pessoa física: nova parceria libera planos de academia sem vínculo com empresa
29 de agosto de 2026 - 9:00AUTOR POBRE?
Autor de “Pai Rico, Pai Pobre” quebrou? Com US$ 1,2 bilhão em dívidas, escritor defende que esse é o segredo para ficar rico
29 de agosto de 2026 - 8:00NOVIDADE FITNESS
Lagree, o “primo do Pilates” que virou febre em Los Angeles e chegou ao Brasil
28 de agosto de 2026 - 8:16PONTINHOS DE MILHÕES
As bolinhas de R$ 50 milhões: os maiores valores em obras de Yayoi Kusama
27 de agosto de 2026 - 15:00A RESPOSTA DA TRADIÇÃO
Gazpacho, salmorejo e ajoblanco: as receitas espanholas para vencer o calor extremo
27 de agosto de 2026 - 8:16ESTRELA COUNTRY
Da casa humilde no Tennessee à fortuna de US$ 450 milhões: a carreira de Dolly Parton em números
26 de agosto de 2026 - 13:30O ATALHO DO CNPJ
As picapes de meio milhão e o hack tributário da alta renda
26 de agosto de 2026 - 8:16UMA NOITE NO MUSEU
Quanto custa uma noite no ‘Met Gala brasileiro’? Festa do MASP terá atração internacional e quer arrecadar R$ 5 milhões
25 de agosto de 2026 - 18:33WEARABLES