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Celebrando aa cozinha Nikkei, espaço do chef Mitsuharu “Micha” Tsumura em Lima driblou favoritos europeus e confirmou favoritismo em cerimônia que aconteceu nesta quinta-feira (19), em Turim, na Itália
Não deu para a Espanha, tampouco para a França: o melhor restaurante do mundo em 2025 é do Peru. O Maido acabou garantindo o topo na cerimônia do The World’s 50 Best Restaurants, que aconteceu em Turim, na Itália, nesta quinta-feira (19). Assim, ele repete o feito dos conterrâneos do Central em 2023 e traz a conquista novamente para a América do Sul.
A vitória global ocorre após a confirmação o endereço do chef Mitsuharu "Micha" Tsumura, como o melhor restaurante da América Latina na lista regional do 50 Best de 2017 a 2019. Em 2024 ele ficou na segunda posição continental, atrás do argentino Don Julio, de Buenos Aires — 10º lugar na cerimônia mundial desta noite, aliás.
Longe de uma surpresa (o Maido estava, inclusive, em nossa lista de apostas para a premiação), a vitória peruana confirma a superação de outros favoritos nesta edição do 50 Best global. Notadamente da dupla espanhola Asador Etxebarri, de Victor Arguinzoniz, e DiverXO, de Dabiz Muñoz, 2º e 4º lugares da lista em 2025.
Entre os destaques que disputavam o título em 2025, o Alchemist, de Copenhague, acabou ficando com a 5ª posição. O Table, parisiense de Bruno Verjus, levou o 8º lugar.
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No top 10 ainda aparecem o mexicano Quintonil, eleito o melhor da América do Norte, na 3ª posição e o tailandês Gaggan, melhor da Ásia, no 6º. O japonês Sézanne, ficou com o 7º lugar; e o outro peruano, o Kjolle, com a 9ª posição.
Fundado em 2009, o Maido celebra a cozinha Nikkei. Aqui, ela homenageada especialmente no menu Maido Experience, uma celebração das cozinhas japonesa e peruana através dos tempos.
Micha também é conhecido pela pesquisa por insumos do interior da Amazônia, que aparece em fatias de nigiri e tiraditos com peixes frescos ou os chamados petiscos de "presunto", porém feitos de peixe paiche sustentável, com mandioca e feijão.
Também confirmando as expectativas, o único brasileiro da lista acabou sendo o carioca Lasai de Rafa Costa e Silva. Sua proposta autoral de contrastar ingredientes brasileiros em diferentes texturas parece apontar para um local de autenticidade sem apego ao passado. E isso é algo que o 50 Best valoriza muito hoje.
No espaço, localizado no Humaitá, um menu degustação sai a R$ 1.250, mas há possibilidade de adição de R$ 638 para a harmonização de vinhos de Maíra Freire.
Vale lembrar, aliás, que o Lasai é um dos cinco restaurantes brasileiros que teve suas duas estrelas mantidas na edição 2025 do Guia Michelin SP & RJ.
Costa e Silva estudou com os grandes — inclusive no espanhol Mugaritz —, mas voltou ao Brasil para construir um projeto profundamente autoral e com impacto cultural do Lasai cresce a cada ano.
A seu favor, o espaço carioca tem, por exemplo, um projeto autoral, com ingredientes próprios, longe de modismos. Por fim, o chef também possui boa reputação internacional e o espaço oferece uma estética de experiência refinada, intimista e coerente.
Um colégio eleitoral global composto por 1.080 votantes divididos em 27 regiões do mundo decide a lista. Cada região tem um presidente (Academy Chair), que seleciona 40 membros com perfil de "especialista em gastronomia". Essa relação inclui jornalistas, chefs, críticos, donos de restaurantes e frequentadores assíduos.
Cada votante elege 10 restaurantes, mas pelo menos 3 deles devem estar fora do seu país de residência. As escolhas se baseiam em experiências pessoais nos 18 meses anteriores à votação. O sistema é confidencial e rotativo, portanto a cada ano, 25% dos votantes são substituídos para renovar as perspectivas.
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