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Mais: brasileiras Tássia Magalhães e Bianca Mirabili trazem prêmios individuais de peso
Entre vulcões e paralelepípedos históricos em Antigua, na Guatemala, a temperatura da gastronomia latino-americana foi medida mais uma vez durante a edição de 2025 do Latin America's 50 Best Restaurants, apresentada pelo já celebrado selo The 50 Best, com uma necessária e saborosa renovação de ares. E, aqui, vamos trazer um tom patriótico porque é de se merecer.
Ao analisar os 100 melhores restaurantes da América Latina neste ano (considerando a lista principal, que vai de 1 a 50 e a estendida, de 51 a 100), vemos que o Brasil se destaca na "profundidade de elenco". Embora tenhamos menos casas no Top 10 do que Peru e Argentina, dominamos a lista estendida (51-100) com 10 endereços, como Metzi, Manu e Origem.
Mais que a presença, trata-se do reconhecimento de um mercado extremamente maduro e descentralizado, com representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba. É a base da pirâmide mais sólida do continente, traduzindo o tamanho do Brasil não só em território e cultura, mas em talento.
A ascensão meteórica do Tuju, restaurante paulistano do chef Ivan Ralston, não apenas garantiu a 8ª posição geral entre os 50 melhores, como assumiu o posto de Melhor Restaurante do Brasil. Quem acompanha a trajetória de Ralston sabe que isso não é sorte. É a consolidação de uma cozinha técnica, obsessiva por insumos e que vem recebendo o reconhecimento global que sua complexidade exige.
Se o topo do ranking geral ficou com a Colômbia (falaremos disso já já), o Brasil deu uma aula de talento feminino. Tássia Magalhães (Nelita) levou para casa o prêmio de Best Female Chef. O Nelita, aliás, figurou na 12ª posição, provando que sua cozinha autoral de sotaque italiano é uma das mais relevantes do continente hoje.

Bianca Mirabili, do Evvai (na 20ª posição), garantiu o título de Best Pastry Chef, reafirmando que a confeitaria brasileira vive uma fase dourada, equilibrando técnica europeia com alma tropical.
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No topo da lista, sem grandes surpresas para quem está de olho no zeitgeist latino: o El Chato, de Bogotá, é o Melhor Restaurante da América Latina em 2025. Com isso, o chef Álvaro coroa o momento de ouro da Colômbia.
Ter um restaurante como o melhor do ranking coloca os holofotes do mundo sobre Bogotá. Assim, a Colômbia deixa de ser promessa para virar realidade, com uma renovação geracional mais rápida que a do Chile (que ficou em 6º lugar, com 9 casas no total).
O Peru, como sempre, tem um aproveitamento impressionante: dos 11 restaurantes listados, 8 estão no Top 50. É uma "taxa de conversão" de elite. Mesmo com a saída de gigantes (Central e Maido para o Best of the Best), Lima continua sendo a capital com maior densidade de restaurantes premiados por metro quadrado.
México e Argentina, por outro lado, empatam com 8 restaurantes nos 50 melhores, provando que são destinos consolidados para o turismo de alta gastronomia. O México brilha com sua diversidade regional (Oaxaca, Baja, Mérida), enquanto a Argentina mostra a força de Buenos Aires, que vai muito além da parrilla clássica com lugares como Trescha e Niño Gordo.
Voltando ao Brasil, que emplacou seis casas entre as 50 melhores (a lista estendida tem mais uma seleção de talentos brasileiros que você confere aqui). O saldo é positivo, mas o desenho do tabuleiro mudou. Veja quem são os nossos representantes na elite:
1. Tuju (São Paulo) – 8º lugar (Melhor do Brasil)
2. Nelita (São Paulo) – 12º lugar
3. Lasai (Rio de Janeiro) – 13º lugar
4. Evvai (São Paulo) – 20º lugar
5. A Casa do Porco (São Paulo) – 25º lugar
6. Oteque (Rio de Janeiro) – 38º lugar
Nosso país continua sendo um gigante gastronômico. Para quem ama comer e beber bem, a missão agora é atualizar o roteiro.
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