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Anúncio por rede social, ameaças a parceiros estratégicos e críticas do Brics esquentam os ânimos às vésperas de uma virada no comércio global
Está chegando a hora — e não é de entregar um relatório qualquer, mas de selar o rumo da economia global. O prazo final para os acordos comerciais propostos pelos Estados Unidos se encerra nesta quarta-feira (9), quando voltam a entrar em vigor as tarifas de importação anunciadas pelo governo Trump.
Nesta segunda-feira (7), o presidente norte-americano, Donald Trump, deu o pontapé inicial e anunciou que o país aplicará tarifas gerais de 25% sobre importações do Japão e da Coreia do Sul a partir de 1º de agosto.
O anúncio foi feito à maneira típica de Trump, pelas redes sociais. Em duas postagens no Truth Social, ele compartilhou capturas de tela de cartas supostamente enviadas ao primeiro-ministro japonês, Ishiba Shigeru, e ao presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, formalizando as novas alíquotas tarifárias.
Essas cartas padronizadas seriam apenas as primeiras de um pacote que, segundo o próprio Trump, seriam despachados entre segunda e quarta-feira. O objetivo: restabelecer as tarifas “recíprocas” que o republicano defende desde abril, com níveis mais elevados para dezenas de países.
Em Wall Street a reação dos mercados foi imediata. As bolsas americanas escorregaram para as mínimas do dia após a publicação das cartas. Por volta das 14h40 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,17%. O S&P 500 recuava 0,94%, e o Nasdaq perdia 1%.
A lista de alvos deve crescer. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou a repórteres nesta segunda-feira (7) que outros doze países receberão cartas similares nos próximos dias. Todas também devem ser publicadas diretamente na plataforma Truth Social.
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Mas apesar da escalada, o tempo pode não estar tão curto quanto se imaginava. Segundo Leavitt, Trump também assinará ainda hoje um decreto formalizando o adiamento do fim do prazo das tarifas de 9 de julho para 1º de agosto, sinal de que o governo busca ampliar o espaço para negociação, sem abrir mão da retórica dura.
Fiel ao seu estilo imprevisível, Trump resolveu começar a semana com barulho. Durante o fim de semana, a bordo do Air Force One, ele já havia avisado a repórteres que 12 países receberiam propostas comerciais do tipo “pegar ou largar” a partir desta segunda-feira.
Nas cartas publicadas, Trump esclarece que as tarifas de 25% são diferentes de outras medidas específicas aplicadas a determinados setores ou produtos.
E inclui um aviso: “Mercadorias transbordadas para escapar de uma tarifa mais alta estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.” Na prática, ele se refere à prática de transbordo, quando mercadorias são desviadas para um país intermediário antes de seguir para os EUA, com o intuito de escapar da tarifa final.
Segundo o texto, as novas alíquotas se justificam por causa dos déficits comerciais persistentes dos EUA com os dois países asiáticos. Trump, defensor ferrenho de medidas protecionistas e cético quanto aos acordos multilaterais, voltou a dizer que os déficits bilionários são sinal de que os EUA “vêm sendo explorados”.
De acordo com dados do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o déficit comercial de bens dos EUA com o Japão alcançou US$ 68,5 bilhões em 2024. Com a Coreia do Sul, o saldo negativo foi de US$ 66 bilhões.
Também nesta segunda-feira, Brasil, China, Rússia e África do Sul reagiram à nova ofensiva comercial dos Estados Unidos. Os quatro membros do Brics criticaram publicamente a ameaça de uma tarifa adicional de 10% sobre países que se alinharem ao bloco, após o grupo condenar a imposição unilateral de medidas de restrição comercial por parte do governo norte-americano.
Outros dois acordos foram firmados até o momento. O primeiro foi com o Reino Unido, que vai manter uma taxa de 10% e obteve tratamento preferencial para alguns setores, incluindo automóveis e motores de aeronaves.
Já o segundo foi com o Vietnã, reduzindo as tarifas sobre muitos produtos vietnamitas para 20%, em vez dos 46% ameaçados anteriormente. Muitos produtos norte-americanos poderiam entrar no Vietnã sem impostos.
*Com informações da CNBC
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