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Guilherme Castro Sousa

1 DE AGOSTO

Tarifas de Trump começam a valer no dia 7 de agosto; veja a lista completa das taxas anunciadas e setores mais afetados

Já se passaram mais de 90 dias desde o tarifaço de abril, e os 90 acordos prometidos ficaram só na conversa; entenda como está o cenário das tarifas hoje

Guilherme Castro Sousa
1 de agosto de 2025
7:00 - atualizado às 9:35
A bordo do Air Force One, Trump aifrmou que Pequim precisa "retomar a compra de soja"
Imagem: Montagem Seu Dinheiro / divulgação Casa Branca/ iStock

Chegou o dia. Com ou sem acordos fechados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1º) o decreto do seu novo tarifaço.

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Mas apesar das promessas, fora as tarifas de 35% sobre os produtos do Canadá e as tarifas já em efeito, os novos valores devem começar a valer apenas na próxima quinta-feira, 7 de agosto, para sorte do Brasil — que deve ter mais alguns dias para tentar se organizar antes do impacto.

Algumas nações ganharam mais atenção do que outras e desde o anúncio inicial, em abril, quando as primeiras medidas foram apresentadas, os “90 acordos em 90 dias” prometidos por representantes da Casa Branca ficaram só no discurso.

Segundo o governo, mercadorias embarcadas antes de 7 de agosto e que entrem no país até 5 de outubro não estarão sujeitas às novas tarifas.

A guerra comercial entre os EUA e o resto do mundo é sem precedentes e vem acompanhada de uma agenda multifacetada. 

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Com políticas protecionistas voltadas tanto a aliados quanto a rivais, Trump tenta redesenhar a ordem do comércio global, turbinar a arrecadação federal e forçar empresas a produzirem mais em solo americano.

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Entre cartas, acordos, anúncios e concessões, ainda não está claro qual será o novo cenário econômico global. A única certeza é que Donald Trump segue virando a mesa.

Por isso, o Seu Dinheiro preparou um guia atualizado com os acordos comerciais e as tarifas de Trump país por país até o início desta sexta-feira, 1º de agosto. 

Siga a leitura para conferir e veja a lista completa no final.

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Brasil, China e México: exceções e interesses especiais

Brasil (caso você não tenha acompanhado o noticiário no último mês)

Quem dera o Brasil estivesse longe dos holofotes e passasse pela tempestade de cabeça baixa. Mas, na ofensiva de Donald Trump, acabou conquistando um lugar de destaque — e não exatamente por bons motivos. Ganhou a maior tarifa entre todas as nações.

Após semanas de tensão em torno das tarifas de 50% aplicadas aos produtos brasileiros nos Estados Unidos, o presidente norte-americano assinou na quarta-feira (30) um decreto que adiciona uma sobretaxa de 40% sobre as exportações do Brasil. Somada aos 10% já previstos, a medida oficializa o sobrepreço.

Na ordem executiva publicada na quinta-feira, no entanto, consta apenas a tarifa recíproca de 10% aplicada ao Brasil.

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A decisão foi uma virada de jogo, já que, no anúncio inicial, a alíquota prevista para o Brasil era de apenas 10% — o piso estabelecido para os demais países. O embate esquentou à medida que as justificativas da Casa Branca deixaram o campo estritamente comercial e passaram a esbarrar em temas de política interna brasileira e na defesa da chamada “segurança nacional” dos EUA.

Mesmo assim, o Brasil saiu menos ferido do que muitos esperavam.

Ao todo, 694 produtos brasileiros foram poupados da tarifa de Trump — entre eles, aeronaves, suco de laranja, minérios e uma gama diversa de itens. 

Outro respiro veio com o prazo: a medida só deve entrar em vigor na próxima quarta-feira (6), o que dá uma última janela para o governo federal tentar costurar um acordo mais favorável. Isso, claro, se Lula conseguir ao menos um assento à mesa de negociações — o que, até aqui, tem sido um desafio.

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Para mais detalhes sobre as tarifas e a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, acompanhe a cobertura completa do Seu Dinheiro.

China (a queda de braço continua sem prazo definido)

Toda história precisa de um vilão, um antagonista e um desafio a ser superado — e, para Donald Trump, a China, segunda maior economia do mundo, se encaixa perfeitamente nessa narrativa. 

A rivalidade com o Gigante Asiático não é nova e tampouco deve ter um fim próximo. Mas a nova escalada de tensões entre Pequim e Washington tem se transformado em um campo minado para a economia global.

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Depois do primeiro tarifaço de abril, quando os EUA impuseram uma tarifa básica de 30% sobre as importações vindas da China, o governo chinês adotou uma postura firme de barganha. 

Em poucas semanas, entre retaliações e contramedidas, as tarifas chegaram a 145%. Depois, o clima esfriou e os termos voltaram ao patamar original de 30%, enquanto as conversas se estendem sem um prazo claro para conclusão.

O prazo atual para que essas tarifas expirem é 12 de agosto, embora autoridades americanas já tenham sinalizado que podem prorrogar a trégua conforme o ritmo das negociações. 

Trump deixou no ar que os impostos podem voltar a subir sem um novo acordo, mas garantiu que, se isso acontecer, não devem chegar novamente aos 145% aplicados no auge das tensões.

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A terceira rodada de negociações, realizada em julho, promete abrir espaço para mais uma extensão — possivelmente de mais 90 dias —, mas tudo ainda depende do sinal verde de Trump sobre os termos discutidos entre os representantes dos dois países. 

Saiba mais sobre os desdobramentos da disputa aqui.

México (vizinho necessário, negócios difíceis)

A relação entre os Estados Unidos e o México nunca foi exatamente tranquila.

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Com uma história marcada por atritos e desconfiança, Trump chegou a ameaçar aplicar uma tarifa de 30% sobre as importações mexicanas — acima da taxa de 25% que já havia imposto anteriormente como retaliação a crimes transfronteiriços e ao tráfico de drogas.

Além das tarifas sobre automóveis, o pacote inclui uma alíquota de 50% para commodities metálicas vindas do país vizinho.

A nova rodada de tarifas estava programada para entrar em vigor nesta sexta-feira, quando Trump prometeu restabelecer as cobranças suspensas sobre dezenas de países. Mas, ao que tudo indica, o México ganhou um tempo extra.

Na manhã desta quinta, o presidente dos EUA anunciou que irá postergar qualquer mudança tarifária em função de uma ligação “muito bem-sucedida” com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

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“Cada vez mais, estamos nos conhecendo e nos entendendo melhor”, escreveu Trump na Truth Social.

“As complexidades de um acordo com o México são um pouco diferentes das de outros países, por causa tanto dos problemas quanto dos ativos da Fronteira”, acrescentou.

Veja a seguir os países tarifados a partir desta sexta e as alíquotas estabelecidas para eles.

The Art of the Deal: os acordos fechados por Donald Trump (ou nem tanto)

União Europeia

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A União Europeia aceitou uma tarifa de 15% sobre a maioria de suas exportações para os Estados Unidos, incluindo automóveis e produtos farmacêuticos, em troca de isenção tarifária para algumas exportações americanas, compromissos de compra de gás dos EUA e promessas de aumento nos investimentos. A decisão representou um alívio parcial frente à ameaça inicial de Trump, que falava em uma tarifa de 30%.

O acordo, porém, não passou ileso pelas críticas. Karl Falkenberg, ex-diretor-geral adjunto da Direção do Comércio da Comissão Europeia, foi direto: “Seria difícil imaginar um acordo pior”.

“Isso nos lembra que a UE ainda é um gigante econômico e um anão político. Trump conseguiu uma mudança substancial nas tarifas, sem qualquer reequilíbrio por parte da União Europeia”, completou Falkenberg.

Entre os pontos mais sensíveis estão a manutenção das tarifas sobre setores estratégicos como vinhos, carros e itens de luxo, responsáveis por movimentar US$ 2 trilhões em comércio no ano passado. A cláusula de não retaliação imposta ao bloco também gerou forte desconforto entre os países-membros.

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Saiba mais sobre a repercussão do acordo tarifário com a União Europeia aqui.

Reino Unido

O Reino Unido saiu na frente na corrida por acordos comerciais com os Estados Unidos, fechando um pacto já em maio. 

O acordo prevê uma tarifa básica de 10% sobre produtos britânicos, além de cotas e isenções para produtos setores estratégicos como automóveis e aeroespacial.

Os britânicos também foram alvo de uma tarifa setorial de 25% sobre aço e alumínio — metade dos 50% aplicados a outras nações.

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Apesar do encontro recente entre Donald Trump e o primeiro-ministro Keir Starmer na Escócia, alguns pontos do acordo seguem nebulosos.

Ainda não há clareza total sobre os ajustes nas tarifas de aço e alumínio, que os EUA se comprometeram a reduzir. As discussões em torno do imposto britânico sobre serviços digitais, que Trump deseja eliminar, também seguem em andamento.

Japão

O Japão garantiu uma tarifa recíproca de 15% sobre seus produtos exportados para os Estados Unidos, bem abaixo da ameaça inicial de 25%, ao prometer investir US$ 550 bilhões na economia americana.

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“Talvez o maior acordo já feito”, escreveu Donald Trump em sua rede, a Truth Social.

Coreia do Sul

As importações sul-coreanas pelos EUA também serão taxadas com uma tarifa reduzida de 15%, em troca de um compromisso de investimento de US$ 350 bilhões e da eliminação de tarifas sobre exportações americanas como automóveis e produtos agrícolas.

O acordo marca uma queda significativa frente aos 25% ameaçados por Trump na “carta tarifária” enviada a Seul no início do mês. As tarifas sobre exportações de automóveis da Coreia do Sul, que também estavam na mira, serão igualmente reduzidas para 15%.

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Indonésia

A Indonésia negociou uma tarifa de 19% sobre suas exportações para os EUA, abaixo da ameaça de 32%.

Conforme o republicano, o país asiático se comprometeu a eliminar 99% das barreiras tarifárias para produtos americanos, enquanto os EUA aplicarão uma tarifa de 19% sobre produtos indonésios. A parceria também envolve setores industriais, agrícolas e tecnológicos.

Vietnã

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O Vietnã foi o segundo país a fechar um acordo com o governo Trump, anunciado pelo próprio presidente no dia 2 de julho. O pacote comercial reduziu a tarifa imposta ao país de 46% para 20%.

Um dos pontos do acordo é a tarifa de 40% sobre o chamado “transbordo” — aplicada a produtos que se originam em outro país, são transferidos para o Vietnã e só então enviados aos Estados Unidos. A aplicação prática da medida, no entanto, ainda não está clara. Trump também prometeu acesso total ao mercado vietnamita para os produtos norte-americanos.

Fabricantes chineses têm recorrido a essa prática como estratégia para contornar as tarifas pesadas sobre exportações diretas aos EUA, com o Vietnã servindo de principal centro de passagem.

Segundo o site Politico, o Vietnã foi pego de surpresa com a tarifa de 20%. Os negociadores vietnamitas esperavam uma alíquota de 11%, mas Trump anunciou a taxa unilateralmente.

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Filipinas

Em contraste com os vizinhos que garantiram reduções mais expressivas nas tarifas de importação, as Filipinas conseguiram apenas um recuo de um ponto percentual — de 20% para 19% — em 22 de julho.

Segundo Trump, Manila se comprometeu a não impor tarifas sobre produtos norte-americanos como parte do acordo. Ele elogiou a iniciativa, dizendo que o país está “abrindo o mercado para os Estados Unidos”.

O presidente também afirmou que haverá cooperação “militar” entre os dois países, embora não tenha dado mais detalhes. As Filipinas são aliadas históricas dos EUA, com tropas americanas alocadas no país e um tratado de defesa mútua em vigor desde 1951.

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Índia e Canadá: grandes parceiros, poucos acordos

Índia

Apesar da aproximação entre o presidente da Índia e o governo norte-americano, Donald Trump anunciou na quarta-feira que a Índia pagará uma tarifa de 25%. O país ainda será penalizado por aquilo que o presidente considera práticas comerciais injustas e pelas compras de equipamentos militares e energia da Rússia.

A tarifa de 25% representa uma leve redução em relação ao percentual anunciado no chamado “Dia da Libertação”, quando Trump declarou uma alíquota de 26% sobre o país, considerado por ele um parceiro estratégico.

Ainda assim, a taxa está no limite superior do que vinha sendo cogitado. Na terça-feira, Trump havia dito que considerava algo entre 20% e 25%.

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“Lembrem-se: embora a Índia seja nossa amiga, ao longo dos anos fizemos relativamente poucos negócios com eles porque suas tarifas são altas demais — entre as maiores do mundo — e eles impõem as barreiras comerciais não monetárias mais rígidas e desagradáveis de qualquer país”, escreveu Trump na rede Truth Social.

“Além disso, eles sempre compraram a maior parte de seus equipamentos militares da Rússia e são os maiores compradores de ENERGIA da Rússia, ao lado da China, em um momento em que todos querem que a Rússia PARE DE MATAR NA UCRÂNIA — NADA DISSO É BOM!”, escreveu.

“PORTANTO, A ÍNDIA PAGARÁ UMA TARIFA DE 25%, ALÉM DE UMA PENALIDADE PELO EXPOSTO, A PARTIR DE 1º DE AGOSTO”, concluiu o presidente norte-americano.

Canadá

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A um dia do prazo final de 1º de agosto para fechar um acordo tarifário, Trump indicou que seria “muito difícil” chegar a um entendimento com o Canadá após o país declarar apoio à criação de um Estado palestino.

Sem acordo, Trump pretende impor uma tarifa de 35% sobre todos os produtos canadenses que não estão cobertos pelo acordo comercial Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).

“Uau! O Canadá acaba de anunciar que apoia o reconhecimento da Palestina como Estado. Isso vai tornar muito difícil para nós fecharmos um acordo comercial com eles”, escreveu Trump na Truth Social.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou anteriormente que as negociações com Washington eram construtivas, embora talvez não fossem concluídas dentro do prazo estipulado. Segundo ele, as conversas estavam em estágio avançado, mas seria improvável alcançar um consenso que eliminasse todas as tarifas impostas pelos EUA.

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O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas do México, e também o maior comprador de exportações americanas. No ano passado, o país importou US$ 349,4 bilhões em produtos dos EUA e exportou US$ 412,7 bilhões para o mercado norte-americano, de acordo com dados do Censo dos EUA.

Outros países também foram alvos das tarifas de Donald Trump, mas não ganharam destaque na agenda do presidente.

Você pode conferir a lista completa das tarifas recíprocas aqui.

Tarifas setoriais e o resto do mundo

Outros países não foram alvo de novas ameaças específicas, mas seguem pagando uma tarifa fixa de 10% sobre importações, conforme ordem assinada por Donald Trump no início do ano.

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Desde o início de seu segundo mandato, Trump vem impondo tarifas sobre a entrada de alumínio, carros estrangeiros, autopeças e aço. Em alguns casos, essas medidas se somam às tarifas específicas por país, mas sem sobreposição. Já para blocos como a União Europeia, acordos bilaterais anulam os encargos setoriais.

Entre os principais impostos sobre bens importados pelos Estados Unidos, estão:

  • Tarifa de 50% sobre importações de aço e alumínio
  • Tarifa de 50% sobre importações de cobre a partir de 1º de agosto
  • Tarifa de 25% sobre carros fabricados no exterior e sobre motores e autopeças

Em 8 de julho, Trump ameaçou impor uma tarifa de 200% sobre medicamentos importados, mas nenhum detalhe adicional foi divulgado até o momento.

Ele também anunciou o fim da isenção tarifária global para produtos de até US$ 800, com encerramento previsto para 29 de agosto.

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Antes disso, o presidente já havia retirado a chamada isenção de minimis para produtos vindos da China e de Hong Kong, numa tentativa de frear a compra, por parte dos consumidores americanos, de roupas e utensílios domésticos baratos em sites como Shein e Temu.

Confira abaixo a lista completa das tarifas prometidas por Donald Trump, excluindo as nações que devem receber apenas a tarifa-base de 10%.

PaísNova TarifaTarifa - 2 de abrilVariação
China?%30%? p.p.
Brasil50%10%↑ 40 p.p.
Síria41%41%— (sem alteração)
Laos40%48%↓ 8 p.p.
Mianmar40%44%↓ 4 p.p.
Suíça39%31%↑ 8 p.p.
Tailândia36%36%— (sem alteração)
Bangladesh35%37%↓ 2 p.p.
Sérvia35%37%↓ 2 p.p.
Iraque35%39%↓ 4 p.p.
Canadá35%25%↑ 10 p.p.
Bósnia30%35%↓ 5 p.p.
África do Sul30%30%— (sem alteração)
Líbia30%31%↓ 1 p.p.
Argélia30%30%— (sem alteração)
México30%25%↑ 5 p.p.
Bósnia-Herzegovina30%35%↓ 5 p.p.
Tunísia25%28%↓ 3 p.p.
Cazaquistão25%27%↓ 2 p.p.
Brunei25%24%↑ 1 p.p.
Índia25%26%↓ 1 p.p.
Cazaquistão25%27%↓ 2 p.p.
Brunei25%24%↑ 1 p.p.
Moldávia25%31%↓ 6 p.p.
Sri Lanka20%44%↓ 24 p.p.
Vietnã20%46%↓ 26 p.p.
Taiwan20%32%↓ 12 p.p.
Bangladesh20%37%↓ 17 p.p.
Camboja19%49%↓ 30 p.p.
Indonésia19%32%↓ 13 p.p.
Malásia19%24%↓ 5 p.p.
Tailândia19%36%↓ 7 p.p.
Filipinas19%20%↓ 1 p.p.
Paquistão19%29%↓ 10 p.p.
Nicarágua18%18%— (sem alteração)
Japão15%24%↓ 9 p.p.
Coreia do Sul15%25%↓ 10 p.p.
União Europeia15%30%↓ 15 p.p.
Israel15%17%↓ 2 p.p.
Turquia15%10%↑ 5 p.p.
Costa Rica15%10%↑ 5 p.p.
Equador15%10%↑ 5 p.p.
Noruega15%15%— (sem alteração)
Venezuela15%15%— (sem alteração)
Nigéria15%14%↑ 1 p.p.
Nova Zelândia15%14%↑ 1 p.p.
Guiana15%38%↓ 23 p.p.
Trindade e Tobago15%10%↑ 5 p.p.
Angola15%32%↓ 17 p.p.
Gana15%10%↑ 5 p.p.
Islândia15%10%↑ 5 p.p.
Costa do Marfim15%21%↓ 6 p.p.
Madagáscar15%47%↓ 32 p.p.
Bolívia15%10%↑ 5 p.p.
Botsuana15%37%↓ 22 p.p.
Congo15%11%↑ 4 p.p.
Namíbia15%21%↓ 6 p.p.
Fiji15%32%↓ 17 p.p.
Camarões15%11%↑ 4 p.p.
Liechtenstein15%37%↓ 22 p.p.
Maurícia15%40%↓ 25 p.p.
Lesoto15%50%↓ 35 p.p.
Moçambique15%16%↓ 1 p.p.
Macedónia do Norte15%33%↓ 18 p.p.
Zâmbia15%17%↓ 2 p.p.
Uganda15%10%↑ 5 p.p.
Guiné Equatorial15%13%↑ 2 p.p.
Chade15%13%↑ 2 p.p.
Papua-Nova Guiné15%10%↑ 5 p.p.
Zimbábue15%18%↓ 3 p.p.
Malawi15%17%↓ 2 p.p.
Afeganistão15%10%↑ 5 p.p.
Vanuatu15%22%↓ 7 p.p.
Nauru15%30%↓ 15 p.p.
Reino Unido10%10%— (sem alteração)

*Com informações da CNBC e BBC

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