🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

SD ENTREVISTA

Nova Ordem Mundial à vista? Os possíveis desfechos da guerra comercial de Trump, do caos total à supremacia da China

Michael Every, estrategista global do Rabobank, falou ao Seu Dinheiro sobre as perspectivas em torno da guerra comercial de Donald Trump

Ricardo Gozzi
30 de abril de 2025
5:52 - atualizado às 8:41
Silhueta de Donald Trump pegando fogo com bandeira dos EUA no fundo.
Imagem: iStock

A guerra comercial deflagrada por Donald Trump contra o resto do mundo vai muito além de déficits e superávits. Trata-se de uma tentativa dos Estados Unidos de mudar as regras de um jogo ainda em andamento para não sofrer uma derrota definitiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A afirmação é de Michael Every, estrategista global do Rabobank.

“Os Estados Unidos decidiram claramente que, se não agirem agora, perderão o jogo”, disse ele em entrevista concedida ao Seu Dinheiro para fazer um balanço sobre os primeiros 100 dias do segundo governo Trump.

“Pode ser daqui a quatro, oito, 12 anos. Você traça a linha. Mas, do jeito que está, eles vão perder. Estão mudando as regras do jogo”, afirmou Every.

O jogo ao qual o estrategista do Rabobank se refere é a globalização.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, os EUA emergiram como o único país no mundo com capacidade industrial para atender à demanda de seus aliados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com o passar das décadas, à medida que os salários aumentavam e a desigualdade social diminuía, os EUA se transformaram no maior mercado consumidor do mundo e suas indústrias começaram a transferir a produção para países onde a mão de obra era mais barata.

Leia Também

Isso levou ao estabelecimento das empresas multinacionais e ao desenvolvimento de uma cadeia global de suprimentos a partir da década de 1970.

Mais adiante, com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, a impressão era de que a ordem liberal global havia obtido uma vitória incontornável e duradoura.

De produtores, os EUA passaram a ser o principal consumidor final do processo conhecido como globalização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelas regras do jogo dessa nova ordem globalizada, os EUA suportariam déficits comerciais com parte considerável de seus parceiros.

Em troca, o uso disseminado do dólar nas transações e a demanda por Treasurys (títulos da dívida) garantiriam o financiamento da máquina norte-americana.

De quebra, permitiriam aos EUA imprimir dinheiro sem grandes preocupações com inflação interna ou endividamento.

Os efeitos colaterais da globalização

Entretanto, talvez estivesse fora do radar a possibilidade real de algum país emergir do processo de globalização com capacidade de desafiar a hegemonia norte-americana. Eis que surgiu a China para provar o contrário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Simultaneamente, os norte-americanos passaram a conviver com os efeitos colaterais da globalização.

Do ponto de vista social, “isso cria uma enorme desigualdade entre vencedores e perdedores dentro dos Estados Unidos”, diz Every.

Nos âmbitos global e institucional, a polarização internacional entre exportadores (China) e importadores (EUA) enfraqueceu o poder industrial de Washington.

“Com o tempo, isso significa que os EUA não podem desenvolver as Forças Armadas de que precisam para estar em todos os lugares do mundo ao mesmo tempo para impedir uma combinação [entre países considerados inimigos]”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Every vai além e atesta que praticamente “todos os países estão vivenciando, sem ofensa, o que no Ocidente chamamos de brasilianização”.

Brasilianização é um processo por meio do qual o encontro com o futuro é negado e a frustração torna-se parte integrante da realidade social. O termo apareceu pela primeira vez em um artigo do analista Alex Houcholi na revista American Affairs.

Trump tenta passar o trator

Em meio à ascensão chinesa e diante do risco de perder o jogo inventado por seus antecessores décadas atrás, Trump agora vê na guerra comercial a solução para os problemas imediatos.

Para governos e observadores ainda perplexos com a velocidade dos acontecimentos, o problema principal estaria não exatamente nos objetivos, mas na forma como o presidente norte-americano propõe o estabelecimento de um novo sistema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quase todo mundo está moral ou pessoalmente ofendido com o que os Estados Unidos estão fazendo. Quase ninguém simpatiza com o que eles estão fazendo e muito poucos acreditam que o que estão fazendo seja realista”, afirma Every.

No entanto, o estrategista do Rabobank considera essa visão reducionista e diz que um olhar mais objetivo e distanciado indica que a postura do atual inquilino da Casa Branca é qualquer coisa, menos surpreendente.

“As táticas de antes são exatamente as mesmas agora”, diz Every, que já no início do primeiro mandato de Trump apontava em seus relatórios para o risco de colapso da ordem liberal como a conhecemos.

“A diferença é que Trump está oito anos mais velho, então ele entende que não tem tanto tempo de vida. Ele está em um segundo mandato e, apesar das discussões sobre isso, este é seu último mandato como presidente. Portanto, ele tem apenas três anos e meio para realizar uma quantidade incrível de trabalho.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Michael Every, estrategista global do Rabobank.

Há outros aspectos mais relevantes, no entanto.

No primeiro mandato, Trump enfrentava limitações que não existem hoje.

“Antes ele não estava apenas lutando contra a oposição, mas também contra seu próprio partido”, afirma Every.

Hoje, com os democratas enfraquecidos e o Partido Republicano coeso em torno de si, Trump tem liberdade para ser mais radical.

“Portanto, ele pode usar as mesmas táticas, mas pode ser mais radical porque não precisa diluí-las", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Internamente, Trump aproveita o momento para confrontar as instituições. “Uma a uma, ele as está derrotando”, afirma o estrategista.

Fora das fronteiras norte-americanas, ele entende que os EUA exercem força gravitacional suficiente para bancar a guerra comercial.

Na avaliação de Every, para que Trump consiga atingir seus objetivos, uma transformação radical do mundo precisa ocorrer simultaneamente a uma transformação radical dentro dos Estados Unidos.

Mas o que Donald Trump quer, afinal?

“Donald Trump gostaria de ter uma zona de influência comercial sobre a maior parte possível do mundo, onde os EUA mantivessem um comércio equilibrado com seus parceiros, porque todas as tarifas foram eliminadas, todas as barreiras não tarifárias foram derrubadas e o governo exerce um papel relativamente pequeno, exceto em alguns setores onde é necessário para a segurança nacional. Além disso, a regulamentação é incrivelmente frouxa, e a tributação, incrivelmente baixa. Ao mesmo tempo, há controles rígidos sobre a migração e talvez também sobre a movimentação de tecnologia, por razões de segurança nacional”, responde Every.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão então passa a ser: o que esperar da guerra comercial?

“O ponto mais claro com o qual todos podemos concordar é que haverá mais volatilidade, muito mais volatilidade do que já vimos até agora, porque este é apenas o estágio inicial deste processo”, afirma o estrategista. 

No entanto, é impossível prever no momento qual será o resultado da guerra comercial.

Pode ser o caos que tantos antecipam. Pode ser que, depois de um forte solavanco inicial, os Estados Unidos se reindustrializem e saiam fortalecidos como Trump gostaria. Ou então que arrastem o mundo inteiro para uma crise sem precedentes.

Pode ser que a China acelere seu plano de desenvolver um mercado interno de 800 milhões de consumidores. Também pode ser que os países tentem se descolar dos EUA e se aliem em blocos múltiplos sob novas ou velhas regras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há muitas outras especulações possíveis. Não existe bola de cristal capaz de prever o desfecho.

“As possibilidades são infinitas”, afirma o estrategista global do Rabobank.

Every também avaliou as consequências da guerra comercial para o Brasil.

Esse trecho da entrevista pode ser conferido aqui.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
Tecnologia

Demitido na pandemia, ele entrou no TikTok e agora vendeu sua empresa por R$ 5 bilhões; conheça o influenciador que terá um ‘gêmeo digital de IA’

3 de fevereiro de 2026 - 9:27

O “tiktoker” Khaby Lame vendeu sua empresa em um acordo bilionário que envolve criar seu “gêmeo de IA”.

AO INFINITO E ALÉM

Tudo o que se sabe sobre a Artemis 2, a primeira missão tripulada da Nasa à Lua em mais de meio século

3 de fevereiro de 2026 - 9:10

Será a primeira missão com astronautas a bordo da cápsula Orion em um voo de cerca de dez 10 dias ao redor da lua

A VIDA IMITA A ARTE?

Kinea compara Trump ao Capitão América em Guerra Civil: o erro está em ignorar que o campo de batalha mudou

2 de fevereiro de 2026 - 19:14

Para a gestora, presidente dos EUA rompe com as instituições tradicionais para agir de forma mais rápida, porém menos previsível

EM EXTINÇÃO

Esse animal parece um bicho de pelúcia e dificilmente é avistado, mas talvez isso nunca mais aconteça

2 de fevereiro de 2026 - 11:34

Mamífero minúsculo que vive nas montanhas da China, o pika-de-Ili sofre com mudanças climáticas, perda de habitat e isolamento da população

Tecnologia

A estranha relação entre Warren Buffet, uma escada rolante, o ‘profeta’ da crise de 2008 e a bolha de inteligência artificial

2 de fevereiro de 2026 - 10:47

O ‘profeta’ da crise de 2008, Michael Burry, faz alerta sobre a bolha da inteligência artificial (IA) e justifica com história de Buffett

UM OLHO NO PEIXE, OUTRO NO GATO

Corinthians x Arsenal: onde assistir à final de Mundial de Clubes feminino que vai dividir a atenção dos torcedores alvinegros

1 de fevereiro de 2026 - 13:52

Corinthians enfrenta o Arsenal neste domingo (1º), às 15h (de Brasília), no Emirates Stadium, pela final do primeiro Mundial de Clubes feminino promovido pela Fifa

DESTA VEZ DEVE SER BREVE

Acordo no Senado não chega a tempo e governo dos EUA enfrenta paralisação parcial

1 de fevereiro de 2026 - 13:01

Impasse na Câmara mantém shutdown temporário nos Estados Unidos, apesar de acordo entre Trump e democratas e da aprovação, pelo Senado, do financiamento da maior parte do Orçamento até setembro

PROTESTOS

Como a quebra do “Banco Master do Irã” ajudou a desencadear uma onda de protestos no país: por trás do rombo de 5 quatrilhões de riais

30 de janeiro de 2026 - 16:29

Uma combinação de colapso bancário, inflação fora de controle e isolamento internacional ajuda a explicar a onda de protestos no Irã

O QUE ESTÁ EM JOGO AGORA

A escolha de Trump que mexe com o seu bolso: quem é Kevin Warsh e como a troca no comando do Fed afeta os seus investimentos

30 de janeiro de 2026 - 16:25

O Senado norte-americano ainda precisa validar a indicação, e o mercado dá os primeiros sinais sobre o futuro da credibilidade do banco central nos EUA; entenda o que pode acontecer com a bolsa, o dólar, o ouro e a renda fixa agora

CORRIDA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Chrome lança versão turbinada com IA para fazer as tarefas chatas do dia a dia, mas tem um problema

29 de janeiro de 2026 - 17:55

O Google anunciou a assistente de inteligência artificial que ficará integrada ao navegador Chrome. Ela é capaz de marcar médicos, enviar e-mails e até mesmo comprar coisas

SAÚDE PÚBLICA

Vírus Nipah aciona alarme em aeroportos de vizinhos da Índia para evitar disseminação de doença que mata até 75% dos pacientes

29 de janeiro de 2026 - 11:15

Surto de Nipah no leste da Índia leva países asiáticos a retomarem protocolos de triagem, quarentena e alerta sanitário

CULTURA SOB PRESSÃO

Do silêncio de Jennifer Lawrence ao boicote no Kennedy Center: artistas entram em rota de colisão com Trump

29 de janeiro de 2026 - 10:00

Enquanto Jennifer Lawrence defende o silêncio diante da polarização, artistas cancelam apresentações, protestam contra o ICE e entram em choque com a gestão cultural de Donald Trump

MENOS DRAMÁTICO, MAS AINDA TENSO

O Fed seguiu o roteiro e manteve os juros nos EUA. Para onde olhar agora para proteger seus investimentos? 

29 de janeiro de 2026 - 7:05

A decisão de política monetária desta quarta-feira (28) está longe de ser o clímax da temporada, que tem pela frente a substituição de Powell no comando do BC norte-americano

MANTEVE!

Juros param de cair nos EUA como esperado; confira os detalhes da primeira decisão do Fed de 2026

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Mais uma vez, a decisão de não mexer na taxa não foi um consenso entre os membros do Fomc; Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 25 pontos

O FIM ESTÁ PRÓXIMO?

Relógio do Juízo Final avança para 85 segundos da meia-noite: o que isso significa e por que o risco global aumentou

28 de janeiro de 2026 - 14:35

Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947

TODO CUIDADO É POUCO

Enxurrada de dólares esconde gargalos no Brasil e na América Latina. Fitch diz para onde o investidor deve olhar em ano de eleição 

28 de janeiro de 2026 - 14:31

As bolsas dos principais países da região acumulam ganhos de pelo menos 10% em janeiro, mas nem tudo que reluz é ouro e a agência de classificação de risco aponta prós e contras que podem determinar o futuro dos seus investimentos

TOUROS E URSOS #257

O primeiro ano do governo Trump foi surpreendente ou caótico? Veja o que esperar do ano dois

28 de janeiro de 2026 - 13:28

Matheus Spiess, analista da Empiricus, fala no podcast Touros e Ursos desta semana sobre a ruptura de Trump com o ambiente econômico e geopolítico das últimas décadas

PROJETO TRILIONÁRIO

Arábia Saudita cansou de queimar dinheiro com a Neom? Megacidade que seria do tamanho da Bélgica vai encolher

28 de janeiro de 2026 - 12:49

Pressionada por custos elevados, petróleo barato e déficit fiscal, Arábia Saudita redesenha o megaprojeto urbano lançado em 2017

EM BUSCA DO MUNDO

Corinthians x Gotham FC: onde assistir à semifinal do Mundial de Clubes feminino

28 de janeiro de 2026 - 6:57

Corinthians x Gotham FC nesta quarta-feira (28), às 9h30, pela semifinal do Mundial de Clubes feminino da Fifa

EM ALTA

Brasília puxa alta nas buscas por voos da China ao Brasil após isenção de visto

27 de janeiro de 2026 - 16:13

Pesquisas por voos para o Brasil cresceram de forma abrupta logo após a notícia; Pequim, Xangai, Guangzhou, Chengdu, Xiamen e Shenzhen estão entre as cidades de partida mais procuradas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar