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A convocação da AGE foi requerida pelo fundo Saint German, ligado ao empresário Nelson Tanure, com o intuito de destituir o atual conselho e eleger uma nova chapa
A mudança no alto escalão do Pão de Açúcar (PCAR3) agitou os mercados no início de abril e, neste domingo (04), voltou a entrar no radar dos investidores — com sinais de que o empresário Nelson Tanure pode sair perdendo a batalha, mas ganhando a guerra.
Segundo divulgação do Grupo Pão de Açúcar (GPA), o resultado parcial da assembleia geral extraordinária (AGE), marcada para a próxima segunda-feira (05), mostrou que a maioria está a favor da proposta de mudanças no atual conselho de administração da empresa.
Vale lembrar que a convocação da AGE foi requerida pelo fundo Saint German, ligado ao empresário Nelson Tanure, com o intuito de destituir o atual conselho e eleger uma nova chapa.
Além da mudança no alto escalão, o fundo da Trustee já havia apresentado uma proposta para a eleição do novo conselho de administração. Porém, de acordo com os resultados preliminares, os acionistas não estão lá muito inclinados a acatar a sugestão do empresário.
A grande maioria dos investidores votou pela rejeição da proposta. A reprovação recebeu os votos de acionistas detentores de 118,7 milhões de ações.
Além da mudança no conselho, os investidores também vão decidir sobre outras três pautas, que tratam das seguintes questões:
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A varejista anunciou ainda no fim de março que convocaria uma assembleia geral extraordinária (AGE) após o Saint German FIM, um dos acionistas minoritários, solicitar a reunião para votar mudanças no conselho de administração.
Na época, a gestora afirmou que as alterações no Pão de Açúcar buscam uma “maior eficiência e redução de custos”.
“Esperamos contribuir com o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que temos feito em outras companhias. A acolhida por parte dos demais acionistas foi das mais encorajadoras desde o primeiro momento e não temos dúvida de que há muito a realizar e a conquistar nos próximos anos”, disse Tanure, em nota enviada ao Seu Dinheiro, no fim de março.
Vale lembrar que Tanure é conhecido por desempenhar uma gestão ativa nas companhias nas quais é acionista.
Porém, segundo a carta enviada à administração do Pão de Açúcar, o fundo da Trustee não pretende “alterar substancialmente o direcionamento geral dos negócios sociais”.
Ainda assim, o Saint German avalia que o foco da varejista deveria ser a geração de valor e retorno aos acionistas e hoje “há um considerável potencial para essa maximização”, especialmente por meio de práticas focadas na eficiência e redução de custos.
Os investidores vinham mostrando apoio à convocação da AGE. No início de abril, dois nomes de peso se manifestaram a favor da reunião: os acionistas Casino e Ronaldo Iabrudi.
Além da destituição integral do atual corpo administrativo do Pão de Açúcar, o fundo da Trustee também quer discutir a reestruturação do colegiado.
A gestora propõe o número de conselheiros seja fixado em nove cadeiras — a mesma quantidade atualmente em vigor — para um novo mandato unificado de dois anos.
Atualmente, o estatuto do Pão de Açúcar determina que o conselho seja composto por no mínimo três conselheiros e possa atingir, no máximo, 12 membros.
Já para a eleição do conselho de administração, o fundo da Trustee também indica que seja realizada pelo sistema de chapas. A proposta da gestora é a seguinte:
Assim, o novo conselho teria dois representantes indicados por Nelson Tanure: Pedro de Moraes Borba e Rodrigo Tostes Solon de Pontes. Enquanto apenas três membros seriam mantidos no conselho da varejista. Um deles é o atual CEO, Marcelo Pimentel.
A proposta indica Ronaldo Iabrudi para o cargo de presidente do conselho (chairman). Já Cristophe Hidalgo ocuparia a posição de vice-presidente do colegiado.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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