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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

DANÇA DAS CADEIRAS

Troca do alto escalão do Pão de Açúcar (PCAR3) tem apoio dos acionistas, mas chapa de Tanure sai perdendo em resultado parcial

A convocação da AGE foi requerida pelo fundo Saint German, ligado ao empresário Nelson Tanure, com o intuito de destituir o atual conselho e eleger uma nova chapa

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
4 de maio de 2025
10:07 - atualizado às 8:36
Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar
Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar. - Imagem: Divulgação

A mudança no alto escalão do Pão de Açúcar (PCAR3) agitou os mercados no início de abril e, neste domingo (04), voltou a entrar no radar dos investidores — com sinais de que o empresário Nelson Tanure pode sair perdendo a batalha, mas ganhando a guerra.

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Segundo divulgação do Grupo Pão de Açúcar (GPA), o resultado parcial da assembleia geral extraordinária (AGE), marcada para a próxima segunda-feira (05), mostrou que a maioria está a favor da proposta de mudanças no atual conselho de administração da empresa.

Vale lembrar que a convocação da AGE foi requerida pelo fundo Saint German, ligado ao empresário Nelson Tanure, com o intuito de destituir o atual conselho e eleger uma nova chapa.

Além da mudança no alto escalão, o fundo da Trustee já havia apresentado uma proposta para a eleição do novo conselho de administração. Porém, de acordo com os resultados preliminares, os acionistas não estão lá muito inclinados a acatar a sugestão do empresário.

A grande maioria dos investidores votou pela rejeição da proposta. A reprovação recebeu os votos de acionistas detentores de 118,7 milhões de ações.

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Além da mudança no conselho, os investidores também vão decidir sobre outras três pautas, que tratam das seguintes questões:

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  • Se os votos correspondentes às ações podem continuar sendo conferidos à chapa escolhida se um dos candidatos que compõem a chapa escolhida deixar de integrá-la. No resultado preliminar, a pauta foi rejeitada;
  • Se desejam solicitar a instalação do conselho fiscal. A maior parte dos acionistas se absteve em relação à pauta no boletim parcial;
  • Se fixarão em nove o número de membros do conselho de administração para um novo mandato de dois anos. A aprovação liderou na votação inicial.

VEJA MAIS:  A temporada de balanços do 1T25 começou – veja como receber análises dos resultados das empresas e recomendações de investimentos

O pedido de Tanure e o apoio dos acionistas

A varejista anunciou ainda no fim de março que convocaria uma assembleia geral extraordinária (AGE) após o Saint German FIM, um dos acionistas minoritários, solicitar a reunião para votar mudanças no conselho de administração.

Na época, a gestora afirmou que as alterações no Pão de Açúcar buscam uma “maior eficiência e redução de custos”.

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“Esperamos contribuir com o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que temos feito em outras companhias. A acolhida por parte dos demais acionistas foi das mais encorajadoras desde o primeiro momento e não temos dúvida de que há muito a realizar e a conquistar nos próximos anos”, disse Tanure, em nota enviada ao Seu Dinheiro, no fim de março.

Vale lembrar que Tanure é conhecido por desempenhar uma gestão ativa nas companhias nas quais é acionista.

Porém, segundo a carta enviada à administração do Pão de Açúcar, o fundo da Trustee não pretende “alterar substancialmente o direcionamento geral dos negócios sociais”.

Ainda assim, o Saint German avalia que o foco da varejista deveria ser a geração de valor e retorno aos acionistas e hoje “há um considerável potencial para essa maximização”, especialmente por meio de práticas focadas na eficiência e redução de custos.

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Os investidores vinham mostrando apoio à convocação da AGE. No início de abril, dois nomes de peso se manifestaram a favor da reunião: os acionistas Casino e Ronaldo Iabrudi.

A proposta para o conselho de administração do Pão de Açúcar

Além da destituição integral do atual corpo administrativo do Pão de Açúcar, o fundo da Trustee também quer discutir a reestruturação do colegiado.

A gestora propõe o número de conselheiros seja fixado em nove cadeiras — a mesma quantidade atualmente em vigor — para um novo mandato unificado de dois anos.

Atualmente, o estatuto do Pão de Açúcar determina que o conselho seja composto por no mínimo três conselheiros e possa atingir, no máximo, 12 membros.

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Já para a eleição do conselho de administração, o fundo da Trustee também indica que seja realizada pelo sistema de chapas. A proposta da gestora é a seguinte:

  • Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira (Presidente);
  • Cristophe José Hidalgo (Vice-Presidente);
  • Marcelo Pimentel;
  • Helene Esther Bitton (membro independente);
  • Rodrigo Tostes Solon de Pontes (membro independente);
  • Pedro de Moraes Borba (membro independente);
  • Líbano Miranda Barroso (membro independente);
  • Eliana Ambrósio Chimenti (membro independente);
  • Sebastián Dario Los (membro independente);

Assim, o novo conselho teria dois representantes indicados por Nelson Tanure: Pedro de Moraes Borba e Rodrigo Tostes Solon de Pontes. Enquanto apenas três membros seriam mantidos no conselho da varejista. Um deles é o atual CEO, Marcelo Pimentel.

A proposta indica Ronaldo Iabrudi para o cargo de presidente do conselho (chairman). Já Cristophe Hidalgo ocuparia a posição de vice-presidente do colegiado.

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