🔴 5 TÍTULOS DA RENDA FIXA ‘PREMIUM’ PARA INVESTIR AGORA –  CONHEÇA AQUI

Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

SEU DINHEIRO ENTREVISTA

Ser Educacional (SEER3): com ação subindo 126% no ano, CEO diz que nova regulação do EaD é ‘oportunidade’ e aposta no curso de medicina

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jânyo Diniz conta por que enxerga oportunidade com a nova regulamentação, fala sobre os resultados da empresa e o pagamento de dividendos

Bia Azevedo
Bia Azevedo
28 de maio de 2025
6:05 - atualizado às 18:18
Foto de Jânyo Diniz, CEO da Ser Educacional
Imagem: Jânyo Diniz, CEO da Ser Educacional. Imagem divulgação

A Ser Educacional (SEER3) vem se mostrando uma aluna exemplar na bolsa de valores em 2025. Com os papéis subindo 126% desde janeiro, o mercado já reconhece o esforço do turnaround que a empresa vem fazendo nos últimos dois anos

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, nem a “prova” mais temida para o setor — leia-se: a nova regulamentação do ensino à distância, sancionada pelo governo Lula na última semana — parece ser capaz de reduzir o ímpeto dos papéis da companhia, diante dos resultados fortes do primeiro trimestre de 2025 e as iniciativas que vêm sendo promovidas pela diretoria. 

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jânyo Diniz, CEO da Ser Educacional, avaliou a nova regulamentação como positiva para a empresa. Para ele, a principal mudança foi a reintrodução da fiscalização, que deve trazer uma regulação mais rigorosa da oferta no setor.

“Isso é um benefício para nós porque estamos bem estruturados do ponto de vista de laboratórios e de cumprimento da regra até anterior. Isso deve, provavelmente, melhorar a qualidade da oferta. Ou seja,  reduzir muito essa pressão de preço que tem afetado o mercado do ensino à distância”, explica.

Sobre uma possível fusão entre as concorrentes Cogna e Yduqs, que voltou a ser aventada pelo mercado, Diniz afirma que não é uma preocupação. “Qualquer mudança de direção requer tempo, geralmente anos. Enquanto eles estiverem fazendo essa integração, se é que isso acontecerá de fato, a gente está livre para manobrar o nosso navio com mais rapidez, mais velocidade.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja abaixo os principais pontos da conversa com o executivo.

Leia Também

A nova regulamentação do ensino à distância

O governo sancionou o novo marco regulatório para o ensino à distância no Brasil, estabelecendo regras mais rígidas para a oferta dos cursos EaD. 

Uma das principais mudanças é que cursos de direito, enfermagem, medicina, odontologia e psicologia deverão ser ofertados exclusivamente de forma presencial. Cursos presenciais terão, no máximo, 30% de conteúdo à distância, reduzindo o limite anterior de 40%.

Nesta reportagem, o Seu Dinheiro dá mais detalhes sobre as mudanças. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diniz não nega que deve haver mudanças para a Ser, mas, segundo ele,serão marginais. “A gente tem poucos ajustes para fazer e eles serão analisados caso a caso. Conseguimos aliviar o receio de uma nova regra que ficou dois anos sendo discutida, mas agora finalmente saiu”, afirma.

Ele afirma que a empresa já praticava preços acima da média do mercado para o EaD; assim, os custos não devem ser tão afetados. 

O executivo também destaca que a implementação do modelo semipresencial pode trazer benefícios para a empresa, que tem buscado expandir suas operações em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Isso porque a nova modalidade favorece instituições que possuem estrutura para desenvolver esses polos.

Cabe destacar que, para o JP Morgan, Cogna e Ser são as empresas mais afetadas pelas mudanças para os cursos de enfermagem. Já o BTG acredita que players mais expostos ao EaD tendem a se sentir mais. De acordo com um relatório do banco, a Ser aparece como uma das menos afetadas, com cerca de 3% de exposição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados e o programa Ser Solidário

A Ser Educacional teve resultados fortes no primeiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano passado, e chegou a ter o melhor dia de sua história na bolsa no pregão seguinte à divulgação do balanço. Você pode conferir os números nesta reportagem

O CEO atribui esses resultados a três fatores: o processo de reestruturação que vem sendo implementado na companhia, o Ser Solidário — programa de pagamento oferecido para financiar matrículas em cursos de graduação — e o foco em cursos de medicina. 

“Essas três frentes caminharam em paralelo: houve um aumento de 90% na base de cursos de medicina em várias unidades, melhorias operacionais e otimização dos recursos disponíveis. Além disso, a mudança pedagógica proporcionou uma experiência melhor para os alunos, o que refletiu no aumento constante da captação nos últimos três anos”, afirma. 

O programa Ser Solidário havia despertado certa preocupação entre analistas do JP Morgan, que apontavam para possíveis efeitos negativos no fluxo de caixa da companhia. Isso porque se trata de um programa que permite o parcelamento da matrícula para novos alunos do ensino híbrido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa forma de parcelamento facilita o ingresso dos alunos e ajuda na captação, mas adia parte do recebimento integral da matrícula, o que poderia impactar temporariamente o fluxo financeiro da Ser Educacional, segundo um relatório do JP Morgan.

No entanto, o CEO da Ser Educacional destaca que a companhia tem feito provisões para se prevenir da inadimplência com o programa. 

“Esse é o segundo semestre que fazemos o Ser Solidário, ele vai se consolidando em termos de caixa na medida em que vai crescendo. Ele ainda é muito pequeno, mas a gente não olha com nenhuma preocupação quanto ao impacto no caixa, até porque a gente tem uma provisão razoável já para isso”, diz.

De acordo com o balanço do primeiro trimestre de 2025, a provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) relacionada ao programa atingiu R$ 8,9 milhões entre janeiro e março de 2025, contra R$ 4,3 milhões no segundo semestre do ano anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na entrevista, o diretor de Relação com os Investidores, Rodrigo Alves, também estava presente. Ele enfatizou que a alternativa ao programa era conceder descontos na matrícula, o que seria “deixar dinheiro na mesa”. 

“A opção de fazer um parcelamento sempre vai incrementar a geração de caixa, porque mesmo que eu tenha uma influência, é melhor do que conceder esses descontos”, salienta. Ele ainda afirma que o programa foi um avanço importante no sentido de captar alunos, o que deve impactar positivamente na geração de caixa no futuro. 

“Para você ter uma ideia, a inadimplência desse programa é de 23%. Nós estamos provisionando 38%. Ou seja, estamos adotando uma postura conservadora, já que o programa é bastante cauteloso — financia apenas a entrada, e não o valor total do curso”, explica Alves.

O que esperar da Ser Educacional daqui para a frente?

“A ideia é manter o crescimento orgânico mais planejado, reduzir endividamento e melhorar a nossa operação para ter uma melhor geração de caixa”, conta o CEO. Ele aponta para o foco no curso de medicina como uma das principais avenidas de crescimento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estamos realmente apostando nos cursos de medicina, principalmente porque já temos um crescimento garantido. Obtivemos um aumento de 90% das vagas, com 480 novas vagas por ano, além de outras que ainda vão se concretizar. Esse crescimento já foi autorizado pelo MEC e está sendo implementado em nossas unidades, então agora é apenas questão de capturá-lo”, sublinha.

Ele ainda diz que há muito o que ser melhorado internamente, com a possibilidade de otimizar a operação e cortar custos. Diniz diz que não enxerga o mercado se expandindo com muito vigor nos próximos anos. Para ele, o mercado já está maduro.

 “No passado, todo mundo dizia que daqui para frente tudo vai ser diferente. Hoje eu digo:  daqui para frente tudo pode ser igual, nós é que temos que ser diferentes”. 

Ele ainda aponta que “com a captação que realizamos, estamos renovando nossa base de alunos por meio de contratos mais sólidos, com prazos de 3 a 4 anos. Isso nos permite construir uma base mais saudável, capaz de sustentar o crescimento nos próximos dois anos, mesmo que a captação futura seja semelhante ou ligeiramente inferior”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E os dividendos?

“Nós esperamos voltar a pagar dividendos normalmente, aumentando-os gradualmente e dosando esse crescimento com a redução da nossa alavancagem”, pondera o CEO da Ser Educacional. 

A prioridade no momento é a redução na alavancagem — que atualmente está em 1,35 vezes dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação), cerca de 0,6 ponto percentual menor na comparação com o primeiro trimestre de 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TUDO PRA FICAR COM ELA

CVM chama a atenção da Braskem (BRKM5), que presta explicações sobre negociações de fatia da empresa — e revela mais um interessado

28 de agosto de 2025 - 16:08

O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica

OPERAÇÃO POLICIAL

Fintechs invisíveis e o “banco paralelo” do PCC: como criminosos se aproveitaram da Faria Lima para desviar bilhões

28 de agosto de 2025 - 14:27

Da Faria Lima às contas digitais, a Polícia Federal e a Receita miram centenas de empresas e pessoas físicas em um esquema de lavagem de dinheiro, estelionato e fraude fiscal

SANGUE NOVO

Petrobras (PETR4) recebe a indicação de novo membro do conselho de administração; saiba quem é o escolhido pelo governo

28 de agosto de 2025 - 13:05

A indicação foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após mudanças que envolveram a renúncia do presidente do colegiado

TOC, TOC, TOC

Quem é a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil e que agora está na mira da Receita Federal

28 de agosto de 2025 - 10:37

Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag se tornou a oitava maior gestora de recursos do Brasil — mas hoje ganha os holofotes por conta de uma operação da Receita contra o crime organizado

SOLUÇÃO A CAMINHO

Conselho de administração da Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações para deixar de ser negociada como penny stock

27 de agosto de 2025 - 20:14

Na esteira do anúncio, a operadora também informou que adiou novamente a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano

RISCO NO VAREJO

Corra de Magazine Luiza (MGLU3) e de Casas Bahia (BHIA3): por que esse banco cortou o preço-alvo e diz que é para vender as ações

27 de agosto de 2025 - 19:26

No caso do Magalu, o preço-alvo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,50. Para Casas Bahia, a baixa foi de R$ 3 para R$ 2,50.

BALANÇO DO 2T26 FISCAL

Nvidia (NVDC34) supera previsão de lucro e receita, mas mercado torce o nariz para esse resultado. A culpa é de Trump?

27 de agosto de 2025 - 18:13

A gigante de chips está no centro da corrida pela inteligência artificial entre EUA e China; saiba o que pesou para as ações da empresa caírem 5% após da divulgação do balanço nesta quarta-feira (27)

DA TERRA À MARTE

Starship de Elon Musk, a maior espaçonave do mundo, faz lançamento bem sucedido após sequência de testes explosivos

27 de agosto de 2025 - 17:13

Com 123 metros de altura, a nave foi lançada por volta das 20h30 (horário de Brasília), na última terça-feira (26), das instalações da SpaceX, no Texas

nada de agulhas

Mais forte que Ozempic, mas sem a dor da picada: rival da Novo Nordisk vai pedir aprovação de novo remédio para perda de peso em pílula ainda este ano 

27 de agosto de 2025 - 15:34

Nova aposta da Eli Lilly mostrou maior perda de peso que o Ozempic e, por ser em comprimido, pode atrair pacientes que fogem das injeções

BATALHA DE MARCAS

Nubank, Banco do Brasil e Itaú disputam a preferência do brasileiro — mas um desses bancos já está ganhando a batalha

27 de agosto de 2025 - 15:25

Pesquisa mostra que os bancões tradicionais ainda dominam em lembrança, mas perdem terreno quando os assuntos são relevância e preferência

HORA DE COMPRAR?

São Martinho (SMTO3) na liderança do Ibovespa: o que está por trás da arrancada da ação?

27 de agosto de 2025 - 14:20

O Citi elevou a recomendação dos papéis de neutra para compra, com as principais preocupações sobre a empresa dissipadas; entenda

A TAREFA É HERCÚLEA

Uma rival para a Nvidia está nascendo na China? Cambricon tem lucro recorde, receita 4.000% maior e valor mais do que dobra na bolsa

27 de agosto de 2025 - 14:01

O tamanho da missão da chinesa poderá ser medido depois o fechamento dos mercados nesta quarta-feira (27), quando a norte-americana divulga o balanço do segundo trimestre

CHEGOU A HORA

Nvidia (NVDA34) divulga resultados hoje; saiba o que esperar do balanço da ‘protagonista’ da guerra comercial entre EUA e China

27 de agosto de 2025 - 13:05

A fabricante de chips afirmou que espera ter um impacto de US$ 8 bilhões em seu lucro no segundo trimestre devido ao tarifaço do republicano sobre o mercado chinês

O QUE ESPERAR

Troca de CEO da Americanas (AMER3) é bom sinal — mas o pior ficou mesmo para trás? Saiba o que ela representa para o investidor

27 de agosto de 2025 - 12:47

Com dívida reduzida e novo comando, Americanas tenta deixar para trás a fase de crise e reconquistar espaço em um varejo cada vez mais dominado por rivais globais

HORA DE COMPRAR?

Oncoclínicas (ONCO3) interrompe sequência de perdas e dispara na bolsa hoje; entenda o que mudou o humor dos investidores

27 de agosto de 2025 - 12:40

Na avaliação do Safra, a transação foi estratégica, porém a alta alavancagem continua sendo um problema para a companhia

AO INFINITO E ALÉM

JBS (JBSS32) entrará no índice FTSE US; ação alcança nova máxima histórica

27 de agosto de 2025 - 11:40

O movimento é visto como estratégico para atrair um leque mais amplo e diversificado de investidores

DEJA VU

São Paulo vai voltar ao ‘volume morto’? Entenda a decisão da Sabesp de diminuir a pressão da água nas torneiras durante a madrugada

27 de agosto de 2025 - 10:49

Medida da Sabesp busca economizar água em meio à queda histórica dos reservatórios, que voltam a níveis semelhantes à crise hídrica de 2014 e 2015

FIM DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Após Chapter 11, Gol (GOLL54) quer ampliar as rotas na América do Sul; saiba que países estão na mira

27 de agosto de 2025 - 9:44

Apesar de os planos ainda estarem em fases de estudo, empresa pode retomar rotas que foram suspensas durante a pandemia e ainda não voltaram à sua malha

MERCADO INTERMEDIÁRIO

Quem quer abrir capital? Startup BEE4 cria concurso para levar 10 pequenas e médias empresas (PMEs) até a listagem

27 de agosto de 2025 - 9:02

A ‘bolsa’ de PMEs vai ajudar as vencedoras a tirarem registro na CVM e poderem emitir dívida ou ações

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Small cap que trata e ‘valoriza’ o seu lixo sobe 145% desde o IPO e sonha em ser grande; CEO da Orizon (ORVR3) conta como pretende chegar lá

27 de agosto de 2025 - 6:04

Em entrevista ao Seu Dinheiro, o CEO Milton Pilão apresenta a empresa, conta o segredo para dobrar de valor na bolsa e lista as avenidas de crescimento daqui em diante

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar