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A carteira investe em ativos com valuation atrativo e é focada em empresas que se beneficiam ou abordam temas ambientais, sociais e de governança
A carteira ESG do BTG Pactual recomendada para o mês de junho apresenta duas novidades: a entrada de Cyrela (CYRE3) e Rumo (RAIL3), que substituem SLC Agrícola (SLCE3) e Localiza (RENT3) — ambas haviam ingressado no portfólio em maio.
O ingresso da Cyrela foi patrocinado pelo banco de terrenos de alta qualidade da companhia, exposição ao programa defensivo Minha Casa Minha Vida (MCMV), valuation atrativo e potencial para superar os pares, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador.
No caso da Rumo, os volumes de frete em recuperação, capex controlado, menor alavancagem, cenário regulatório estável e valuation atrativo pavimentaram a entrada na carteira de junho.
Para fazer parte do grupo, segundo o BTG, as empresas precisam aliar rentabilidade e boas práticas ambientais, sociais e de governança — com base em metodologia própria de avaliação.
Confira abaixo as 10 ações que compõem a carteira ESG de junho do BTG Pactual, com os principais motivos levantados pelo banco para inclusão ou permanência no portfólio.
A Copel (CPLE6) foi mantida na carteira devido à nova política de dividendos. A expectativa é de que a nova estrutura de distribuição de proventos possa gerar uma valorização de 20% a 25% nos múltiplos da ação, equiparando-a às principais pagadoras de dividendos do mercado.
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A Equatorial (EQTL3), de acordo com o BTG, apresenta-se como uma excelente tese de investimento de longo prazo, negociando com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 10,3%.
A companhia é líder no setor e representa uma forma eficiente de se expor à nossa visão de que as taxas reais de longo prazo estão assimetricamente elevadas.
No ESG, a Equatorial foca na sustentabilidade com descarbonização, gestão de recursos naturais, recuperação de ecossistemas, cuidado com stakeholders, inovação, digitalização, integridade e governança ESG.
Com 27 milhões de clientes, a empresa tem um canal digital de atendimento e o programa E+Comunidade, que já impactou 300 mil clientes com educação sobre energia elétrica.
A Orizon (ORVR3) oferece uma TIR real atrativa, receitas previsíveis e diversas opcionalidades de crescimento em um setor ainda bastante fragmentado.
No ESG, os negócios da Orizon são uma solução para alguns dos principais desafios de ESG, especialmente a gestão de resíduos.
A empresa também tem uma estratégia de melhorar suas práticas de ESG internamente, especialmente relacionadas à segurança, diversidade e treinamento/desenvolvimento de funcionários.
No setor financeiro, o Itaú (ITUB4) permanece em destaque na carteira. Apesar do potencial de valorização mais limitado após a alta acumulada no ano, a tese da empresa é reforçada pelos sólidos resultados do primeiro trimestre, a forte geração de capital e o foco da gestão em eficiência, posicionando-a como uma das melhores oportunidades de investimento ajustadas ao risco no Brasil.
No ESG, o Itaú visa reduzir 50% das emissões de carbono de escopo 3 até 2030 e ser neutro em emissões até 2050, lançando plataformas de compromissos climáticos e compensação de carbono.
Socialmente, o banco foca na relação com clientes, buscando melhorar o NPS e promover educação financeira, além de ter entre 40% e 45% de mulheres na liderança até o final deste ano.
No Nubank (ROXO34), as tendências positivas do primeiro trimestre e sinais de aceleração da receita no Brasil indicam forte potencial de recuperação.
A estratégia ESG do Nubank foca no social, com inclusão financeira e experiência do cliente como pilares, suportados por inovação, atração/retenção de talentos e diversidade.
A Cosan (CSAN3), segundo o BTG, está tratando com urgência sua estrutura de capital em meio aos juros elevados, com potencial relevante de desalavancagem e transferência de valor da dívida para o equity.
No ESG, a Cosan foca em mitigação e adaptação climática. A empresa monitora as emissões de gases de efeito estufa (GEE), investe em eficiência energética, renováveis e inovação.
Além disso, gerencia riscos climáticos com matrizes integradas e atualizadas, aumentando competitividade e atratividade para investidores através de soluções de baixo carbono e ativos resilientes, reforçando a sustentabilidade.
A Lojas Renner (LREN3) apresentou resultados sólidos no primeiro trimestre, conta com um cenário aprimorado no segundo trimestre e está negociando a um múltiplo atrativo de 11x preço sobre o lucro (P/L) para 2026, o que sustenta o momentum e o potencial de valorização, apesar de um ambiente mais competitivo.
O Mercado Livre (MELI34) segue com alto potencial de crescimento em longo prazo (compounder), impulsionado pela expansão robusta em e-commerce e fintech, além de boa rentabilidade e maior alavancagem operacional.
A estratégia ESG do Mercado Livre integra inclusão e sustentabilidade em suas operações, de acordo com o BTG.
A gigante do e-commerce democratiza o acesso a serviços financeiros e comércio eletrônico, fomenta o empreendedorismo e adota embalagens sustentáveis, reduzindo resíduos e otimizando a logística. Além disso, o Mercado Livre promove a diversidade e um ambiente de trabalho inclusivo.
A Rumo (RAIL3) teve um início de ano fraco devido ao atraso na colheita de soja e incertezas sobre fretes. Contudo, há sinais de melhora impulsionados pela recuperação de preços e volumes, desaceleração de investimentos, menor preocupação com a alavancagem da Cosan e ausência de surpresas regulatórias.
Esses fatores, somados a um valuation atrativo (7x Ebitda 2025) e performance abaixo da média, reforçam a visão positiva do BTG.
No ESG, a Rumo contribui para a redução de emissões de carbono no Brasil ao expandir operações ferroviárias, modal menos poluente que o rodoviário, predominante no país.
A estratégia ESG da companhia foca em eficiência, segurança, inovação e orientação ao cliente, atuando como agente de transformação nas regiões onde opera.
A Cyrela (CYRE3) apresentou fortes resultados operacionais no primeiro trimestre de 2025 (aumento de 41% das vendas na comparação anual) e banco de terrenos que deve sustentar lançamentos e vendas.
Além disso, a empresa aumenta a exposição ao Minha Casa Minha Vida via Vivaz, Cury e Plano&Plano – 40% do lucro já vem do MCMV, que é mais defensivo em cenário desafiador.
De acordo com os analistas do BTG, a Cyrela continuará superando concorrentes e ganhando participação de mercado, mesmo com um macro desafiador. A ação é negociada a um atrativo P/L de 5x para 2025.
No ESG, a Cyrela baseia sua estratégia de sustentabilidade em quatro pilares: governança, planeta (meio ambiente), pessoas e prosperidade (inovação). Para cada um, a empresa identificou riscos e oportunidades, criando estratégias específicas.
A carteira ESG do BTG Pactual segue uma metodologia que combina análise fundamentalista com critérios ESG. O processo envolve:
O portfólio é revisado mensalmente e pode incluir empresas com padrões ESG ainda em desenvolvimento, desde que o potencial de valorização justifique.
Nos últimos 30 dias, a carteira ESG do BTG registrou queda de 0,4%, superando o desempenho do Ibovespa (-0,7%), mas com uma performance abaixo do benchmark S&P/B3 (+0,9%).
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