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Ainda que a rentabilidade esteja no centro da estratégia traçada por Marcelo Noronha, o CEO não quer cortar investimentos — e revelou de onde virá o ganho de ROE no futuro
Desde o início do processo de reestruturação do Bradesco (BBDC4), no começo de 2024, o mercado se questiona sobre quando o banco voltará a entregar a tão sonhada rentabilidade de 20%. E o CEO Marcelo Noronha avisa: “ROE a gente não promete, a gente entrega”.
“Estamos nos aproximando cada vez mais do custo de capital. Seguimos nossa linha de step by step, porque não paramos de investir na transformação e naquilo que precisamos fazer, para aumentar a competitividade no curto e longo prazo do banco, do grupo segurador e de outras coligadas. Continuaremos investindo”, disse o executivo, durante coletiva com jornalistas nesta quinta-feira (30).
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do Bradesco chegou a 14,7% no terceiro trimestre — ligeiramente abaixo das projeções de analistas, mas 2,3 pontos percentuais acima do resultado de um ano atrás.
A rentabilidade ainda está distante dos patamares de rivais privados como o Santander (SANB11), mas o avanço reforça a visão de que o turnaround do banco está ganhando tração.
Embora costume sempre manter os pés no chão, o CEO do Bradesco fez uma previsão para a rentabilidade: logo mais, o indicador irá superar o custo de capital. “Normalmente, eu não faço promessas, mas já estamos batendo à porta dele. Então ele virá.”
O executivo mantém uma visão otimista para o quarto trimestre e para 2026, mesmo diante das dificuldades de operar no Brasil. “Falar de Brasil e achar que não tem desafio é conversa; sempre tem. Mas estamos habituados com esse mercado. Por isso, meu olhar é focado na operação e na continuidade do nosso negócio com força”, afirmou.
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De acordo com Noronha, o crescimento da rentabilidade virá principalmente da expansão das receitas, acompanhada de um controle rigoroso das despesas.
Mesmo com investimentos contínuos em tecnologia, dados e inteligência de crédito — e a contratação de mais de 200 profissionais seniores —, o banco tem conseguido manter custos sob controle, segundo o executivo.
O CEO também deixou claro que o Bradesco não pretende reduzir investimentos daqui para frente, embora continue focado no ganho de eficiência.
“Sempre trabalhamos para ganhar eficiência operacional, mas não vamos parar de investir para ganhar competitividade. Não é necessariamente assim que você constrói o ROE. Ele é uma combinação de competitividade e eficiência: gastar menos por transação, mas crescer mais. O negócio é dinâmico, se surgir uma oportunidade de gastar R$ 1 bilhão para ganhar R$ 2 bilhões, nós vamos fazer”, afirmou.
O diretor financeiro (CFO), Cassiano Scarpelli, acrescentou que a melhora do índice de eficiência será um dos principais impulsionadores de rentabilidade futura. “É um grande driver de ROE que ainda não está precificado.”
Vale lembrar que o Bradesco se comprometeu a reduzir o índice de eficiência para 40% até 2028 — mas o indicador segue travado em 50% há trimestres. Lembrando que, quando se fala de eficiência, quanto menor o indicador, mais ágil e azeitado é o banco.
Hoje, as ações do Bradesco operam no vermelho e lideram a ponta negativa do Ibovespa, após uma leitura somente “ok”, mas sem brilho, do mercado sobre o balanço do terceiro trimestre. Por volta das 13h, BBDC4 caía 2,50%, a R$ 18,36.
Quanto à inadimplência futura, Noronha avalia que o indicador deve permanecer sob controle no futuro, sem grandes riscos de aumento de devedores nos próximos meses.
“Eu não vejo aumento de inadimplência, estaremos bem equilibrados. Estamos muito tranquilos em relação à nossa carteira, que é quase 60% colateralizada”, afirmou o executivo.
No terceiro trimestre, o índice de devedores acima de 90 dias ficou em 4,1%, estável frente aos três meses anteriores.
As provisões contra calotes, no entanto, cresceram 20,1% em relação ao ano passado e 5,1% frente ao trimestre anterior, somando R$ 8,56 bilhões.
O aumento, segundo o banco, está ligado a “operações específicas do segmento atacado” — e o mercado leu essa referência como um aceno ao caso Ambipar (AMBP3).
Um gestor de ações ouvido pelo Seu Dinheiro avalia que a elevação nas provisões acendeu um alerta entre investidores, que temem um eventual crescimento de provisão devido a casos de recuperações judiciais em grandes empresas.
Ainda assim, Noronha minimizou o risco de uma crise de crédito generalizada: “De jeito nenhum. São situações pontuais e não vejo novos casos relevantes”, afirmou.
De acordo com o executivo, ao avaliar as empresas listadas na B3, o grau médio de alavancagem das companhias brasileiras está controlado. “Tem casos pontuais, setores com um pouco mais de risco, e o mercado consegue enxergar isso. Mas não tem crise à vista, não. Estamos em uma situação boa, não vejo nenhum desvio de crédito. Mas tem casos pontuais que devem ser observados.”
Apesar de não ver uma catástrofe no horizonte, o CEO do Bradesco ressaltou que, com os juros reais acima de 10%, o banco segue seletivo, priorizando operações com garantias reais e mantendo o apetite de risco moderado.
“Esse nível de juro real pressiona alguns setores e empresas com margem mais comprimida, o que dificulta que elas paguem o serviço da dívida. Por isso temos um apetite moderado: temos uma avaliação de crédito rigorosa, mas nem por isso estamos crescendo pouco. Estamos muito tranquilos em relação à qualidade do que temos de carteira.”
A consolidação da carteira do Banco John Deere — após a compra de 50% da operação no início deste ano — gerou incerteza sobre o aumento da inadimplência no agronegócio. Mas Noronha tratou de afastar o pessimismo.
Segundo ele, a pulverização natural da carteira do banco explica parte do aumento de atrasos, mas o Bradesco opera “eminentemente com garantias”.
“É natural que ele [John Deere] tenha uma pulverização maior de equipamentos, para diferentes tamanhos do agro, e que carregue alguma inadimplência com uma boa recuperação no tempo. Temos crescido, estamos muito mais restritos que outros operadores aqui do agribusiness brasileiro e operamos com garantias. Estamos bem seguros em relação ao portfólio”, destacou o executivo.
Embora outros players do setor financeiro ainda vejam com preocupação os próximos trimestres para o agronegócio, o CEO do Bradesco afirmou que não enxerga, “de jeito nenhum”, o setor com preocupação.
“O agro continua sendo uma oportunidade. No curto prazo, você pode ter um soluço um pouco maior, mas isso não tira o sono, nem gera preocupação, nem tira as oportunidades que temos nesse setor. Esse é, talvez, o setor mais dinâmico da economia brasileira, e a tendência é de crescimento.”
Dessa forma, o Bradesco afirmou que não pretende desacelerar as concessões para o agro. Segundo Noronha, o banco deve “manter naturalmente o crescimento em crédito, nas modalidades em que o banco já vem crescendo”.
Mas o executivo reforçou a análise mais rigorosa do crédito rural, com equipes de agrônomos espalhados junto aos times comerciais para avaliar de forma mais próxima o risco de crédito junto ao banco.
A margem financeira total do Bradesco chamou atenção no balanço ao alcançar novo recorde no trimestre, sustentada pelo desempenho da margem com clientes, com ganhos relevantes de receitas.
O CFO do banco ressaltou que as receitas robustas permitiram antecipar provisões e acelerar o plano de transformação do banco, fortalecendo o balanço. “Entregamos o step by step da rentabilidade e estamos fazendo um plano de transformação bastante acelerado. Esse resultado nos dá tranquilidade de que conseguiremos ir ainda mais longe."
Por outro lado, a margem com o mercado — ligada aos ganhos com tesouraria — gerou questionamentos entre analistas.
Diante disso, o diretor financeiro do Bradesco rebateu as dúvidas e disse que o resultado não foi fraco, especialmente diante do cenário de juros altos.
Segundo ele, a gestão de ativos e passivos (ALM) do banco deve fechar o ano com lucro de R$ 1 bilhão, sustentado pela boa performance das mesas de clientes e de trading.
“O ALM é a ponta que mais tem sofrido com a subida de juros, mas a nossa tesouraria fez um trabalho importante de equilíbrio das posições pré-fixadas. Já avisamos que o terceiro e quarto trimestres seriam super desafiadores em cima da nossa carteira pré-fixada versus a pós-fixada, mas conseguimos equilibrar o resultado e seguimos com esse soft guidance de R$ 1 bilhão para o final do ano”, disse Scarpelli.
Mesmo assim, o CFO projeta que o próximo trimestre traga uma margem de mercado igual à deste período — mais tímida, mas ainda no campo positivo.
Entre os pontos mais positivos do balanço, a Bradesco Seguros continuou a brilhar. O CEO da divisão, Ivan Gontijo Júnior, destacou que o grupo mantém conforto em relação à rentabilidade e vê 2026 com otimismo.
“O resultado industrial vem crescendo acima do resultado financeiro. Isso demonstra a robustez e, acima de tudo, a consistência dos números do Grupo Bradesco de Seguros”, afirmou Gontijo.
O presidente da Bradesco Seguros prevê um crescimento de 10% da divisão no próximo ano, com redução de sinistralidade em todas as linhas de negócio e um portfólio cada vez mais diversificado em termos financeiros.
O bom desempenho da unidade de seguros tem sido um dos pilares do turnaround do Bradesco — e, segundo Gontijo, continuará sustentando a expansão do banco. “Olhamos de forma muito positiva para os próximos anos”, acrescentou o executivo.
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