Presidente do conselho de administração da Petrobras (PETR4) deixa o cargo; entenda por que ele renunciou
A saída de Pietro Adamo Sampaio Mendes acontece em um momento no qual a estatal anuncia planos de voltar para os segmentos de gás de cozinha e distribuição

A Petrobras (PETR4) passará por mudanças após a renúncia de Pietro Adamo Sampaio Mendes dos cargos de presidente e membro do conselho de administração da estatal nesta quarta-feira (20).
O executivo deixa a liderança na Petrobras para assumir a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) — sua aprovação foi confirmada pelo Senado na última terça-feira (19) para um mandato de 5 anos.
A indicação de Mendes havia sido informada pela estatal em dezembro do ano passado. O mandato foi aprovado com 46 votos favoráveis e um contrário no plenário. Agora, caberá ao governo oficializar a nomeação no Diário Oficial da União.
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Segundo o estatuto social da Petrobras, o conselho de administração pode eleger o substituto quando há vacância no cargo de presidente, válido até a próxima assembleia programada.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras afirma que Mendes deixou seu agradecimento aos colegas de conselho, à diretoria executiva liderada por Magda Chambriard e às equipes da estatal pela colaboração durante seu período à frente do conselho de administração.
O governo pode influenciar na escolha do novo presidente do conselho da Petrobras?
Especialmente por ser o acionista majoritário, o governo pode influenciar na escolha do presidente do conselho da estatal — a União, como controladora da companhia, indica a maioria dos membros do conselho que, por sua vez, elege a presidente e os diretores da petroleira.
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A saída de Mendes acontece em um momento importante para a Petrobras, que recentemente anunciou o interesse em voltar ao segmento de gás de cozinha e de distribuição.
A novidade deixou o mercado com o pé atrás já que são áreas que demandam muito investimento em logística e têm margem apertada. Além disso, sinalizações prévias do governo Lula de que o preço do botijão está elevado levantaram desconfiança entre investidores do uso político da estatal para baixar o valor do gás para o consumidor final.
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