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Entre as novidades do decreto assinado pelo presidente Lula está o veto a cursos à distância nas áreas de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia

O marco regulatório para o ensino à distância (EaD) recebeu elogios dos CEOs das maiores empresas de educação da bolsa brasileira, a Cogna (COGN3) e a Yduqs (YDUQ3), mas deve deixar as coisas mais caras para ambas.
De acordo com a Reuters, os presidentes-executivos das duas empresas elogiaram a medida em um evento nesta quarta-feira (21), afirmando que as novas regras trazem alinhamento nos formatos pedagógicos, embora também devam significar custos maiores.
Entre as novidades do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana está o veto à oferta de cursos EaD nas áreas de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia.
Apesar das afirmações positivas dos CEOs, na bolsa, as ações caíram com força. Entre a última sessão e hoje, a Cogna perdeu mais de 10% do seu valor. Já a Yduqs chegou a cair 8% entre a máxima e a mínima da semana.
No fechamento do pregão de hoje, os papéis da COGN3 operavam com queda de 1,76%, negociadas a R$ 2,79. Já a YDUQ3 caiu 1,27%, a R$ 14,78.
“Tenho uma visão bastante positiva em relação ao novo marco regulatório [...] Ele traz aspectos que são positivos no sentido de alinhamento”, afirmou Roberto Valério, CEO da Cogna.
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De acordo com a Reuters, a fala aconteceu durante seminário sobre o tema promovido pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Rio de Janeiro (Semerj).
O que mudou para Valério? Com as definições um pouco mais claras, o novo marco reduz a possibilidade de construção de formatos pedagógicos muito diferentes, como se vê hoje no mercado.
Eduardo Parente, CEO da Yduqs, também elogiou o marco da EaD, destacando a relevância para a democratização da educação e a necessidade de que esse processo ocorra com qualidade, sendo a regulação um passo importante nesse sentido.
Mas ele também ressaltou que as novas regras irão “custar dinheiro”, apesar do objetivo ser encontrar formas tecnológicas de absorver os ônus e não repassar isso para o aluno.
Ambos os CEOs também destacaram a importância do prazo de dois anos para a adaptação ao novo regulamento.
“Esse prazo de transição é muito importante”, afirmou Valério.
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