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Segundo o comunicado, o aumento da posição acionária tem como objetivo viabilizar o envolvimento de Michael Klein na gestão da Casas Bahia (BHIA3)
Após comunicar ao mercado seus planos de retornar ao conselho da Casas Bahia (BHIA3), Michael Klein deu mais um passo para alcançar o objetivo.
O filho do fundador da varejista anunciou que aumentou a posição acionária na companhia, passando a deter aproximadamente 10,42% em ações.
Até então, o empresário tinha cerca de 9,49% do capital social total da Casas Bahia.
Já circulavam rumores que Klein havia participado de parte da ala compradora das ações BHIA3 na última semana. Em março, os papéis apresentaram valorização de quase 240% devido a um movimento atribuído majoritariamente ao desenrolar de um short squeeze.
Segundo o comunicado enviado à companhia, o aumento da posição acionária tem como objetivo viabilizar o envolvimento de Klein na gestão da companhia, “especialmente por meio da eleição de candidatos por ele indicados (incluindo a si próprio) a membros do conselho de administração”, disse em nota.
Porém também informou que a operação não visa alterar a composição do controle da Casas Bahia. Vale lembrar que a varejista é hoje uma “true corporation”, com capital pulverizado na bolsa e sem um acionista controlador.
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Na terça-feira (1), o empresário havia pedido a convocação de uma assembleia geral de acionistas (AGE) para propor sua volta como presidente do conselho (chairman).
Klein deixou o conselho em 2020, quando a varejista ainda operava sob o nome Via Varejo. Na época, ele foi substituído pelo filho Raphael Klein na presidência do colegiado.
Além de propor o seu retorno ao cargo, o empresário também colocou em discussão a eleição de Luiz Carlos Nannini como membro independente do conselho. Nannini hoje atua como membro de comitês de auditoria de empresas como Santander, Grupo Aegea, Eucatex e Grupo Fleury.
Para a eleição de ambos, Klein propôs a destituição de dois membros atuais do conselho da Casas Bahia (BHIA3): Renato Carvalho do Nascimento, o atual presidente do colegiado, e Rogério Paulo Calderón Peres, que ocupa a posição de conselheiro independente da varejista.
Segundo apuração do Pipeline, do Valor Econômico, Klein estaria travando conversas com outros investidores para somar cerca de 30% em votos.
Com a eleição do empresário e Nannini, o conselho de administração da Casas Bahia permaneceria com a mesma estrutura: composto por cinco membros, sendo dois independentes, com mandato unificado de dois anos.
De acordo com o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem, o pedido de substituição parcial de membros do conselho consiste em “mero exercício do direito dos acionistas MK, de propor mudanças na administração da companhia”.
Segundo a carta enviada à Casas Bahia, Klein acredita que as mudanças propostas, se aprovadas, “abrirão espaço para que sejam dadas novas, relevantes e valiosas contribuições para o planejamento estratégico da companhia, em busca da retomada da rota de crescimento de seus negócios e geração de valor aos seus acionistas”.
Ao mesmo tempo, como a proposta prevê a preservação de parte da atual gestão, garantiria “a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos meses, sem causar movimentos disruptivos”.
O Grupo Casas Bahia afirma que o pedido está em análise pelos seus órgãos competentes e, uma vez cumpridos os requisitos aplicáveis, a companhia convocará a AGE, dentro do prazo legal.
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