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Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia
Os resultados do terceiro trimestre (3T25) da Localiza (RENT3) deixaram os analistas mais confiantes no futuro da companhia. Prova disso é que o BTG Pactual revisou para cima as estimativas e retomou o otimismo com as ações.
“Sabemos que estar otimista com Localiza nos últimos dois anos foi mais que doloroso. Mas, desta vez, acreditamos que a tese de alta é mais direta e tem upside”, escreveram os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia, Samuel Alkmin e Marcel Zambelo.
O banco reiterou a recomendação de compra para Localiza e elevou o preço-alvo de R$ 53 para R$ 55 no final de 2026 – o que representa um potencial de valorização de 28% sobre o preço de fechamento de segunda-feira (24). A revisão aconteceu após quatro dias da última atualização.
Nesta terça-feira (25), RENT3 tem desempenho positivo e já chegou a operar entre as maiores altas do Ibovespa. Na primeira hora do pregão, os papéis lideraram os ganhos do índice, com avanço de 2,58% (R$ 44,08). Por volta de 13h30 (horário de Brasília), as ações subiam 0,58%, a R$ 43,22.
Para os analistas do BTG, a expansão dos múltiplos, o aumento do lucro e a ausência de revisão dos números para baixo pelo mercado –– considerado o mais importante –– norteiam a retomada da visão otimista sobre a companhia.
Na avaliação da equipe, a expansão dos múltiplos no terceiro trimestre deve-se, principalmente, ao menor custo de capital, “que gera vários efeitos positivos” para a Localiza.
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“Ainda não estamos considerando crescimento ou retornos melhores como motor de expansão de múltiplos. Por enquanto, a história é sobre custo de capital”, dizem os analistas em relatório.
“Também acreditamos que o impairment maior do que o necessário cria um lucro potencial que pode ser apropriado ao longo de 2026, o que deve, no fim, garantir que o mercado não revise os números para baixo”, acrescentam.
O BTG Pactual elevou a estimativa para lucro líquido da Localiza no próximo ano, para R$ 4,2 bilhões, o que implica em um crescimento de 25% ano contra ano, e espera uma continuidade do avanço em 2027.
“Assumindo múltiplos subindo levemente para 13x (+20%) e lucro líquido crescendo cerca de 25% ao ano, temos por volta de 45% de ganhos em 2026. E é isso, cerca de 45% já é suficiente para nossa equipe”, escreveram os analistas.
O cenário macroeconômico também reforça a tese otimista para a companhia. “À medida que o mercado discute e antecipa o início do ciclo de cortes de juros até o final de 2025, começamos a ver expectativas crescentes de algumas empresas […] e a Localiza se encaixa bem nesse grupo, pois acreditamos que ela oferece uma forma alavancada de se beneficiar de juros mais baixos.”
Nas contas dos analistas, uma queda nos juros pode resultar em uma “alta natural” no valor das ações e menores custos de financiamento para capex (investimentos), além de um ambiente mais favorável para a indústria automotiva.
LEIA TAMBÉM: Conheça as análises da research mais premiada da América Latina: veja como acessar os relatórios do BTG Pactual gratuitamente com a cortesia do Seu Dinheiro
Além do BTG Pactual, o Itaú BBA também reforçou a visão otimista para as ações da Localiza após os resultados do 3T25.
Em relatório divulgado na semana passada, os analistas do banco elevaram a projeção de lucro líquido para R$ 4,1 bilhões em 2026, ligeiramente acima do consenso de mercado de R$ 4 bilhões.
Na ocasião, o BBA revisou o preço-alvo de RENT3 de R$ 50 para R$ 54 – o que representa um potencial de valorização de 25,7% sobre o preço de fechamento de ontem (24). A recomendação de compra foi mantida.
Para os analistas, a locadora de veículos continua como uma boa alternativa diante de uma melhora no sentimento macroeconômico, em meio a expectativa de um início de um afrouxamento monetário no próximo ano.
O banco, porém, afirma que “embora a assimetria esteja agora inclinada para o lado positivo, a visibilidade sobre preços de carros permanece limitada (por exemplo, questões de acessibilidade e ameaça de montadoras chinesas)”. Também recomenda cautela com tamanho de posição e volatilidade.
No ano, RENT3 acumula valorização de 40%.
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