O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As negociações para a fusão da Honda e da Nissan foram anunciadas no fim do ano passado e, caso fossem concluídas, criariam a terceira maior montadora do mundo
Só quem já passou pela experiência de ter o carro atolado na lama sabe a frustração de pisar no acelerador e, ainda assim, não sair do lugar. Nesses casos, é preciso sair do veículo e apelar para ajudas externas. Na manhã desta quinta-feira (13), a fusão da Honda com a Nissan atolou de vez, mas nem mesmo um reboque vai conseguir tirar os negócios da inércia.
As empresas oficializaram hoje o fim das conversas pela fusão das operações através de um comunicado conjunto.
A Honda e a Nissan haviam anunciado, no final do ano passado, intenções de combinar os negócios. A operação avaliada em mais de US$ 60 bilhões criaria a terceira maior fabricante de carros do mundo, atrás apenas da também japonesa Toyota e da alemã Volkswagen.
Porém, sinais de que a estrada para a fusão estava começando a ficar enlameada começaram a surgir na semana passada. Segundo a imprensa japonesa, as negociações não seguiriam em frente por conta de divergências crescentes entre as duas companhias.
De acordo com o jornal Nikkei, a Honda aceitou inicialmente realizar a fusão com a rival, mas, recentemente, a montadora apresentou uma nova proposta que tornaria a Nissan uma subsidiária, em vez da estrutura mais igualitária originalmente planejada.
A mudança de planos irritou o Conselho de Administração da Nissan, segundo uma pessoa familiarizada com as negociações.
Leia Também
No comunicado enviado nesta manhã, as duas montadoras informaram que, apesar do fim da fusão, vão manter a parceria voltada à tecnologia automotiva anunciada em agosto.
As ações da Honda fecharam o dia em alta de 2,14% na bolsa de Tóquio. Já a Nissan viu os papéis encerrarem o pregão em queda de 0,34%.
Em geral, uma das atitudes a se tomar quando um carro atola é retirar o máximo de peso possível de dentro do veículo. No caso da fusão entre as montadoras japonesas, o peso extra vem da Honda.
Isso porque a empresa entrou nas negociações em uma posição de liderança. A Honda continua sendo uma marca popular globalmente, produzindo e vendendo mais carros do que a Nissan.
Além disso, a Honda é avaliada em 7,92 trilhões de ienes (US$ 51,9 bilhões), um valor de mercado hoje cinco vezes maior do que a parceira, que é avaliada em 1,44 trilhão de ienes (US$ 9,32 bilhões).
Desde 2018, a Nissan vem lutando para se recuperar de uma crise de liderança após a prisão do ex-presidente executivo e ex-presidente do conselho, Carlos Ghosn.
Na época, Ghosn foi demitido por má conduta financeira e alegações de que teria subnotificado o valor do próprio salário por usar recursos da empresa para uso pessoal.
O anúncio da fusão foi visto como um alívio crucial para a Nissan, que por um tempo foi a segunda maior montadora do Japão. As ações da empresa chegaram a subir mais de 60% com a notícia, enquanto os papéis da Honda saltaram cerca de 26%, quando as negociações foram relatadas pela primeira vez.
Agora, com o fim das conversas para a criação da nova gigante do setor, a Nissan é quem sentirá o peso da saída da Honda. Após os primeiros rumores da paralisação da fusão, a Nissan viu uma queda de mais de 5% nas ações. Já a Honda teve alta de mais de 8%.
O impacto na montadora deverá ser maior devido à pressão de credores, funcionários e clientes, que enxergam uma forte concorrência contra a Nissan nos Estados Unidos e na China.
A junção dos negócios entre a Honda e a Nissan tinha como objetivo justamente lutar contra essa concorrência de empresas rivais, especialmente na China, onde o mercado de carros elétricos é cada vez mais dominado por fabricantes chinesas, como a BYD.
Além disso, ambas as empresas enfrentam também a possibilidade de tarifas nos Estados Unidos, outro grande mercado.
Apesar de enfrentar um futuro incerto com o fim das negociações, a Nissan não ficará parada. A companhia informou que está aberta a trabalhar com novos parceiros.
Segundo a mídia japonesa, a montadora já possui um alvo para negociações. A empresa avalia a Foxconn, companhia de eletrônicos em Taiwan e que produz a maioria dos chips de computador avançados do mundo, como um candidato para uma parceria.
O presidente da empresa taiwanesa, Young Liu, disse na quarta-feira (12) que a empresa consideraria adquirir uma participação na Nissan, mas que o principal objetivo seria a cooperação.
*Com informações do Estadão Conteúdo, da BBC News e da Reuters
Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas
Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic
Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado
A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar
Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1
Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino
Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica
Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026
Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia
Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?
Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.
Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura
Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas
Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital
Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento
Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas
O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento