Hapvida (HAPV3) sobe quase 5% na bolsa com retomada do crescimento e dados da ANS
Dados recém-divulgados pela agência mostram que a empresa voltou a crescer em número de beneficiários em junho, reforçando a tese de que o pior pode já ter ficado para trás

Dias de luta, dias de glória para o setor de saúde. E quando se trata da Hapvida (HAPV3), a montanha-russa tem sido ainda mais intensa. Depois de meses no centro das incertezas do mercado, a operadora deu sinais de reação nesta terça-feira (5).
E não foi só no pregão, onde a operadora fechou o dia com alta de 4,83%, cotada a R$ 35,59.
Dados recém-divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a Hapvida voltou a crescer em número de beneficiários em junho, reforçando a tese de que o pior pode já ter ficado para trás.
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Segundo análises de BTG Pactual, Citi e Santander, a operadora registrou uma adição líquida de cerca de 36 mil vidas em junho, levando o saldo operacional do segundo trimestre de 2025 (2T25) para aproximadamente 25 mil novos beneficiários, de acordo com os dados da ANS — um ponto de virada relevante após quedas consecutivas na base de clientes.
Apesar de o número ainda ficar abaixo do desempenho de concorrentes como SulAmérica (+88 mil) e Amil (+46 mil), o mercado leu os dados como primeiros sinais consistentes de retomada orgânica, especialmente em estados estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro.
Um respiro antes do balanço
A melhora na base de beneficiários ocorre em um momento-chave, com a proximidade da divulgação do resultado do segundo trimestre de 2025, prevista para o dia 13 de agosto.
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Neste cenário, o Citi mantém a recomendação de compra para HAPV3. Em relatório, o banco norte-americano afirmou que “não importa como você olhe: o valuation oferece margem de segurança”.
O Citi também vê catalisadores positivos no curto prazo, como um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) “limpo” acima de R$ 800 milhões no 2T25 (a projeção do Citi é de R$ 836 milhões), além da recuperação das adições líquidas e do avanço no controle da judicialização — fator que costuma pressionar as margens do setor.
O banco ainda cita que a ação é negociada a um múltiplo estimado de 6,6 vezes o lucro projetado para 2025 — o chamado P/E (preço sobre o lucro), que relaciona o valor da ação ao lucro da empresa. Quanto menor o número, em geral, mais barata a ação parece para o investidor.
Outro destaque da análise do Citi foi o FCFE (fluxo de caixa livre para o acionista), estimado em 12% para 2026. Isso significa que, considerando o caixa gerado após os investimentos da companhia, a ação poderia devolver ao investidor até 12% ao ano em valor, seja por dividendos, recompra de ações ou crescimento sustentável. Para o banco, esse patamar reforça o potencial de valorização.
Fôlego renovado para Hapvida
O BTG Pactual também manteve recomendação de compra para a Hapvida, destacando que os dados da ANS “refletem os primeiros impactos dos esforços recentes para impulsionar o crescimento orgânico”.
Segundo os analistas Samuel Alves e Maria Resende, o crescimento em estados-chave reforça a estratégia de expansão da companhia e deve dar mais confiança ao mercado sobre a virada operacional.
Já o Santander, que também tem recomendação de compra para o papel, avaliou os números como positivos, apontando que os dados ajudam a embasar uma visão mais construtiva para os próximos trimestres.
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