🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Maria Carolina Abe

Maria Carolina Abe

É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país - entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora de Empresas no Seu Dinheiro.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Guararapes (GUAR3): CFO Miguel Cafruni fala da dor e delícia de ter a cadeia completa, e da virada de chave na gestão da dona da Riachuelo

No cargo há pouco mais de um ano, executivo aponta desafio de buscar mais receita e margem e reduzir o endividamento da companhia

Maria Carolina Abe
Maria Carolina Abe
30 de junho de 2025
6:04 - atualizado às 8:04
Imagem: Divulgação

Na Guararapes (GUAR3), é hora de começar a colher os frutos da mudança na gestão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dona de marcas como Riachuelo e Midway Financeira, a empresa trocou seu comando em 2023, substituindo o diretor-geral Oswaldo Nunes por André Farber — o primeiro CEO fora do eixo familiar. Na esteira do novo management da companhia veio também o CFO Miguel Cafruni, que assumiu a cadeira em maio de 2024. Na bagagem, trouxe passagens por Fast Shop e Grupo Hortifruti Natural da Terra.

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Cafruni se disse animado com os resultados que vêm entregando neste pouco mais de um ano na Guararapes. “Estou muito mais animado do que quando entrei”, afirma.

“A gente encontrou uma companhia no movimento acelerado de se conectar cada vez mais com suas raízes, fortalecer sua cultura, sua essência”, diz o executivo, destacando se tratar de uma empresa 100% brasileira, criada no Nordeste e com 77 anos de estrada. “É uma companhia que tem um solo muito fértil para a gente plantar e colher bons frutos.”

Criada em 1947 pelos irmãos Nevaldo e Newton Rocha como uma loja de tecidos em Natal (RN), a empresa abriu sua primeira fábrica na capital potiguar em 1958. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 1979, adquiriu a Lojas Riachuelo e entrou para o varejo têxtil, área responsável pelo maior crescimento da companhia nos últimos anos. Já em 2008, seguindo uma tendência do varejo brasileiro, lançou a Midway Financeira.

Leia Também

A empresa também tem uma longa história na bolsa brasileira, tendo aberto capital em 1970 e entrado no Novo Mercado em 2022. 

Cadeia completa: “Do fio até a última parcela paga pelo cliente”

O fato de ter uma cadeia integrada, que vai da fábrica até os pontos de venda e ainda inclui a financeira, tem suas dores e delícias, segundo o CFO. “A gente poder estar presente do fio até a última parcela paga pelo cliente, como gostamos de dizer”, comenta ele.

Se, por um lado, isso gera uma complexidade maior no negócio, por outro, traz um diferencial, que é um modelo operacional único dentro do varejo de moda. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente traz as matérias-primas, produz grande parte do que a gente vende nas lojas na nossa fábrica em Natal, passa por toda a tecelagem, depois a gente manda para os CDs [centros de distribuição] no Brasil, disponibiliza nas lojas ou no canal digital, e o cliente compra pelo cartão Midway.”

Em relatório recente, analistas do Santander também destacam a estrutura verticalizada da companhia como um potencial ponto positivo: “A transformação estratégica da Guararapes sob a liderança do CEO André Farber está começando a se mostrar promissora, com sucessos iniciais na otimização da integração vertical entre as operações de manufatura e varejo.”

E segue: “Melhorias operacionais, como aceleração das vendas e recuperação da margem bruta, indicam que o foco renovado da empresa em seu modelo verticalmente integrado está ganhando força.”

Uma das vantagens da fábrica própria, afirma o CFO, é conseguir reagir de forma mais rápida às novas tendências para competir com concorrentes nacionais e com players globais, como as gigantes asiáticas do e-commerce.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A nossa fábrica tem um tempo de resposta muito melhor e muito mais responsivo do que a média dos terceiros ou de produtos importados. Isso faz com que a gente consiga entender mais rápido o que está vendendo na ponta, seja no físico ou no digital, e rapidamente já reagir com a produção e o abastecimento das lojas e do digital, de maneira mais rápida.”

A ‘taxa das blusinhas’ e a concorrência com as asiáticas

A taxação de compras internacionais, conhecida como "taxa das blusinhas", começou a ser aplicada no dia 1º de agosto de 2024. Cafruni avalia como positivo este movimento, conseguido após pressão das varejistas nacionais. 

“A gente lutou pela isonomia tributária com o mercado de fora, principalmente as plataformas chinesas. Hoje, isso está um pouco mais equilibrado, ainda não está 100% ideal, mas já vemos um equilíbrio maior. Percebemos claramente pelos números uma perda de fôlego dessas plataformas.” 

Em relatório, o Santander também destaca esse avanço na competitividade dos players nacionais em relação às plataformas asiáticas: “A Visão Geral do Setor, após um ambiente competitivo mais acirrado com empresas internacionais em 2023, 2024 e início de 2025, indica um cenário competitivo muito mais saudável, em nossa visão”, escreveram os analistas do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Com a introdução de impostos mais altos sobre produtos internacionais e ajustes proativos de preços realizados por empresas de moda locais, em 2024 vimos a Renner, a C&A e a Guararapes ganhando participação de mercado”, diz o Santander.

Mudanças no balanço: mais receita e mais margem

Dentro do processo de mudança na gestão da companhia, Cafruni destaca que o movimento é de modernização dos processos, “mas levando consigo a cultura e os valores que a companhia preserva”. É também um momento, para ele, de reposicionar a companhia para patamares e lucratividade mais consistentes. 

Em relação ao balanço, o foco do executivo tem sido combinar crescimento de receita com expansão de margem. “Um destaque muito positivo é essa combinação sequencial de crescimento de receita com margem e, por consequência, expansão também de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).”

Ele reconhece, porém, que o resultado do bottom line acabou batendo na trave no primeiro trimestre deste ano, mas com um prejuízo bem menor que no 1T24 — R$ 27 milhões, ante R$ 117 milhões um ano antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente vem focando bastante nisso desde que entrei aqui, no segundo tri de 2024. A gente entregou lucro no terceiro tri de 2024, lucro no quarto tri de 2024. Agora, no primeiro trimestre, batemos na trave. Esperamos que seja o último trimestre um pouco abaixo d'água.” 

A empresa também está de olho na alavancagem. “Quando a gente entrou, vimos o cenário da companhia com uma dívida muito alta. No segundo semestre de 2023, chegou a bater em mais de 2x o Ebitda de endividamento”, explica.

O plano, diz ele, é chegar ao fim deste ano com alavancagem bastante reduzida. Isso virá, segundo ele, de mudanças estruturantes: “Crescer o top-line de maneira consistente, expandindo margem, diminuindo custos é o que a gente tem feito ao longo desses últimos trimestres.” 

O executivo diz que não consta nos planos de curto prazo a venda do shopping Midway Mall, que a Guararapes possui em Natal (RN). Há cerca de dois meses, circularam no mercado rumores sobre a venda do ativo pela companhia. “Não é, de fato, um negócio core, tanto quanto a varejista de moda ou a financeira, mas tem o seu valor contributivo”, afirma ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E segue: “O business por conta própria já está acelerando, mas a gente também, obviamente, como qualquer ativo da companhia, não fecha os olhos e segue atento a qualquer oportunidade de mercado.”

Os planos para o futuro

Os analistas do Santander esperam uma mudança no foco de expansão da companhia para os próximos meses. “Esperamos uma retomada das inaugurações de lojas Riachuelo, em vez das lojas Carter's e Casa Riachuelo, que antes eram o foco principal da empresa, sugerindo um nível de confiança maior no modelo de negócios principal do que antes.”

E Cafruni confirma que o plano é este mesmo. Nos últimos dois anos, segundo o executivo, a Guararapes abriu em torno de 15 lojas por ano, principalmente no modelo Carter’s, de moda infantil, e Casa Riachuelo. A partir de 2026, diz ele, o foco será abertura de lojas da Riachuelo - e com “um número mais forte de expansão”.

 “Hoje a gente está muito seguro de que essa solidez financeira que recuperamos nos reposiciona para um horizonte muito animador de expansão. Era difícil a gente pensar em expansão há dois anos, quando a companhia estava em um patamar de dívida muito alto”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que fazer com as ações

A ação GUAR3 acumula valorização de 37% em seis meses (bem abaixo das concorrentes diretas) e opera na casa dos R$ 8,50, dando à companhia valor de mercado de R$ 4,23 bilhões. O preço-alvo para fim de 2026, segundo o Santander, é de R$ 10.

A empresa tem sete recomendações neutras dos bancos e casas de análise. 

Um deles é do Santander. Segundo relatório divulgado há uma semana (23/6), o banco coloca como sua top pick no varejo de moda a Renner (LREN3), seguida pela C&A (CEAB3). 

“(...) reconhecemos a história de transformação em desenvolvimento que se desenrola na Guararapes sob a nova gestão, mas, por enquanto, mantemos nossa classificação Neutra, enquanto aguardamos novas confirmações da transformação em andamento da empresa por meio de uma série de resultados positivos em uma base normalizada”, afirmaram os analistas do Santander. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Embora as iniciativas recentes sejam encorajadoras, acreditamos que a história da transformação ainda requer mais validação antes de adotarmos uma postura mais construtiva.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DO DR. GOOGLE

ChatGPT Health ajuda, mas não receita: entenda como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:35

Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica

RUMO AO FUTURO

Embraer (EMBJ3) voou alto em 2025, segundo BTG; descubra se a companhia manterá o embalo em 2026

9 de janeiro de 2026 - 15:21

Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento

PRATO FEITO PARA INVESTIDORES

Arroz está muito barato, e expectativa é de queda na produção em 2026; veja como ação da Camil (CAML3) pode disparar até 81%, segundo o BTG

9 de janeiro de 2026 - 14:01

Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil

FREE FLOW

Sem fila nos pedágios: Motiva (MOTV3) e EcoRodovias (ECOR3) anunciam parceria para investir em plataforma digital

9 de janeiro de 2026 - 10:42

As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios

XÔ, VOLATILIDADE

‘Queridinha’ de Barsi na mira da B3: empresa em recuperação judicial leva enquadro da bolsa — e não é a única

9 de janeiro de 2026 - 10:05

Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda

PLANEJAMENTO

Calendário dos negócios em 2026: as datas que o empreendedor precisa ficar atento para faturar mais no ano

9 de janeiro de 2026 - 9:40

Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo

TENTATIVA FRUSTRADA

Novo revés para Vorcaro: Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master. O que acontece agora?

9 de janeiro de 2026 - 8:56

Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Rivais da Vale (VALE3) estão prestes a se unir: a negociação entre a Rio Tinto e a Glencore que pode criar uma gigante da mineração

8 de janeiro de 2026 - 19:52

A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento

DIVIDENDOS EM RISCO

BB Seguridade (BBSE3) na berlinda: Safra corta preço-alvo em R$ 8 e acende alerta sobre dividendos

8 de janeiro de 2026 - 19:48

Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação

BATALHA POR ESPAÇO

Amazon mostra o seu poder fogo na guerra do e-commerce; Mercado Livre (MELI34) e Shopee podem sentir efeitos, diz BTG

8 de janeiro de 2026 - 17:45

Com isenção de comissões e subsídios agressivos ao FBA, a gigante americana investe pesado para atrair vendedores, ganhar escala logística e enfrentar Mercado Livre e Shopee no coração do marketplace

FORA DA PRATELEIRA

Anvisa determina recolhimento de molho de tomate importado e suplementos por risco à saúde; veja se os produtos estão na sua casa

8 de janeiro de 2026 - 16:51

Agência suspendeu um lote de passata italiana após detectar fragmentos de vidro e proibiu suplementos com ingredientes irregulares e publicidade fora das normas

SINAL DE ALERTA

Espaçolaser (ESPA3) entra na mira da B3: empresa recebe enquadro para escapar do rótulo de penny stock; descubra os detalhes

8 de janeiro de 2026 - 16:25

Após registrar fechamentos abaixo de R$ 1, a Espaçolaser foi enquadrada pela B3 e corre risco de ser classificada como penny stock; companhia terá prazo para reverter a situação e evitar sanções como a exclusão de índices

MORTAS VIVAS

Quase sem vida, mas ainda de pé: o que são empresas zumbis e por que o Brasil lidera esse ranking entre os emergentes

8 de janeiro de 2026 - 15:16

Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas

QUEDA LIVRE

Apertem os cintos: Azul (AZUL54) despenca quase 86% em dois dias com diluição das ações

8 de janeiro de 2026 - 14:12

O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.

ESTRATÉGIA REDESENHADA

Sabesp (SBSP3) entra em modo expansão em 2026 — e a Copasa pode ser o próximo passo. O que diz o CFO?

8 de janeiro de 2026 - 13:42

Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições

EM BUSCA DA EFICIÊNCIA

GPA (PCAR3) contrata consultoria dos EUA para auxiliar na redução de custos e ações sobem; confira os planos da companhia

8 de janeiro de 2026 - 12:11

A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro

VAI FUNCIONAR?

Inteligência Artificial passa a prescrever remédios nos Estados Unidos. Vai dar certo?

8 de janeiro de 2026 - 9:02

Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas

HORA DA COLHEITA

Além da JBS (JBSS32): descubra as ações do agro que podem brilhar em 2026, segundo o BofA

7 de janeiro de 2026 - 17:47

Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores

ENTRE RUÍDOS

A quem cabe reverter (ou não) a liquidação do Banco Master? Saiba quem manda no destino da instituição agora

7 de janeiro de 2026 - 16:24

Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão

O QUE COMPRAR?

Ânima (ANIM3), Cogna (COGN3), Yduqs (YDUQ3) e outras: quem ganhou 10 na ‘prova surpresa’ do JP Morgan?

7 de janeiro de 2026 - 16:00

Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar