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Em comunicado, companhia disse que vai investir US$ 100 milhões para instalar as duas plantas industriais em território vietnamita.
Para fechar a semana com chave de outro - e surpreender seus investidores com mais uma boa notícia - a JBS anunciou, na tarde deste sábado (29), um investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã.
A gigante das carnes brasileiras abriu a semana apresentando balanço forte no quarto trimestre de 2024 e, viu resolvido imbróglio com o BNDES que possibilitará a listagem das suas ações também em Nova York e, ainda, viu dois bancos de peso elevarem o preço-alvo de suas ações.
A construção das fábricas no Vietnã, segundo nota da empresa, visa expandir sua presença na região e fortalecer sua posição no mercado global.
As plantas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, e utilizarão, principalmente, matérias-primas importadas do Brasil, destinadas a abastecer o mercado vietnamita e de outros países do Sudeste Asiático.
O acordo foi formalizado na madrugada por meio de um Memorando de Entendimento (MOU) com o governo vietnamita, representado pela Northern Investment Promotion, Information and Support Center (NIPISC), e pelo Sao Do Group, responsável pela gestão Parque Industrial e Não Tarifário Nam Dinh Vu.
"A iniciativa está alinhada com as metas de desenvolvimento socioeconômico do país, que busca aumentar a produção local e expandir sua participação no comércio internacional de carne", disse o comunicado.
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"As novas fábricas no Vietnã não serão apenas uma expansão de capacidade produtiva, mas um investimento com propósito: gerar valor para a economia local, criar empregos qualificados, contribuindo para a segurança alimentar em todo o Sudeste Asiático. Estamos investindo no futuro, com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento", disse o presidente da Friboi, Renato Costa, destacando o aporte como um passo estratégico essencial para a diversificação geográfica da empresa.
O plano prevê que a primeira fase do projeto será instalada no Khu công nghiêp Nam Ðình Vu, onde será construído um centro logístico com capacidade para armazenagem, abrangendo atividades de pré-processamento, corte e embalagem.
Já para a segunda fase, localizada no sul do Vietnã, o memorando estima que será realizada dois anos após o início das operações da primeira unidade e contará com infraestrutura semelhante, incluindo novo centro logístico e planta de processamento.
Com o plano de abertura das duas fábricas, a companhia deve gerar cerca de 500 novos postos de trabalho na região, além de promover programas de treinamento técnico e transferência de tecnologia para os trabalhadores vietnamitas.
A JBS começou a semana surpreendendo o mercado ao apresentar um balanço robusto no quarto trimestre de 2024. Atrelado a isso, anunciou novos dividendos bilionários aos acionistas.
“Nós estamos muito satisfeitos com o que estamos entregando, que é valor, crescimento, investimentos em diferenciação que vai levar aumentos de margem. Estamos demonstrando nossa capacidade de entregar o que prometemos”, disse o CEO Global da companhia, Gilberto Tomazoni, ao apresentar os resultados.
Ante o resultado operacional, a companhia propôs pagamento adicional de R$ 4,4 bilhões em proventos aos seus acionistas.
A cifra equivale a R$ 2 por ação JBSS3, elevando o total de proventos para R$ 11 bilhões em apenas seis meses — um rendimento com dividendos (dividend yield) de dois dígitos.
O consenso no mercado é que a JBS (JBSS3) é uma boa adição para a carteira de ações em 2025, com todas as 11 recomendações compiladas pelo TradeMap sugerindo compra.
O BTG Pactual acredita que a JBS não repetirá os feitos de 2024, quando as ações JBSS3 escalaram 57% em meio a impressionantes revisões de lucros, mas deverá permanecer sólida em 2025.
Os analistas apontam que o valor patrimonial da JBS representa apenas metade do seu valor de empresa (EV), e que a escalada das ações desde o anúncio do acordo com o BNDES teve um incremento tímido ao múltiplo de valuation, que ainda marca apenas 5,5 vezes o EV/Ebitda, bem abaixo dos 8 vezes da rival Tyson Foods.
"O que está impulsionando as ações agora não é apenas o momentum dos lucros. É a perspectiva de uma listagem nos EUA, que poderia desencadear uma reavaliação significativa", disse o banco, que manteve a recomendação de compra para as ações JBSS3. "Em nossa visão, ainda há espaço para crescer."
O Itaú BBA também ressalta o significativo desconto da JBS em relação à PCC e à Tyson, que deverá oferecer alguma proteção para o valuation da brasileira nos próximos meses.
O Goldman Sachs manteve a classificação de compra para as ações da JBS, centrando sua tese na abundante geração de fluxo de caixa livre da empresa.
Também com recomendação de compra, o BB Investimentos avalia que a estratégia de diversificação global da JBS permitirá que os resultados se mantenham resilientes ao longo de 2025.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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