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Relatório do banco destaca avanço operacional, recorde de encomendas e aposta em valorização de 32% nas ações da fabricante brasileira
Na guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos, a Embraer (EMBR3) não só sobreviveu, como voltou a brilhar, entregando um dos trimestres mais marcantes da sua história.
Depois de enfrentar o fantasma de uma tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre seus jatos, a fabricante brasileira conseguiu se manter fora da linha de tiro. O setor de aviação civil foi poupado da medida, e isso abriu espaço para que o mercado voltasse a olhar para o que realmente importa: o desempenho da companhia.
É justamente esse movimento que o BTG Pactual capturou em seu novo relatório sobre a fabricante, divulgado logo após a Embraer apresentar os resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25).
Sob a premissa de “um trimestre que vale uma década”, os analistas classificaram o 2T25 como um dos mais transformadores da história da empresa e elevaram preço-alvo do ADR da companhia de US$ 63 para US$ 75. O potencial de valorização para os próximos 12 meses é estimado em 32%.
No relatório, o banco destaca uma combinação rara de fatores que sustentam a tese de compra da ação.
A Embraer surpreendeu com resultados fortes no segundo trimestre. O Ebit — que representa o lucro operacional antes de juros e impostos e é um termômetro da eficiência da empresa — ficou 330 pontos-base acima do esperado. Com isso, a margem projetada para 2025 subiu para 8,6%, superando até o teto da própria faixa estimada pela companhia, entre 7,5% e 8,3%.
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Outro destaque foi a carteira de pedidos (backlog), que alcançou um recorde de US$ 29,7 bilhões. O número representa a soma dos contratos firmados com clientes e serve como um indicador da demanda futura pelos produtos da companhia. O crescimento veio de todas as frentes: aviação comercial, executiva, defesa e eVTOL.
O alívio com o tarifaço também pesa a favor. O setor de aviação civil foi isentado da tarifa de 50% anunciada por Trump, e o BTG calcula que essa medida, se tivesse sido aplicada, poderia ter corroído até 37% do Ebitda da companhia em 2025 — ou seja, da geração de caixa operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Outro trunfo da Embraer é sua presença estratégica nos Estados Unidos. Com 13 mil empregos diretos no país e US$ 500 milhões em investimentos previstos para os próximos anos, a empresa reforça sua relevância industrial e política na maior economia do mundo.
Ao detalhar o impacto das tarifas, o BTG lembra que a ameaça não era apenas retórica. O CEO da Embraer chegou a estimar perdas anuais de mais de US$ 400 milhões caso os 50% fossem aplicados.
Com a exclusão da aviação civil do pacote tarifário, o impacto agora se limita à tarifa de 10%, com custo estimado em US$ 80 milhões por ano, concentrado principalmente na divisão de jatos executivos.
Ainda assim, a Embraer já adota estratégias de mitigação, como a entrega por meio de lessors estrangeiros (empresas internacionais que compram aeronaves suas e as repassam aos clientes nos EUA por meio de arrendamento), price adjustments (repasses de custo ao cliente) e duty drawbacks (mecanismos fiscais que permitem recuperar parte dos impostos pagos na importação).
O relatório também vê uma janela real para a reversão completa das tarifas, a exemplo do que aconteceu com os acordos entre EUA e Europa.
Na frente comercial, o BTG destaca a recuperação da família E2 — nova geração de jatos regionais da Embraer, mais eficiente e silenciosa. O pedido da Scandinavian Airlines (SAS) por 45 unidades firmes do E195-E2, com opção de mais 10, foi decisivo para encerrar a ansiedade do mercado em relação à baixa tração da linha.
A encomenda marca uma das maiores já feitas pela companhia europeia e fortalece a presença da Embraer no continente.
Já na área de defesa, o KC-390 Millennium avança como uma plataforma relevante para países da Otan, com pedidos firmes de Portugal, Holanda, Lituânia e outras campanhas em andamento, incluindo Índia e EUA.
O relatório do BTG também atualiza o status de outras frentes importantes para a Embraer.
A Eve, subsidiária voltada ao desenvolvimento de eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical), segue com o cronograma de montagem do primeiro protótipo para dezembro e anunciou novos pedidos durante a feira de Paris.
Já a LATAM avalia a compra de jatos E2 para expandir sua malha no Brasil, diante do aumento da demanda por voos regionais.
Em relação à Azul, que entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) nos Estados Unidos, o BTG avalia que o impacto para a Embraer é limitado.
A fabricante já contabilizou possíveis perdas e, caso necessário, pode redirecionar os jatos que seriam produzidos para a Azul a outros clientes.
Com todas as peças no tabuleiro, o BTG reforça a recomendação de compra para EMBR3 e ERJ, destacando a Embraer como uma oportunidade rara de exposição dolarizada a um setor global em retomada, com fundamentos operacionais sólidos e múltiplos ainda atrativos.
Segundo o banco, a ação negocia a 12 vezes o EV/Ebitda projetado para 2026, o que representa um desconto de cerca de 30% em relação aos pares internacionais.
Para os analistas, esse deságio já não faz sentido diante da transformação estrutural da companhia, que passa por mais visibilidade, melhores margens, backlog recorde, e maior inserção no mercado norte-americano.
Diante disso, se os holofotes se voltarem para os números, e não para os ruídos políticos, a Embraer tem tudo para continuar em rota de valorização.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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