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Após tombo do lucro e rentabilidade, o BB ainda enfrenta ventos contrários do agronegócio; executivos admitem que novas pressões podem aparecer no balanço do 4º trimestre
O principal vilão dos resultados do Banco do Brasil (BBAS3) continua em cena — e, ao que tudo indica, deve permanecer por mais alguns atos. O agronegócio, que há trimestres pressiona os balanços do banco, ainda pode exigir novas provisões no quarto trimestre de 2025, segundo o vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores, Marco Geovanne Tobias.
O executivo reconhece que o movimento de recuperações judiciais no campo segue intenso, em muitos casos “sem necessidade”, e que isso ainda demanda reforço de provisões.
“É de se esperar um volume de provisão semelhante ao que tivemos no segundo e terceiro trimestres”, afirmou Tobias. “Os números na carteira rural continuam agravados, mas ainda não tínhamos iniciado o processo da Medida Provisória 1.314. Então, tudo vai depender da velocidade de execução.”
O banco calcula que o provisionamento, valor que fica separado para cobrir inadimplências de devedores, deve ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões no 4T25 — um patamar ainda alto, mas que o BB considera inevitável para estabilizar o risco.
Mesmo com o lucro do 3T25 praticamente estável em relação ao trimestre anterior, o Banco do Brasil precisou revisar o guidance diante da instabilidade da carteira de crédito — especialmente no segmento rural e em alguns casos corporativos pontuais. Veja aqui como ficaram as novas perspectivas do banco.
A inadimplência no agronegócio já supera 5%, e o setor continua sendo o epicentro das preocupações.
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A aposta, agora, é que o pacote de socorro ao agro, por meio da MP 1.314, e a linha de crédito BB Regulariza Agro, com prazos de renegociação de até nove anos, possam aliviar o balanço nos próximos trimestres.
Segundo o vice-presidente de agronegócio, Gilson Bittencourt, o projeto já soma R$ 11 bilhões em operações em andamento, com R$ 5,4 bilhões renegociados e meta de chegar a R$ 24 bilhões em propostas até o fim do ciclo.
“Estamos em voo de cruzeiro”, disse o executivo, destacando que 75% dos clientes-alvo já foram contatados.
Mas, enquanto o banco acelera as renegociações, a judicialização no campo continua subindo.
O saldo total de clientes do BB em recuperação judicial passou de R$ 5,4 bilhões em junho para R$ 6,6 bilhões em setembro, um salto de R$ 1,2 bilhão, com a adesão de 120 novos produtores ao processo.
“Nós observamos um crescimento no volume de recuperações judiciais, mas acreditamos que, à medida que o BB Regulariza Agro avance, muitos desses clientes vão preferir renegociar, e esse número tende a cair”, afirmou o diretor de riscos, Felipe Prince.
Se o campo preocupa há tempos, a carteira corporativa agora acendeu uma luz amarela. Alguns casos pontuais de inadimplência em grandes empresas exigiram provisão integral, o que chamou atenção do mercado no balanço do terceiro trimestre.
Mas o Banco do Brasil fez questão de afastar qualquer risco sistêmico, dizendo que são casos específicos, em que a possibilidade de recuperação era muito baixa.
Já Prince reforçou que um mapeamento interno indicou que não há precipitação de novos problemas graves no segmento de crédito voltado a grandes empresas para o final do ano.
Com o agronegócio ainda instável, o Banco do Brasil começa a ajustar seu leme.
A prioridade passa a ser manter a carteira rural estável, mas mais rentável, enquanto a carteira de pessoas físicas (PF) ganha protagonismo como motor de crescimento em 2026.
"Nós estamos focando naquelas linhas que tragam mais spread, mais retorno para nós ajustado pelo risco. E aí aqui é consignado público e o consignado do trabalhador", acrescentou Prince.
A presidente do BB, Tarciana Medeiros, afirmou que o crescimento em 2026 deve ser puxado pelos clientes de alta renda, segmento de maior rentabilidade e menor inadimplência, mas que a expansão abrangerá todas as linhas de PF.
“Quando olhamos para o composto geral, é a carteira de pessoas físicas que vai puxar o retorno do banco e acelerar o processo de retomada”, afirmou Tobias, que destacou a possibilidade de crescimento de dois dígitos em algumas linhas.
Mas, mesmo aqui, o agro atrapalhou. A inadimplência entre pessoas físicas atingiu o maior nível desde 2014, em parte contaminada pela dinâmica rural. “Embora produtores rurais representem apenas 7% da carteira PF, já respondem por quase 20% da inadimplência”, destacou Prince.
Para mudar essa dinâmica, o banco vem priorizando linhas de menor risco e maior retorno ajustado, como o crédito consignado público e o Crédito Trabalhador, lançado em março e que já acumula R$ 11 bilhões em desembolsos.
A meta é alcançar 20% de participação no mercado de consignado.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) encerrou o 3T25 em 8,4% — o pior nível desde 2016. Ainda assim, o banco acredita que a rentabilidade já se estabilizou e deve começar a melhorar.
A projeção interna é atingir ROE de dois dígitos baixos (“low teens”) até o fim de 2025, com lucro próximo a R$ 20 bilhões. Em 2026, o objetivo é chegar a cerca de 15%, — ainda abaixo dos “anos dourados” do banco, mas sinalizando retomada.
"Olhando para 2026, vamos buscar sim crescer essa carteira ainda mais. Vamos crescer a carteira de pessoas físicas em linhas de menor risco, mas também de bom retorno, nos ajudando a trilhar esse caminho em busca dos mid teens.”
O BB não fixou um guidance oficial para a rentabilidade.
Visto como uma das “vacas leiteiras” da bolsa brasileira, o Banco do Brasil tenta equilibrar a prudência fiscal e a pressão dos acionistas por dividendos maiores.
Isso porque a decisão do BB de alterar a regra de dividendos no último balanço, para uma distribuição de 30% do lucro, caiu mal entre os investidores.
O que deu esperança àqueles acionistas orientados por dividendos foi a expectativa de uma eventual revisão após a virada financeira do banco ou de um potencial pagamento de proventos extraordinários.
Mas a administração do banco foi clara e rígida quanto a eventuais novidades: segundo Tobias, a política de payout de 30% será mantida em 2026, e dividendos extraordinários só serão considerados ao fim do próximo ano.
Além disso, o banco seguirá privilegiando a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP), pelo benefício fiscal que a modalidade oferece.
Quanto aos dividendos extraordinários, Tobias afirmou que qualquer decisão dependerá do equilíbrio entre a maior geração de resultados, o nível de capital e as perspectivas de novas exigências regulatórias.
“Vamos avaliar se potencialmente no final do ano de 2026 a gente poderia ou não remunerar nossos acionistas com um dividendo extraordinário, sem mudar a política de payout de 30%", disse o executivo.
Questionado sobre uma eventual perda de confiança de parte dos investidores, Tobias rebateu: “Previsibilidade o investidor tem. Deixamos claro que o payout é 30%, que a rentabilidade vai se manter no low teens, e que já estabilizamos o lucro em meio a dois trimestres turbulentos. Isso mostra capacidade de execução e transparência.”
A mensagem final da diretoria é de que 2025 será um ano de ajuste, e 2026, de retomada, inclusive em termos de melhora da inadimplência.
Segundo o executivo, o pior momento do risco já foi precificado — e agora começa o processo de reconstrução.
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